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segunda-feira, outubro 31, 2005

O Dilema

Acabo de descobrir que amanhã é feriado, o que não abona nada a favor da minha sanidade mental.Ao que acresce que torna bem evidente que, no mínimo, ando neste mundo a ver passar os comboios...
E o que é mais grave é que fiz tal descoberta por mero acidente, se é que se pode chamar acidente ao facto de se receber um telefonema de uma amiga dando-nos conta de que hoje, segunda-feira, é véspera de feriado e insinuando a possibilidade de cá dormir esta noite.
Noutra ocasião acolheria tal hipótese com a maior das euforias e até admito que no futuro próximo seja eu a sugerir que tal aconteça, mas hoje não me apeteceu formular o convite que o telefonema pressupunha que fizesse.
É que hoje, ainda não sei bem porquê, acordei de mal com o mundo que me rodeia e não me apetece mesmo nada estar com as pessoas habituais.
O pior de tudo é que a ideia de desperdiçar uma noite de véspera de feriado me parece muito má.
Mas também me parece má a ideia de a passar com alguém conhecido.
Detesto as rotinas e as coisas feitas porque são o mal menor.
Será que só a mim é que dão estas "pancadas"?
O que é certo é que se não resolvo este meu dilema acabo a noite sózinho....
P.S. Devo ter apanhado chuva e os fusíveis deram de si...pois, a culpa é da chuva.

domingo, outubro 30, 2005

A Aposta (Cont.)

Seguiu-a com os olhos enquanto ela se dirigia aos amigos.
Estes continuavam encostados à coluna, trocando sorrisos e carícias, sem olhar para o local onde me encontrava, embora estivessem atentos ao que se estava a passar.Faziam-no com a discrição de quem se quer fazer sentir presente e ao mesmo tempo ausente.Era óbvio que eram amigos dela.
Olhou então para ela enquanto caminhava em direccção àqueles.
Era mulher para mais de 30 anos, talvez mesmo mais de 35.Estava naquela idade que só as mulheres têm e em que são suficientemente novas para serem consideradas velhas e, ao mesmo tempo, exibem uma segurança e maturidade que as distingue das adolescentes.
Estava certo que ela sabia que a estava a observar, mas nenhum movimento dela deixava transparecer essa intuição que ela certamente tinha.Os seus passos eram firmes e seguros de quem sabe para onde vai, mas com passadas calmas e suaves de quem sabe que não precisa de correr.Suportava os olhares de soslaio ou mesmo insinuantes daqueles com quem se cruzava no seu trajecto com a indiferença e o desdém de quem nem os vê e, pior até, nem os quer ver.
Era uma mulher alta e elegante e, embora fosse notório que sabia o efeito que provocava, o seu caminhar não o ostentava com uma exuberância ofensiva, antes o fazia deixando claro que sabia o que valia, mas não fazia questão que os outros o soubessem.
Deixou de olhar para ela quando viu que já estava junto dos amigos e voltou-se, de novo, para a parede que até ali lhe tinha feito companhia.Seria bom que voltasse, mas assim seria mais fácil esquecer se nem a visse sair.
-Estou de volta- ouviu ele, sentindo-se aliviado quando reconheceu a voz. Afinal tinha voltado.
Olhou-a nos olhos e ela, sem quaisquer hesitações, continuou:
- Já me despedi deles, disse apontando com um trejeito de olhos, para os amigos que já não se encontravam no sitio onde os havia visto da última vez.
-Estavam fartos disto e queriam ir descansar.Chegámos hoje do Porto e vamos cá estar até domingo numa acção da nossa empresa, mas eles gostam de aproveitar os momentos de folga para ficarem sózinhos....nada a opor, só que a mim não me apetecia voltar já para o hotel...
-E não queres tomar nada?Perguntou ele, não só por razões de boa educação, mas também porque nada mais lhe ocorria no momento.
-Bebo um gin tonic, obrigado. Antes de mais quero deixar claro que o facto de ter apostado em ti foi porque me inspiraste confiança.Nada mais.Apetece-me ficar mais um bocado e sózinha aqui não deve ser agradável.Portanto, não cries ilusões....o que não quer dizer que te devas desiludir já...ah, e o meu nome é Ana.
Sorriu para ela quando a ouviu dizer esta última parte e viu nela também o sorriso de quem tinha achado graça a si própria. Fê-lo ao mesmo tempo que lhe estendia a bebida que, entretanto, lhe havia pedido, o que proporcionou que o sorriso de remate do discurso de apresentação se transformasse num sorriso de agradecimento de circunstância.
-Obrigado, disse ela.
-Se bem entendi, pretendes que fique claro que eu sou a tua aposta para aio-de-companhia, sendo que as hipóteses de ambicionar progredir na minha carreira são poucas ou nenhumas.Pois muito bem...se o meu destino é servir aqui estou ao teu dispor, respondeu-lhe por entre sorrisos.
-E o teu nome é....?
-Aquele que quiseres que criado não tem nome,tem é ordens para cumprir-continuou ele no mesmo tom jocoso, mas cordial.
Ela, soltou uma pequena gargalhada enquanto fixava os olhos nele, parecendo que assim se assegurava que quem lhe dizia aquilo o fazia de boa fé.Ainda sorrindo deixou que o líquido do seu copo aflorasse os seus lábios, bebendo um trago de gin de uma forma que, apesar da naturalidade com que o fez, lhe pareceu a ele extremamente sensual.Teve até a sensação que ela o fazia parecer propositadamente.
-Comigo criado tem sempre nome....nem que seja Jarbas...portanto ou escolhes tu ou escolho eu, mas preferia que fosses tu para que desde já reconheças que sou uma patroa democrática e que, apesar da serventia que me vais dar, manténs o direito ao nome.
-Carlos, senhora, o nome é Carlos, um criado ao seu dispor, respondeu-lhe ele, por entre sorrisos dos dois, estranhando a cumplicidade que se estava a manifestar no diálogo.
E sentiu que ela pensava o mesmo, pelo menos foi essa mesmo estranheza que lhe pareceu ver num dos momentos em que os olhos de ambos se cruzaram.
Continuaram a conversar no mesmo tom e acabaram rapidamente aquilo que estavam a beber, estranhamente depressa e antes que houvesse tempo para que, em nome da delicadeza, ele lhe perguntasse se queria tomar mais alguma coisa, ela propôs que saíssem dali e fossem dar uma volta à beira-rio.
E foram...
E na manhã seguinte, quando saíram da casa dele a caminho do hotel onde a foi deixar, ambos sabiam que o sabor do outro tinha ficado entranhado.
Despediram-se com um beijo e sem quaisquer compromissos.
Já a tarde ia a meio quando ele recebeu uma sms..."Aposto que hoje vais estar à mesma hora no mesmo local...".
Não respondeu....sabia que ambos iam ganhar a aposta numa noite mais.

