<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737</id><updated>2011-08-15T18:42:19.726+01:00</updated><title type='text'>Pensar de Alto</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>64</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113742406816540564</id><published>2006-01-16T15:03:00.000Z</published><updated>2006-01-16T15:08:46.226Z</updated><title type='text'>Castelos no Ar ( II Parte )</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Parou num semáforo vermelho que teimava em manter o tom e, apesar de nenhum carro estar ao alcance da vista, recusou-se a atravessar a passadeira, ao contrário de todos aqueles que seguiam no mesmo sentido. Notou o ar espantado dos que o viam ali parado a respeitar o sinal e sentiu o convite dos seus olhares para que com eles caminhasse em desrespeito à sinalização, mas continuou indiferente na sua imobilidade expectante do verde permissivo.&lt;br /&gt;Sorriu, não para si, mas para o pai que o obrigara a decorar, ainda mal aprendera a juntar as letras, o "Cântico Negro " de José Régio, com aqueles versos que o haveriam de acompanhar por toda a vida "Vem por aqui, dizem alguns com o olhar seguro de que seria bom que os ouvisse quando dizem vem por aqui....há nos meus olhos ironias e cansaços/E nunca vou por ali...". Que Deus o conservasse a seu lado, já que entendeu, tão cedo, levá-lo para junto d'Ele.&lt;br /&gt;O semáforo, entretanto, havia desistido da sua arrogância, porque só assim poderia entender a sua insistência em manter a cor, quando nada justificava que o fizesse, permitindo-lhe que continuasse o seu caminhar sem destino.&lt;br /&gt;Atravessou a passadeira com uma passada carregada de altivez, própria de quem acabara de vencer uma batalha contra um poder ignorante. Com desprezo, mesmo.&lt;br /&gt;Lembrou-se de novo dela. Do sorriso que ela punha quando o via tomar atitudes destas, de como as compreendia e aceitava.&lt;br /&gt;Havia-a voltado a ver um ou dois meses depois daquela reunião, quando, também por ironia do destino, se cruzaram num qualquer restaurante. Cumprimentaram-se com uma ligeira troca de olhos e um sorriso cúmplice, sem que um e outro tenham interrompido a conversa que estavam a ter com o respectivo acompanhante.&lt;br /&gt;Viu-a sair primeiro, despedindo-se de forma idêntica à da chegada e pela primeira vez sentiu-lhe a falta.&lt;br /&gt;Logo então decidiu que no dia seguinte ali iria, à mesma hora, mas só. Apenas para a ver. E foi.&lt;br /&gt;Viu-a entrar e caminhar com a passada segura que já lhe conhecia, também só. Viu-a olhar para as mesas vazias em redor, embora pudesse garantir que o sabia ali. Quando o fez já era inevitável o convite para que se sentasse na sua mesa, dada a evidência das circunstâncias.&lt;br /&gt;Aceitou com a naturalidade de quem já sabia há muito que o ia fazer, o convite e o almoço a dois nesse dia.&lt;br /&gt;Começaram com um sorriso e a conversa teve a naturalidade que ambos sabiam ir ter, como se amigos há muito fossem. Com o segundo café chegou também a sensação que estavam sós, o que confirmaram com um breve olhar em redor que lhes mostrou uma sala vazia com um empregado ao fundo ansiando por lhes apresentar a conta.&lt;br /&gt;Saíram para a rua e começaram a caminhar sem saberem para onde iam, apenas com vontade de continuarem a conversar. Tinham descoberto que se riam das mesmas coisas, que pensavam da mesma forma e isso tornava a separação difícil.&lt;br /&gt;Foi aquando da indecisão quanto ao destino que se destinaram um ao outro. Nada lhes pareceu melhor que isso nesse momento, embora só o tenham dito com o silêncio da ausência de resposta perante a interrogação do caminho que seguiam.&lt;br /&gt;Sem mais palavras decidiram que assim seria. E sem mais delongas assim foi.&lt;br /&gt;Durante meses almoçaram sempre juntos, sem que alguma vez o tivessem combinado. Jantaram também algumas vezes, essas sim antecipadamente marcadas, que outras vidas a tanto obrigavam.&lt;br /&gt;Um dia deixaram-no de o fazer, porque ela não apareceu e ele soube logo que nunca mais almoçariam.&lt;br /&gt;Um ano havia passado desde então e apenas tinha sabido dela por um ou outro telefonema trocado entre eles para saberem um do outro. Apenas isso e mais nada.&lt;br /&gt;Caminhava há horas e nem se apercebera que estava de novo perto de casa. Resolveu subir e esperar que o resto dia corresse depressa.&lt;br /&gt;Aquele telefonema de ontem à noite havia-o apanhado de surpresa.&lt;br /&gt;Ela apenas havia dito que podia jantar com ele.&lt;br /&gt;Iam jantar hoje. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113742406816540564?