sexta-feira, outubro 28, 2005

A Aposta

Estava a ser uma noite perfeitamente normal.
Ao jantar tinha-se seguido uma lenta ida para casa, percorrendo os cem metros que o distanciavam desta com um passo suficientemente pausado para consumir por inteiro um cigarro e, depois de aí chegado, fez uma fugaz passagem pelo televisor que transmitia, como sempre, telenovelas, notícias e debates sem qualquer interesse a não ser para os que neles participam.
Ligou o pc e percorreu alguns dos blogs que sempre visitava e, para não contrariar o hábito, fez uma visita ao chat do Minete Real onde se deteve o tempo bastante para soltar umas gargalhadas francas e libertadoras que o convívio por essa via tanto facilita quando os intervenientes são gente de bem.
Saíu do chat disposto a ir para a cama, mas mudou de ideias.
Era 1h30, uma boa hora para ir beber um copo a qualquer lado e sempre podia ser que o sono que teimava em não aparecer se apresentasse depois.
Entrou no carro e só depois pensou onde ir, ma o carro foi-o levando até uma zona ribeirinha onde acabou por estacionar.
Percorreu a zona sem saber bem onde entrar, acabando por o fazer num dos muitos locais onde nunca o havia feito, embora soubesse tratar-se de um local muito "in".
Não lhe agradou o ambiente quando entrou, não porque a freguesia não fosse muito agradável, já que por ali se viam mulheres lindíssimas, mas porque os homens sós como ele se amontoavam ao balcão e ao redor da pista, de copo na mão e com uns olhares estupidamente lânguidos para tudo o que aparentasse ser do sexo feminino.
E ser confundido como mais um daqueles sujeitos não lhe agradava mesmo nada.
Propositadamente encostou-se num canto do balcão de costas voltadas para o mundo e seguro que naquele recôndito local, para além de nada ver do que se passava ao seu redor também estava invisível para a fauna que o circundava.
Enquanto bebia calmamente o seu whisky ia revivendo mentalmente o dia que acabava de passar e preparando o dia de trabalho que se seguiria, ao mesmo tempo que fitava o infinito que havia para além da parede que lhe fazia frente.
-Apostei em ti, não me desiludas - ouviu subitamente uma voz decidida e feminina pronunciar perto dele e sentiu que a frase era-lhe dirigida.
Olhou de rompante para a dona daquela voz e deparou-se com uns olhos negros e profundos que possuíam uma cara e um corpo que, assim de repente, lhe pareceu formar um conjunto mais do que perfeito.
-Estou com um casal amigo - disse ela, apontando com os olhos para uma coluna que só com esforço se vislumbrava do local onde me encontrava - e tu recolheste dois dos três votos possíveis para me acompanhares esta noite.Uma vez que o voto dele não me interessa e o dela apenas serviu para avalizar o que já havia decidido, a questão que fica é a de saber se és homem para mim ou se vou ter de procurar outro...
Se a princípio se havia esforçado para se manter impávido e sereno sem deixar transparecer o seu ar de estupefacto, perante aquele discurso decidido e seguro, não conseguiu conter um sorriso de imediato retribuído e que foi ao mesmo tempo um momento de alívio para ambos.
Foi ainda a sorrir que lhe respondeu.
- Não sei se sou homem para ti, mas acho que o devemos descobrir juntos.....e parece-me que ambos seremos prejudicados se não o fizermos e seguires a via de procurar outro antes de o saberes...
Sorriu de novo, agora com os olhos também e, pousando, de passagem, a sua mão nas costas da minha, disse num tom suave:
-Espera um minuto...
(Continua)

quarta-feira, outubro 26, 2005

Eu assim não brinco

Pediu-me a Boneca Insuflável que escrevesse o que pensava sobre as virtudes económicas, sociais e sexuais daquela que lhe dá o nick, isto é, de uma que não seja humana.
Confesso que muito tive de reflectir sobre o tema já que, invariavelmente, os meus raciocínios tendiam a fugir para o imaginário das potencialidades que a de carne e osso faz adivinhar no seu blog no que a si mesmo diz respeito.
Disciplinado o dito, que é como quem diz, algemados os devaneios, lá consegui raciocinar sobre o tema em questão.
As vantagens económicas da utilização de uma Boneca, daquelas que por aí se vendem em qualquer sex-shop, são muitas...ela não exige jantares, prendinhas, viagens, roupas, sapatos, eu sei lá...aquela imensidão de coisas que mulher que se preze gosta de assegurar nos preliminares dos preliminares propriamente ditos.
Aliás, faz por garantir que lhe sejam ofertados não só antes, mas mesmo durante e até depois.Consideram-se assim a modos que uma ilha e entendem todo o esbanjamento a que vinculam o macho como "custos de insularidade".
E bem, digo eu, porque aquilo que têm para partilhar merece todos os géneros de benesses.
As vantagens sociais também me parecem óbvias do ponto de vista de um homem.
Não fica aquele com qualquer tipo de limitações quando ao convívio que tanto preza com amigos e, sobretudo, amigas.Pode fazer as noitadas que quer sem que corra o risco de chegar a casa e encontrar a cama ocupada por outro que, generosamente, foi cumprir as suas obrigações sociais para com a sua mulher.
Em caso algum haverá cenas de ciúmes porque uma Boneca não fala nem amua.
E, sobretudo, nunca de uma ouviremos qualquer crítica, muito menos sobre o desempenho, o que sempre nos faz crescer o ego.
Quanto ao domínio sexual também aqui se conseguem ver algumas vantagens.Ela não dá negas, nunca lhe dói a cabeça, está sempre pronta para tudo e até mantém um silêncio muito adequado, porque induz o utilizador na convicção que entre ambos existe uma cumplicidade que os leva a de comum acordo ultrapassarem todos os limites do imaginável.
Pois, parece que são só vantagens.
Mas para mim, desculpem-me, são tudo defeitos.
É que eu gosto de Mulheres com todas as suas virtudes e defeitos e é o conjunto de tudo isso que me desperta o interesse sexual.
Brincar com Bonecas não faz o meu género. Nunca fez.
Prefiro brincar sózinho.

segunda-feira, outubro 24, 2005

Fiel, o cão de guarda

A coisa já se vinha a adivinhar.
Ambos sabiam que, mais dia menos dia, ia acontecer.
Ela aproveitava todos os momentos livres das suas obrigações para correr para ele.
Era com ele que gostava de conversar, de desabafar, de estar.
Era com ele que se ria livremente.
E ele sentia o mesmo.
Quando entraram em casa dele souberam que era o dia.
Por entre sorrisos deram um beijo.
E depois outro....e outro ainda...
Os corpos colados e o desejo evidente.
Uma pausa súbita e inexplicável.
Uma frase.
- Não é o que quero, mas é o que tem de ser...
Um andar apressado para a porta e uma saída sem palavras.