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113742406816540564/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113742406816540564&amp;isPopup=true' title='46 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113742406816540564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113742406816540564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2006/01/castelos-no-ar-ii-parte_16.html' title='Castelos no Ar ( II Parte )'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>46</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113710501408734470</id><published>2006-01-12T20:52:00.000Z</published><updated>2006-01-12T22:32:43.100Z</updated><title type='text'>Castelos no Ar ( I Parte)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Amanhecera mais cedo do que o costume naquele dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ainda não eram 4 horas da madrugada e acordara sem que para que tal encontrasse qualquer justificação e, por mais que se esforçasse, o sono não havia maneira de prosseguir o seu percurso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Já haviam decorrido duas horas, dando voltas e mais voltas na cama, procurando a posição que mais agradasse àquele que tardava em encontrar, mas todas lhe eram indiferentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O rádio que tinha na mesa de cabeceira e que, inadvertidamente, tinha ficado ligado durante a noite, a cada meia hora, repetia as notícias já gastas da véspera, revestidas com outra roupagem de forma a aparentarem serem as últimas novidades matinais. Sempre a mesma coisa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Decidiu levantar-se e começar o dia mais cedo. Tal como o amanhecer havia feito com ele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Enquanto se escanhoava e se olhava ao espelho, por dever do ofício que tinha entre mãos, interrogou-se sobre a razão que o teria levado a acordar tão cedo, mas não vislumbrando qualquer razão plausível, com um simples trejeito de lábios, arrumou definitivamente esse assunto no arquivo morto da sua memória.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O que não tem explicação explicado está, se não merece consideração. Esta última parte do ditame popular havia ele acrescentado um dia em que, também sem qualquer motivo, resolveu avaliar aquela expressão da sabedoria popular.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Saíu para a rua estava o dia a clarear e entrou na primeira pastelaria que viu aberta para tomar o primeiro dos muitos cafés que diariamente bebia, mas que era o mais importante por ser aquele que afastava, em definitivo, a nebulosidade do seu racicíonio até então ainda meio entorpecido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Na posse de todas as suas faculdades, ciente da inexistência de horários a cumprir, resolveu fazer o que mais gostava. Andar por andar, sem rota e sem rumo. Caminhar com destino a nenhures, como se respondia quando calhava interrogar-se mentalmentalmente sobre o lugar que buscava. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sorriu-se quando se apercebeu que de tantos diálogos que tinha consigo mesmo, já não conseguia passar sem eles. Aliás, habituara-se a eles de tal forma que os preferia a quase todos os outros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sim, porque com ela era diferente. Com ela falava com ele e também com ela, numa relação a dois que também era a três. Diria mesmo que era a quatro, porque sentia que ela também era assim, o que tornava os diálogos que tinham numa verdadeira discussão a quatro vozes, das quais só duas se ouviam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Haviam-se conhecido por mero acaso, num qualquer lugar onde ele havia trabalhado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Reparou nela pela primeira vez numa reunião sobre um qualquer assunto que já nem recorda. Lembra-se sim do seu ar tranquilo, da beleza do seu rosto, dos seus olhos verdes que ninguém fitavam e a todos abarcavam sempre que queria. Recorda-se, como se tivesse sido hoje da sua postura altiva durante a mesma, presente e distante, sombreando a lápis, alternadamente, as quadrículas de uma folha. Quase sempre de olhos fixos no castelo imaginário que quase que ia jurar ela estava a construir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Nunca lhe saíu da memória o sorriso contido que lhe aflorou os lábios e o olhar discreto que não viu, mas sentiu vindo dela, quando, instado a falar sobre o tema em discussão, explicou que estava ali para ouvir e pensar no que os presentes tinham a dizer sobre a questão e não para falar, mas que sempre ia adiantando que da primeira hora e meia de reunião pouco lhe tinha ficado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Lembra-se de a ter visto sair discretamente no fim da reunião, despedindo-se de todos com um ligeiro cerrar de pálpebras, que parecia uma eternidade a quem a fixava, privado que ficava da visão do verde deslumbrante dos seus olhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Na ocasião quase que teria jurado que a ele, propositadamente, não o privou desse privilégio, mantendo os olhos abertos e fixos nos dele por uma breve fracção de segundos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sabe agora que assim foi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;(continua) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113710501408734470?