Um silêncio profundo.
Um sorriso de compreensão.
É que apesar de tudo essa coisa dos valores ético-sociais ainda manda mais que os sentimentos....
P.S.Isto é mera ficção e não representa qualquer experiência minha...é apenas um texto para ajudar a meditar sobre a questão.

sábado, outubro 22, 2005

Picotado por picotado abdico do da Carica

A minha amiga Manefta, em comentário a um post anterior em que eu pedia ideias, sugeriu-me que abordasse um conjunto de problemas que andavam a perturbar-lhe o sono, usando e abusando da sua linda cabecinha, que é como quem diz, a fecundar-lhe o juízo, o que, presumo eu e natural é que assim seja, lhe perturba a sua capacidade de fecundação noutras áreas bem mais prazenteiras.
Sim, porque nisto da arte da fecundação (a que em tempos idos houve quem chamasse a arte de bem cavalgar em toda a sela) não é só o homem que usa a cabeça...
A busca para a solução do primeiro problema desta minha querida amiga - como fazer o picotado de uma carica - ocupou os meus pensamentos durante várias horas, o que me impediu que durante esse período de tempo não usasse a cabeça (a de cima) para mais nada, já que a debaixo, nesse entretanto, aproveitou para se mostrar solidária e manteve-se inerte e de olhos fixos no fundo da minha perna, o que me levou a concluir que uma carica não a leva a devaneios.
Antes assim, haja alguma coisa que a deixe inamovível.
E tal descoberta à Manefta o devo.
Quanto à solução para a realização da fantasia da Manefta - como fazer o picotado de uma carica - ainda não a descobri, mas atrevo-me a sugerir-lhe que faça como eu e desista de pensar em tal assunto e ocupe a sua linda cabecinha com coisas mais proveitosas e prazenteiras.
Se quiser uma carica, com picotado e tudo, arranje uma das muitas que por aí se encontram e depois dê-lhe o uso que lhe aprouver.
Até porque estou certo que pensar no picotado da Manefta de carica na mão é muito mais interessante do que pensar no da dita carica.
E, porque também tenho deveres para com a minha cabeça debaixo, prefiro usar a de cima para pensar no picotada mais excitante...
P.S.Quanto às outras dúvidas sobre elas debitarei o que penso em posts futuros, porque cada uma delas merece o seu, assim como a Manefta merece o beijo que aqui lhe deixo.

quarta-feira, outubro 19, 2005

Para que quero eu um Blog

Como tem sido bem visível tenho andado sem ideias.
Coisa que, sendo frequente em mim, já não me causa qualquer estranheza.
O pior é que criei um blog e por força disso contraí a responsabilidade de aqui escrever com alguma regularidade, daí que tenha recorrido àqueles que, dispondo de algum tempo para desperdiçarem com a leitura dos meus fracos pensamentos, por aqui fazem o favor de passarem de quando em vez.
Desde já ficam os meus agradecimentos a quem me sugeriu temas para reflectir e escrever sobre eles.
Vou começar pela proposta da Miss Perfect, apenas porque é a visita mais recente do meu blog, certo que as outras pessos que o fizerem concordam que a ela dê a primazia.
O tema de hoje é, pois, as razões que levam uma pessoa a escrever um blog.
Para responder a tal desafio achei por bem fazer a pergunta a mim mesmo.
Antes de mais não escrevo por achar que sou um potencial escritor, apto a publicar um livro e a ganhar um qualquer prémio, a quem o seu mérito nunca foi reconhecido e que assim vê vedadas as portas de qualquer editora.
Vedem e selem que eu estou seguro que não tenho vocação, aptidão, em suma, mérito para tal efeito e assim sempre nos poupamos todos a desgastes desnecessários.
Não sendo esse o motivo, outro sobre o qual me interroguei foi o de saber se escrevo para desabafar aquilo que me vai na alma ou que me ocorre no dia a dia e que só aqui posso partilhar, já que todos vivemos numa sociedade que promove o individualismo e cria muralhas ao redor de cada um.
Em nome da verdade vos digo que também não é o meu caso.
Sendo certo que muitos dos "desabafos" que aqui tenho não os partilho com mais ninguém, o que desde logo faria crer que a protecção do anonimato me permitia que o fizesse, certo é também que não digo nada que não pense e diga sempre que questionado por quem quer que seja, conhecedor ou não da minha pessoa.
Admito que esta minha postura revela uma certa arrogância, que isto de sempre se dizer o que se pensa não cai nada bem a muitos, por muito que digam o contrário, levando-os a pensar que só o faço por ter "manias".
E tem-me causado alguns dissabores, mas com estes posso eu bem (cá está de novo a arrogância...).
Não será, pois, por razões de necessidade de desabafar sob a protecção do anonimato que resolvi escrever num blog.
Mas admito e compreendo que muitos o façam já que a censura hoje é feita pelos outros, que connosco convivem, com base em princípios éticos e comportamentais que são considerados dogmas.
Tenho mesmo grandes dúvidas sobre o mérito dos mesmos como também questiono o direito de outros a definirem as minhas regras de conduta, para além daquilo que lhes possa afectar a sua liberdade.
Para ser franco, não vejo grande diferença entre quem nos pretende obrigar a pensar como eles e a Inquisição ou a Censura do "lápis azul".
Então, se nada disto serve como fundamento, porque escrevo eu num blog?
Escrevo porque, ao ritmo a que hoje se vive, sobretudo nos grandes centros urbanos, não é possível as pessoas sentarem-se num café ou numa sala e conviverem naturaralmente, partilhando ideias e pensamentos sem quaisquer constrangimentos,sobretudo de tempo.
Ele é o correr para o trabalho, o almoço trocado por uma passagem pelas montras para desanuviar a vista, a ida e volta para casa no meio de filas intermináveis, o jantar em silêncio a pensar no dia que se segue, o descansar a correr que está quase na hora de repetir a dose...
E com tudo isto falta-nos o tempo para os outros.
Falta tempo para conhecer melhor os "conhecidos", para com eles discutir e conversar sobre tudo o que nos ocorre.
Falta-nos tempo para "ter tempo" para pensar quando estamos com eles.
E o blog é uma forma de trocar ideias e melhor conhecer algumas pessoas.
Com a vantagem de se adequar aos tempos modernos pois que a protecção do anonimato, num primeiro momento, permite maior liberdade e maior celeridade na aproximação de terceiros.
Facilita que comunguemos mais rapidamente de uma gargalhada.
E só os amigos se riem em conjunto.
Quanto às razões que levam os outros a terem o seu blog, isso é coisa que não me diz respeito porque prezo muito a liberdade de cada um, mas estou certo que seja a razão qual for ela será seguramente legítima.
E por aqui me fico que o texto já vai longo e ainda pouco ou nada disse sobre o tema.

segunda-feira, outubro 17, 2005

O que eu penso sobre...