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113710501408734470/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113710501408734470&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113710501408734470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113710501408734470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2006/01/castelos-no-ar-i-parte.html' title='Castelos no Ar ( I Parte)'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113691807910990123</id><published>2006-01-10T18:28:00.000Z</published><updated>2006-01-10T18:34:41.773Z</updated><title type='text'>E Não Se Riem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se há coisa que não sou é curioso. Nem sou isso nem tenho por hábito meter a foice em seara alheia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esses são comportamentos que me desagradam e dos quais, felizmente, nunca fui acusado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sei, no entanto, que a curiosidade é fundamental para a descoberta de novos mundos e novas coisas, como também sei que muitas vantagens se podem extrair do facto de se conhecer a vida alheia, mas sou assim e pronto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Definitivamente nunca serei cientista nem agente dos serviços secretos. Com grande pesar meu, desde já assumo, no que à impossibilidade de vir a ser um 007 se refere.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E acho curioso que, vá-se lá saber porque razão, as mulheres sejam as principais visadas quando se exemplifica alguém que peca por excesso de curiosidade ou de invasão da privacidade terceiros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando se quer criticar um homem por ser "cusca" ou por  andar a informar-se sobre a vida de outrém a expressão é sempre a mesma :" Pareces uma mulher! ".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O curioso é que tanto a dizem homens como mulheres, sempre a dirigindo, como é óbvio, ao interlocutor masculino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu tenho cá para mim que alguma razão haverá para a unanimidade na sua utilização e estou em crer que se trata de mais um estratagema em que as mulheres são peritas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E nós os "patos".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;É que, tanto quanto me é dado ver, aquilo que para mim é defeito, mas para outros nem tanto, não tem prevalência de sexo, verificando-se tanto em homens como em mulheres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Aliás, estou em crer que, actualmente, tais defeitos ou virtudes, tanto dá, pertencem mais aos homens que às mulheres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Eles é que estão sempre a querer saber tudo, sobretudo delas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Fazem-no com o maior descaramento, sujeitando-as a verdadeiros interrogatórios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Já elas, mais discretas, não se preocupam em saber logo, mas em irem sabendo. Devagarinho, para saborearem a informação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sendo que, se percebem que pouco lhes interessa quem do outro lado está também pouco ou nada querem saber.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O que só abona a favor delas, porque não perdem tempo desnecessário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Ora se assim é, parece-me que quem cusca é e quem se mete na vida alheia são os homens e não as mulheres, pelo que a expressão a utilizar deveria ser " pareces um homem " e só dirigida às mulheres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Claro que elas, inteligentemente, como sempre acontece, nessa matéria sujeitam-se a serem gozadas, passando pelo que não são e criando no sexo oposto a falsa ideia que só se preocupam com coisas fúteis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Nós homens, perante tal reconhecimento de inferioridade mental por parte daquelas que pretendemos subjugar ao nosso domínio, de tão vaidosos que ficamos, nem nos apercebemos que da falsa generosidade feminina.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E colocamos o nosso ar mais sério, adequado a quem não pactua com futilidades, aproveitando então para perguntar, com ar circunspecto, se fulana já se divorciou e se é verdade que anda com beltrano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O curioso é que elas até respondem sem se rirem.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113691807910990123?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113691807910990123/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113691807910990123&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113691807910990123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113691807910990123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2006/01/e-no-se-riem.html' title='E Não Se Riem'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113681251414043641</id><published>2006-01-09T13:11:00.000Z</published><updated>2006-01-09T13:18:42.626Z</updated><title type='text'>A Apregoada Inveja Feminina</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O meu amigo" &lt;/span&gt;&lt;a href="http://minetereal.