Não saber sobre o que escrever é, num blog como o meu, sinónimo de incapacidade para pensar, o que não abona muito a meu favor.
Mas a realidade é essa mesmo.Não ando a pensar.
Daí que tenha de recorrer à ajuda daqueles que me lêem para ver se este meu neurónio, único e preguiçoso, desenvolve alguma actividade.
É, pois, encarecidamente que a todos recorro no sentido de darem alguns contributos sobre os quais possa desenvolver alguma actividade mental e, em consequência, sobre os quais possa escrever.
E peço isso encarecidamente.
Façam-me lá o favor de me darem alguns temas sobre os quais eu me possa pronunciar.
Não que tenha interesse para vocês saberem o que eu penso.
É antes para minimizar os efeitos da minha falta de actividade mental.
Bem hajam todos os que contribuirem para tal.

sábado, outubro 15, 2005

Abençoado Treçolho

Hoje acordei com um treçolho....o que é coisa deveras irritante.
Irrita porque incomoda, porque nos tolda a vista, porque nos perturba a concentração.
Outros dirão que a maior causa de irritação é o facto de nos desfigurar, de nos tornar as feições faciais menos perfeitas.
Dirão outros e certamente com razões para o dizer.
No meu caso e nessa matéria o treçolho é uma benção. A bem dizer é como uma mais valia que, por generosidade divina, foi introduzida temporariamente no meu rosto.
E foi junto ao olho como podia ser em qualquer parte do meu rosto.
Seria sempre uma mais valia.
Aliás, devo ser poucos seres humanos a quem um treçolho fica bem, diria mesmo que assenta que nem uma luva.
Tanto assim é que, sempre que tenho a sorte de ter um nem corro para a farmácia mais perto para comprar uma qualquer pomada milagrosa.
Não, isso nunca.
Ele que por cá permaneça o tempo que achar justo que a gerência até agradece.
É até nestes momentos que aproveito para mais sair de casa, de forma a poder exibir esta benfeitoria que, repito, no meu caso, me pode tornar apelativo junto do sexo feminino.
E é ver esta alma penada, dotado de um treçolho, percorrer as ruas e os bares da cidade, as discotecas mais "in", os locais mais na "moda", de forma a que todos apreciem este meu momento de beleza ou de menor fealdade, para ser mais correcto
Efémero, é certo, mas, apesar disso, é um momento de glória para mim.
Admito que, apesar do treçolho e das melhorias que me introduz, os resultados da sua exibição pública não me foram até agora favoráveis, isto é, nem uma mulher houve que se dignasse olhar para mim.
Mas vejo isso como mera consequência do facto de nem por sombras admitirem que nesta cara de parvo possa em momento algum vislumbrar-se um laivo de beleza.
É difícil, concedo, mas pode, ainda que só esporadicamente.
Sendo que, ao contrário do que possam pensar, para que tal aconteça nem é preciso mudar muito.
Um simples treçolho é o quanto basta.
Fico logo com melhor aspecto.
Até pareço inteligente ou menos parvo, como preferirem...
E menos feio, claro.
Desculpem ( ou agradeçam), pois, por hoje não escrever mais, mas tenho que aproveitar este momento de glória efémera para me exibir pelas ruas.
É que um treçolho não dura muito tempo.
P.S. E lá se me foi a irritação.

sexta-feira, outubro 14, 2005

Hoje vou de visita

O tempo para visitar outros blogs não tem sido muito.
E o pior é que raramente consigo visitar mais do que um por dia.
Isto é, passo por vários, mas em visita de médico, lendo apenas o último post e saltando logo para outro blog, porque já há uma dúzia deles que muito aprecio e que, sempre que por aqui ando, tento ler.
Até para perceber o estado de alma de quem escreve.
Porque é bom saber como estão as pessoas de quem gostamos.
Mesmo que as não conheçamos pessoalmente.
Aliás, isso é o menos importante.
Mas visita mesmo é entrar, sentar e calmamente ouvir (ler) e disfrutar do prazer da companhia.
Portanto, se não se importam, hoje vou visitar algumas das pessoas que me visitam.
Não se incomodem a arrumar a casa que nem vão dar por mim.
E deixo tudo como encontrei.

quinta-feira, outubro 13, 2005

Cá em casa tenho um Homem

Bloguista que se preze não deixa de, aqui e ali, abordar a questão do sexo oposto, pondo a nu os seus defeitos, na maioria das vezes com humor, cáustico, numas delas, conformista noutras, mas na generalidade acabam por confessar a necessidade da sua existência enquanto complemento de si próprio.
E isto aplica-se tanto a homens como a mulheres.
Os homens têm como tema favorito a inteligência das mulheres, loiras ou não, e ainda as potencialidades dos seus corpos e as diversas formas de os usufruir.
São um bocado primários, admito.
Por seu lado, as mulheres dissertam, na maioria das vezes, sobre a congénita vocação do macho para a caça do sexo oposto, sobre a sua estupidez também natural e, ainda, bastas vezes, sobre a dificuldade em encontrar um que venha sem defeito de fabrico.
Mais elaboradas, como é bom de ver.
Que desde já fique claro que eu sou homem, o que desde logo, como é óbvio, dadas as minhas limitações intelectuais, decorrentes do facto de o ser, faz que considere toda esta discussão despropositada.
Apesar de tudo, ou talvez não, concedo que os homens têm todos os defeitos que as mulheres neles encontram e acho mesmo que elas se deviam unir para os aperfeiçoar.
Sim, porque terão de ser elas a tomar a iniciativa de os moldar de acordo com o seu ideal, já que o contrário não será possível por incapacidade dos machos.
Aperfeiçoem, pois, todos os homens; mas os outros.
Deixem-me a mim fora dessa revolução.
É que eu estou bem assim e sempre fico com mais margem de manobra, que é como quem diz, um mais vasto campo de actuação.
A bem dizer, um monopólio, concentrando em mim, em exclusivo, todos os defeitos que as mulheres encontram no sexo oposto.
Elas ficarão felizes porque todos os outros serão o ser ideal, razão pela qual bem podem prescindir de mim.
Eles, por seu lado, homens ideais que são, só verão nelas as virtudes que elas os deixam ver e não andarão a pastar em prado alheio.
Com sinceridade vos digo que nem percebo porque razão elas ainda o não fizeram, pois que, pensando os homens com a cabeça debaixo, como habitualmente consideram, nem me parece difícil que, limitando-lhes o uso desta, não os fizessem ceder às suas reinvindicações, que considero mais do que justas.
É que um homem não se aguenta muito tempo sem pensar.
Pelo lado que me diz respeito, estou cá em crer que não fico a perder, pois algumas das que não vão alinhar na reeducação, vão concentrar em mim toda a sua atenção.
Sim, porque eu acredito na igualdade entre homens e mulheres, pelo que, havendo algumas que pensem como eu, também terão raciocínios com origem idêntica aos meus. Não será a cabeça de baixo, mas algo com semelhante funcionalidade que a Natureza lhes concedeu.
Deus me dê capacidade e energia para corresponder às solicitações.
Sou, pois, um acérrimo defensor da reeducação dos homens, propondo mesmo, como se viu, o meio adequado a que a mesma se concretize rapidamente.
Avancem mulheres unidas e cortem a raiz ao pensamento (dos outros, repito).
Têm aqui um apoiante.
P.S. E assim sempre se redimem de, enquanto mães ou em nome delas, terem tido o descuido de não os formatarem correctamente à nascença, já que dos pais tal não seria expectável.

quarta-feira, outubro 12, 2005

Não ligues que é o Outono....

Decididamente chegou o Outono e o primeiro impacto que nos faz sentir que tal aconteceu é o sentimento de nostalgia que nos invade.
Ficamos meio tristes, quase amorfos, sem causa justificativa na maioria das vezes.
Apenas nos apetece contemplar e meditar.
E começamos a procurar justificações para tudo o que fazemos, fizemos ou iremos fazer um dia, embora nem saibamos o quê.
E o curioso é que isto se manifesta em tudo o que nos rodeia.Com maior ou menor intensidade.
Ele é nos blogs, onde inexplicavelmente alguns anunciam o encerramento e outros a suspensão dos seus escritos.
Ele é nos chats, onde muitas vezes as pessoas mais expressivas e expansivas deixam de aparecer ou, quando aparecem, se limitam a palavras de circunstância.
Ele é nos rostos fechados e nos braços caídos com que nos cruzamos na rua diariamente.
E este ritual repete-se anualmente pelo Outono, embora tenha o seu oposto quando a Primavera anuncia a sua chegada.
É por isso que eu há muito que deixei de ligar às estações do ano e nem as sinto a passar.
Por isso ou porque há muito que deixei de pensar.
Mas ontem vi uma Nina triste.
E muitas outras e outros deveriam estar assim.
E não gostei do que vi nem do que pressenti.
Por isso, do alto da minha sapiência aconselho (se conselhos posso dar) que abram a janela e gritem bem alto:
-Eu também não gosto do Outono.
Vão ver que se sentem melhores.
P.S.E desistam dessa coisa de encerrar ou suspender os blogs e voltem alegres para os chats. E andem sorridentes na rua com se da chegada da Primavera se tratasse.
Sejamos o que queremos ser e não o que o tempo quer.

terça-feira, outubro 11, 2005

Uma Semana de Bloguices

Faz precisamente hoje uma semana que comecei este blog.
Tal evento não mereceria referência especial, não fosse o facto de, confrontado com o mesmo, ter parado para reflectir se faz sentido continuar.
É sobre isso que vou pensar hoje.
Depois digo o que decidi.
E desculpem lá qualquer coisinha.

segunda-feira, outubro 10, 2005

Em Cima da Hora (ou ainda a língua traiçoeira)

Acaba de ser anunciado nos canais de TV que o presidente do INE apresentou hoje a sua demissão e que a mesma foi aceite pelo Sr.Primeiro-Ministro.
Ora, isto só pode significar que tanto o presidente do INE como o mais alto responsável do nosso Governo me lêem e que o fizeram hoje, logo após ter colocado o meu post diário.
Isso deixa-me, no mínimo, embevecido.
Perante tal constatação, que me parece irrefutável, aproveito para informar Sua Excelência o nosso Primeiro (já que o outro pouco interessa para agora) que comigo não se aprende nada, pelo que pode gastar o seu tempo, que também é pago com o dinheiro dos nossos impostos, lendo coisas mais interessantes para a governação do País .
No entanto, caso assim não entenda e ache úteis estes meus pensamentos, informo desde já que estou disponível para aceitar um lugar de Assessor (que Ministro não ambiciono ser), propondo-me colocar ao dispor de Vossa Excelência as minhas ideias e pensamentos.
Podendo mesmo fazer seu tudo o que sair da minha iluminada cabeça.
A bem da Nação.

Questão Estatística ? (ou a língua portuguesa é muito traiçoeira)

"2004 foi o melhor ano de sempre para a fruta e tomate.
O ano passado caracterizou-se pela abundância e qualidade dos frutos e tomate, tornando-se no melhor ano de sempre para estes produtos, anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta segunda-feira." (in Diário Digital)
E era preciso vir o Instituto Nacional de Estatística dizer-nos que o ano foi bom para a fruta e para o tomate?
Isso não entrou pelos olhos dentro?
E não é óbvio que quando a fruta de qualidade abunda, o tomate também abunda e se desenvolve?
E porque razão se esqueceram de referir que o pepino também apresentou sinais de extraordinária abundância, qualidade e desenvolvimento?
Porque razão não fazem tudo bem até ao fim?
E assim se gasta o dinheiro dos nossos impostos...

domingo, outubro 09, 2005

Dever Cívico

Hoje é dia de eleições.
Ciente das minhas responsabilidades cívicas lá me dirigi eu à mesa de voto, que é como quem diz ao blog fantasias A4 ( http://fa4.blogs.sapo.pt) .
Aproveitei o trajecto para o período de reflexão, já que por razões de força maior, havia desrespeitado o período legal fixado na lei para tal efeito, ocupado que estive na tentativa frustrada de resolver um problema informático de outrém.
Todas as sondagens apontavam para que a vitória final se decidisse entre o Casal Insane ( http://www.casal-insane.blogspot.com/) e o TiagoeSofia(http://noseosexo.blogspot.com).
De fora da corrida para a vitória final, à primeira vista, já que isto das sondagens tem o valor que tem, estariam a Boneca Insuflável (http://insuflavelboneca.blogspot.com/), Na boca do Lobo Mau (http://nabocadolobomau.weblogger.terra.com.br/) e Loucuras do Anjo Negro (http://anjonegro00.blogspot.com/).
A decisão quanto àquele no qual iria depositar a minha confiança, ou melhor dizendo, naquele em que iria apostar, que isto de eleições cada vez é mais um jogo de fortuna e de azar (mais de azar até), teria de ser tomada no curto trajecto até à urna.
Apressei então o meu raciocínio de forma a lá chegar com a opção tomada.
A Insanidade e eu sempre tivemos uma relação muito próxima e de grande cumplicidade, pelo que o voto no casal que de tal estatuto se arroga não me parece má ideia.
Mas esta coisa de confiar o nosso futuro em alguém que desde logo se considera inimputável causa-me alguns engulhos, até porque, estando eu no mesmo estado, sei do que falo.
O TiagoeSofia parecem-me uma boa opção.Não são pessoas de promessas eleitorais que deixam cair logo que são eleitos.Não, isso posso assegurar porque já vi, com estes olhos que a terra há-de comer, o pundonor, a garra e a energia que colocam na concretização dos seus projectos. É certo que, o Tiago desculpar-me-à, com a dedicação da Sofia e as infinitas qualidades que possui, as missões que têm vindo a concretizar não me parecem tarefas difíceis, ficando sempre a dúvida sobre do que serão capazes no futuro e se estarão aptos para liderarem projectos mais arrojados.
Por norma uma Boneca não me cria grandes expectativas e, a ideia de ser Insuflável, desde logo lhe associa um recheio de ar e vento, que a afastaria da possibilidade de guiar os nossos destinos. Pura ilusão. Esta Boneca parece-me muito diferente e, ar e vento, se o tem, é na medida certa e, pelo que me tem sido dado ler (e não ver) não seria despropositado votar nela. Mas nestas coisas de tão elevadas responsabilidades não há nada como ver para crer.
Na Boca do Lobo Mau é sempre um voto possível quanto mais não seja porque não engana ninguém.Diz logo o que é, sem falinhas mansas ou falsos pruridos. E a sinceridade à cabeça não deixa de ser meritória e deve ser premiada. Há no entanto que ponderar se depositar o voto nela não significa uma atitude demissionista e de assumpção da derrota prévia. Assumir logo no momento do voto que nos vamos meter lá, apesar de a ideia me parecer muito tentadora, é algo que me deixa dúvidas.
Votar num Anjo, apesar de negro, é algo que não deixa de ser interessante pelas expectativas que cria...é um infinito de possibilidades pela frente. É confiar o nosso destino a algo de divino, solução que não me parece de todo de afastar. Fica-me, no entanto, a dúvida que sempre me assola quando oiço falar em semelhantes criaturas....e o sexo, qual o sexo? E por defeito meu, certamente, a indefinição do sexo cria-me algumas reticências. Ainda se não houvesse o Castelo Branco....
Só tenho uma pessoa à minha frente.
Tenho de me decidir.
Não, não vou decidir já.
Preciso de mais tempo de reflexão.
Vou tomar mais um café e volto mais tarde.

sábado, outubro 08, 2005

Café Amargo

Hoje levantei-me com a alegria natural de quem tem um sábado de ócio pela frente.
Cumprimentei-me efusivamente ao espelho e, feitos os preparos habituais, saí de casa com destino à esplanada mais próxima onde iria beber o café que me despertaria definitivamente para este abençoado dia de lazer.
Asseguro que, não sendo eu pessoa de acordar eufórico, também não sou daqueles que invariavelmente acorda de mau humor, razão pela qual, mesmo sem a necessária "bica", percorri o trajecto com um ar sorridente, próprio de uma manhã de sábado.
Aí chegado, a primeira contrariedade. A pastelaria estava fechada, o que implicava que não seria ali que tomaria o saboroso líquido despertador dos sentidos.
Nada de importante e não seria isso que me tiraria o sorriso com que iniciara este dia.
Até porque me bastava atravessar a rua e sentar-me noutra esplanada, para efeitos do dito.
Dirigi-me, pois, à passadeira mais próxima e aguardei pelo sinal verde.
- Ontem li-te.
Ouvi eu alguém dizer nas minhas costas.
Com a curiosidade própria de alguém que tem um sábado pela frente e nada para fazer, olhei para ver quem dizia aquelas palavras e quem seria o destinatário das mesmas.
Olhei e vi aqueles olhos cravados em mim.
Sorridentes, apesar de tudo, mas não com aquele sorriso que ontem me haviam dirigido.
-Não sabias que estava fechada; (continuou ela sem me dar tempo a balbuciar qualquer palavra, o que, para ser franco até me ajudou, pois não sabia o que responder).
- Pena.....perdeu-se a magia....( e aquele gia....que não parava de me soar nos ouvidos, acho mesmo que ainda o ouço ao longe)
- Agora já não posso estender-te a mão em silêncio...
- Pode ser que noutro dia, noutra hora, noutro local...
E parava as frases a meio.
-Os homens e os pormenores....
Outra vez aquela coisa de não completar as frases.
E eu com aquele ar aparvalhado que qualquer homem tem numa circunstância destas.Eu pelo menos tenho.
E continuou sem me dar tempo para dizer o que quer que fosse.
-Nem sabes como lamento....
-E fica sabendo que gostei de te ler.
Dito isto e sem que eu tivesse recuperado do choque roçou os lábios pelos meus, num beijo suave de despedida, que percebi ser para sempre, tão suave e tão doce que secou os meus, colando-os e impedindo-me de verbalizar qualquer desculpa.
Um beijo tão especial que ainda agora o sinto, apesar da sua suavidade.
Como só uma mulher sabe dar quando se despede com a segurança de ter o fazer, mas com a certeza que até teria sido muito bom.
Fiquei ali especado a vê-la a afastar-se, sem por uma única vez olhar para mim.
Aquela frase não me saía da cabeça e martelava-me os sentidos...os homens e os pormenores...que quereria ela dizer? Porque não acabou a frase?
Vi-a virar a esquina mais próxima e só então me lembrei que nem tinha reparado se era loura ou morena, alta ou baixa, gorda ou magra, bonita ou feia....nada, não tinha apreendido qualquer uma das suas características físicas, fixado que estava nos seus olhos.
Mas isso ela não podia saber
E aquela frase....os homens e os pormenores....que não me saía da cabeça....
E a propósito, de que cor eram os olhos dela?
Isto bastou-me para perceber os efeitos que aqueles olhos, cuja cor eu não sabia, haviam provocado em mim.
Mas estas coisas ela não podia saber. Não era a nada disto que ela se referia.
Os homens e os pormenores....ainda um dia vou descobrir o que ela queria dizer....ou não queria...
P.S. E não me expliquem que eu chego lá.

sexta-feira, outubro 07, 2005

O Império dos Sentidos

Que o Mundo não anda bem todos o sabemos.
Que a culpa é de foro económico, é coisa que diariamente vimos apregoar em todos os jornais e canais de tv.
Que na base de tudo isso está a falta de produtividade das pessoas, é o que dizem os supostamente entendidos na matéria.
Ocorreu-me tudo isto, hoje, durante o meu café matinal, sentado numa singela esplanada, numa das Avenidas Novas de Lisboa, enquanto via passar pessoas estranhamente tristes e macabúnzias a caminho do trabalho ou fossse lá do que fosse.
E, por muito estranho que pareça, dei comigo a discordar de todas as teorias existentes para a solução da crise mundial, tendo eu próprio concluído que a solução está à frente dos nossos olhos e só não a vê quem não quer.
E digo isto convicto que sou o detentor da solução, apesar de não ser especialista na matéria.
E ela até é bem simples e não envolve quaisquer custos.
As pessoas deviam amar mais, amar com a frequência do desejo, amar sempre que sentem que é momento de amar .
E a coisa devia ser tão natural que ninguém repararia ou teceria considerações mesmo quando sucedia entre estranhos.
Acontecia porque, naquele momento e naquela hora, aqueles dois seres que cruzaram entre si um olhar, de forma fugaz, mas cúmplice e intenso, assim o decidiam.
Sim, porque não há nada mais bonito, apelativo e demonstrador do desejo mútuo entre duas pessoas, do que um ligeiro sorriso nos olhos quando se fixa alguém por breves fracções de segundo.
Devia mesmo ser obrigatório que, sempre que essa sublime troca de olhos ocorresse, os sujeitos em questão, num silêncio absoluto para não perturbarem o momento, dariam as mãos e seguiriam para o local mais perto onde pudessem consubstanciar tudo o que aquele efémero olhar deixou sentir.
Aí chegados, deveriam, ainda em silêncio, vedar os olhos um ao outro e, finalmente soltos, lentamente e sem ansiedades, começariam o ritual livre e absoluto de entrega recíproca, sem pensarem com quem estavam ou porque estavam, deixando fluir os sentidos através dos corpos de ambos.
E acabados e desvendados, regressados ao Mundo, trocariam, em silêncio, um sorriso com os olhos, seguindo cada um o seu caminho, sem preocupações ou vínculos de novos encontros.
Voltaria a acontecer se o acaso assim o determinasse e se sorriso idêntico aflorasse os olhos de ambos.
E, por muito estranho que pareça, seria desta forma tão simples que todos os problemas se solucionariam.
As pessoas andariam pelas ruas felizes e animadas.
Sem preocupações, seguras que a qualquer momento lhes apareceria o tal sorriso nos olhos.
Trabalhariam sem preocupações ou quaisquer tipos de constrangimentos, aumentando a produtividade, os salários, o bem-estar de cada um.
Sim, porque a força dos sentidos é infinita e basta um sorriso em dois pares de olhos que se cruzam para se saber isso.
P.S: Se por mero acaso do destino a dona dos olhos que com os meus se cruzaram enquanto eu pedia o café matinal vier a ler isto, fica a saber que amanhã à mesma hora estarei no mesmo sítio e que basta estender a mão.....e o Mundo ficará melhor certamente.

quinta-feira, outubro 06, 2005

Leviano ou Leviana

Detesto expressões dúbias e ambíguas.
E as palavras que mudam de sentido consoante quem as pronuncia.
Sobretudo quando essa mudança se fica a dever ao sexo de quem as diz.
E ainda mais quando a expressão ou palavra até é melodiosa e agradável.
É como encontrar uma mulher bonita, ter tudo para se estar bem e depois vir a descobrir que ela é "burra que nem uma porta"...tínhamos tudo para ser felizes e fica tudo arrasado irreparavelmente.
Embora às vezes, para não dizer quase sempre, eu até feche os olhos, ou melhor dizendo, os ouvidos, que o meu sentido estético tem alguma predominância nas decisões que tomo e homem não é de ferro....e mulher também não, porque o inverso do que disse também é verdadeiro.
A palavra leviandade é uma delas...é melodiosa, soa-nos bem....e se for utilizada como leviano ou leviana, sem que se pense no seu significado, ainda mais agradável se torna pela sua sonoridade doce e quente....envolvente....são palavras que, pelas suas características e despojadas de significado, até convidam a um acto de amor.
Mas o pior vem depois...(por acaso ou não, no amor isso também acontece muito).
Comecemos pela palavra leviandade.
Logo aqui as mulheres começam a ser discriminadas.
Quando se diz que um homem agiu com leviandade, normalmente está a dizer-se que agiu sem responsabilidade, não pensou nas consequências.
E o curioso é que rararmente se diz que uma mulher agiu com leviandade. Abrevia-se. Diz-se qualquer coisa como "é mulher e está tudo dito"....como se o facto de ser mulher implicasse isso mesmo.
E o mais grave é que a expressão é utilizada por homens e mulheres.
Definitivamente, a palavra leviandade está banida do meu vocabulário.
É que eu gosto muito de mulheres...
Passemos então aos levianos e às levianas.
De um homem diz-se leviano quando é irresponsável ou inimputável. Se a palavra for usada por uma mulher, poderá significar, quando muito, que é mulherengo.
E isto é dito em tom de graçola e nada mais do que isso...."fulano é um bocado leviano".... A infinita delicadeza feminina introduz sempre o "bocado" para amenizar a dor que pode provocar....
Chega até a ser delicioso para um homem ouvir isto, porque entende a palavra, quando dita por uma mulher, como uma manifestação de reconhecimento público da sua virilidade.
E reage fazendo saltar aos lábios aquele sorriso pateta de "macho em exibição"...
Já de uma mulher não é bem assim.
Dela diz-se leviana com outro sentido.
Um homem quando diz que uma mulher é leviana está a chamar-lhe "puta"...assim, sem mais nem menos...esta é a realidade nua e crua.
E quando é uma mulher a chamar leviana a outra, o caso não muda de figura, direi mesmo que até piora.
Porque isto de uma mulher chamar puta a outra é muito mais intenso, porque é suposto ela saber do que fala.
Pelo que é entendido como vindo de uma autoridade na matéria. O que, a final, não deixa nenhuma bem no filme.
E mesmo quando é de uma amiga que outra ouve a palavra em discussão, embora o intuito não seja tão ofensivo, também não é elogioso...é mais querer dizer "és uma putéfia"....tem algo de irónico, de cumplicidade, mas a puta está lá.
E, assim sendo, lá se vai mais uma palavra do meu vocabulário.
O leviano, por ora, ainda fica.É que ele há muitos.
Já leviana nunca vi nenhuma a quem se aplicasse o sentido perjorativo do termo, pelo que a palavra a abolir também não me fará grande falta.
E que fique claro perante todos os que me lerem, que cada mulher a quem alguma vez chamaram, por voz ou pensamento, leviana, tem em mim um amigo para a vida.
Atesto e certifico a falsidade de tal imputação, com selo branco se necessário for.
P.S: E lá fiquei eu sem mais duas palavras no meu vocabulário a partir deste momento.

quarta-feira, outubro 05, 2005

A.N. e D.N.

Para quem como eu só agora dá os primeiros passos pela net, nas suas vertentes de chats e blogosfera, não deixa de ser estranho o ambiente que se lhe depara. Que não se pense que essa estranheza resulta do facto de se deparar com factos insólitos ou extraterrenos, com malucos ou tarados; nada disso, aliás, é precisamente o contrário. O que mais surpreende é a empatia que se cria com algumas pessoas que nunca estiveram frente a frente ou mesmo se viram.
E isto sem que haja uma troca de olhos, de um sorriso cúmplice que se vislumbrou de fugida nuns lábios, sem que exista um momento de partilha de silêncio ou mesmo de um silêncio constrangedor porque não se solta a próxima palavra.
Não, nada disso é possível e nos chats, tal até é contraproducente, pois que um silêncio entre quem não se vê, mesmo que seja só para pensar no que se acabou de ler, adensa a suspeita que estamos a ser preteridos....suspeita fundada na maioria das vezes.
A empatia de que falo e que parece tão estranha resulta do facto hoje em dia, por causa da net (e dos blogs e dos chats), as pessoas começarem por conhecerem as ideias de cada um, partilharem sentimentos, libertarem-se de constrangimentos (para o que a capa do anonimato muito contribui na fase inicial) e terem horizontes mais amplos.
Antes do advento da net, as relações estabeleciam-se dentro da nossa aldeia, da nossa cidade, do nosso grupo de amigos, dos nossos colegas de trabalho, etc.O nosso mundo era muto limitado e, consequentemente, as opções também o eram.Muitas vezes escolhia-se alguém por ser o menos mau e não por "ser aquele porque sim".
Hoje, com a net e todas as suas potencialidades, tudo isso acabou.E até a forma de estabelecer o contacto é agora diferente.
Antes era o corpo, na sua forma e na sua linguagem,que desempenhava o papel de catalizador do relacionamento.
Agora, com a net, são os pensamentos comuns e as visões idênticas que promovem a atracção, passando o corpo a desempenhar papel secundário.
Chega-se mesmo a desejar alguém sem que nunca se tenha visto a cara nem mesmo em imagem. E o desejo é sentido, profundo, sério....deseja-se mesmo, deseja-se tanto que apenas se pretende que o corpo que àquela pessoa que assim pensa pertence tenha os requisitos mínimos de compatibilidade.
Muitos dirão que estamos perante a subversão dos valores e dos princípios, eu acho precisamente o contrário.
Em tudo na vida, e quando chegados a adultos, privilegiamos sempre o conteúdo em vez da forma.Tal só não acontecia no campo das relações humanas mais íntimas, porque nas outras também já era assim.
Com o advento da net chegou-se finalmente aí e ainda bem.Já não é só o alargar dos horizontes e das opções, é também uma nova forma de estar, mais consentânea com a sociedade actual.
E até é mais rápido a acontecer o que poupa no desperdício de tempo e de energias que podem ser canalizadas para o que de melhor nessas relações existe, sem prejuízo de se potencializarem as hipóteses de sucesso.
Que me perdoem a heresia aqueles que tal acharem, mas acho que não vem longe o tempo em que as siglas "a.c" e "d.c." serão substituídas pelas de "a.n" e "d.n" (n=net).
Cá por mim ontem já era tarde.
P.S. Para aqueles que acharem que estou a puxar a brasa à minha sardinha fiquem sabendo que até sou um "rapaz" bem apessoado (e não sou só eu que digo...assim até são capazes de acreditar).
Desculpem, mas foi a minha segunda vez.

terça-feira, outubro 04, 2005

A Primeira vez

Ele há momentos assim....de tanto ler os outros achamos chegado o momento de criar o nosso blog.
Pura ilusão, porque se há coisa para que nunca estamos preparados é para a primeira vez, seja ela do que for.
Aliás, não me considerando eu um frustrado, o que vindo de mim torna a opinião insuspeita, a verdade é que todas as minhas primeiras vezes foram momentos dos quais não reza a história....e o pior de tudo é que ainda hoje não são nada de especial.
É certo que a primeira vez é sempre única e inesquecível, o que só aparentemente é contraditório com o que antes se disse, mas, por muito boa que ela seja, fica sempre a sensação de ser um produto inacabado...ele é a vírgula mal metida, o ponto e vírgula que ficou por colocar, a inversão do sujeito ou do verbo que poderia ter sido feita, aqui e ali uma metáfora mal conseguida, sei lá, um sem número de coisas que na primeira vez não são perfeitas ou que ficam por fazer...
E será que tal acontece apenas porque o escriba não domina a pena, a língua ou ambas?
Não me parece.
Numa primeira vez a emoção sobrepõe-se ao domínio de todas as técnicas, sendo que a ignorância quanto às que são preferidas e do modo de obter melhores resultados na sua aplicação, impedem sempre que se alcance a perfeição.
No fundo, numa primeira vez, fica-se sempre com a mesma sensação de quem acaba de comer um delicioso chocolate.....fica o sabor na boca, o desejo de mais, mas acabou.
O que, em boa verdade se diga, até é bom que aconteça sempre, porque assim se justifica que haja uma segunda vez....e uma terceira, se arte e engenho houver para criar tal desejo...e para as muitas mais que possíveis forem de acontecer.
Apesar de tudo, admito, a primeira vez é algo que nunca deixamos de desejar, o que, por si só, já representa muito quando se alcança.
Entendo mesmo que a primeira vez é essencial e que sem ela nada será perfeito, até porque sem haver uma primeira vez nunca haverá uma segunda ou outra qualquer vez.
Agora que haja algum bom senso no fim de uma primeira vez.
Se não me parece bem em circunstância alguma que se pergunte se foi bom o que se acabou de fazer - quando muito cada um que comente o que sentiu perante o produto final - numa primeira vez só é admissível que, se algo for dito, que seja um pedido de desculpas, por muito bom que tenha sido o resultado.
Defendo mesmo que o pedido de desculpas deve sempre ser apresentado independentemente da vez, porque, a ser assim, se criam expectativas para a vez seguinte, que é suposto ser melhor ainda.....convém é não defraudar as expectativas, claro.
O deixar crescer água na boca, seja em que vez for, parece-me o ideal.
Desculpem, mas foi a minha primeira vez.