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;MineteReal&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; ", num dos seus últimos "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://minetereal.blogspot.com/2006/01/descubra-as-diferenas.html"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;posts&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; ", suscitou a questão das diversas reacções de mulheres e de homens perante a ida ao cabeleireiro de uma amiga ou amigo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Com tal exposição, cujo rigor e mérito não posso deixar aqui de louvar, parece evidente que a mulher é, por norma, um ser invejoso quanto às do seu sexo, apesar de utilizar uma linguagem que indicia o oposto, enquanto o homem, em regra, se mostra sempre de elevado companheirismo, apesar de se expressar de forma antagónica.&lt;br /&gt;Tenho como bom para mim, que o meu querido amigo não andará longe da verdade, no que às mulheres diz respeito, mas já tenho dúvidas quanto ao que dos homens dali parece poder inferir-se.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O que acontece é que toda aquela prosápia que os homens utilizam e que, num primeiro momento, demonstra uma elevada camaradagem, não é mais que mero folclore linguístico e por sinal de elevado mau gosto.&lt;br /&gt;A diferença está na forma e não no conteúdo.&lt;br /&gt;As mulheres só têm esse tipo de conversa "falsa" com aquelas que não lhes inspiram confiança - quase todas as do seu sexo, diga-se - mas a quem , por diplomacia, não ignoram.&lt;br /&gt;Já os homens têm esse tipo de discurso com aqueles que consideram como camaradas, porque se alguma suspeita tiverem sobre o indivíduo em questão, o paleio passa a ser outro e pouco diferente do das mulheres. É mais do tipo:&lt;br /&gt;"Então como vai o meu querido amigo? Vem do barbeiro? Está com bom ar e cada vez mais novo....", e por aí fora.&lt;br /&gt;Serve isto por dizer que sendo verdade tudo o que aquele meu amigo diz, os destinatários são diferentes, sendo que nessa matéria, o homens que são mais crédulos que as mulheres, utilizam mais vezes a linguagem de "irmão de armas", o que faz com que, muitas vezes, o destinatário do chorrilho de asneiras que acaba de cortar o cabelo, seja quem faz a tosquia em casa de quem tais impropérios profere.&lt;br /&gt;Já a mulher, mais cautelosa, utiliza sempre a ironia com muita diplomacia, não deixando de desvalorizar a interlocutora como medida cautelar.&lt;br /&gt;A mulher não corre o risco de ser atraiçoada pela amiga em quem confiou desmesuradamente, enquanto o homem nem coloca tal hipótese.&lt;br /&gt;Expõe-se mais ao ridículo, coisa que a mulher não faz.&lt;br /&gt;Um homem não desperdiça a oportunidade de ir para a cama com a mulher do seu melhor amigo, enquanto a mulher pelo menos hesita se do cônjuge da amiga se tratar e as mesmas reticências põe, ou talvez mais, caso a hipótese lhe surja com o mais que tudo do seu homem.&lt;br /&gt;E a hesitação feminina só confirma a precariedade do conceito de solidariedade.&lt;br /&gt;Precário, mas existente para ela, que para ele é mero pró-forma, porque só existe na linguagem&lt;br /&gt;Isto porque ela aprendeu com as sucessivas mentiras dos homens e sabe que nem tudo o que luz é oiro, enquanto aquele, que de tanto mentir se descuidou na arte, de tão primário que é, como a linguagem o demonstra, julga-se com o rei na barriga quando ela está vazia.&lt;br /&gt;Eu sei que muitas mulheres dirão que estou enganado e que elas mesmo são invejosas por natureza, invejando até a solidariedade entre os homens.&lt;br /&gt;Se isso que dizem, mas que não pensam, fosse verdade, esse seria o seu único engano e o seu maior erro.&lt;br /&gt;Elas estão bem cientes, fruto da experiência adquirida com o comportamento dos homens, que a solidariedade decorre das circunstâncias e que, se os interesses forem opostos, esvai-se em meros segundos.&lt;br /&gt;Já os homens simulam por tudo e por nada a solidariedade, mas quando o devem ser nunca o são, ao contrário das mulheres.&lt;br /&gt;Ela é que é solidária, não ele.&lt;br /&gt;Ele é que mente, não ela.&lt;br /&gt;No fundo o que acontece é que ela aprendeu depressa as regras do jogo, enquanto o homem, de tantas vezes enganar, até a si mesmo se aldraba.&lt;br /&gt;Tenho cá para mim que aquelas que me vão comentar dirão que estou enganado e que aqueles que o fizerem também o mesmo dirão, o que me dará a felicidade de pelo menos numa coisa ter conseguido a unanimidade - o meu engano.&lt;br /&gt;Embora quanto ao que as mulheres disserem, eu aceite com reticências e, do que dos homens vier, eu aceite convictamente.&lt;br /&gt;Como homem que sou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113681251414043641?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113681251414043641/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113681251414043641&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113681251414043641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113681251414043641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2006/01/apregoada-inveja-feminina.html' title='A Apregoada Inveja Feminina'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113657332328593459</id><published>2006-01-06T18:18:00.000Z</published><updated>2006-01-06T20:33:53.850Z</updated><title type='text'>A Mulher da Limpeza (Parte II)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tomei uma decisão irrevogável.&lt;br /&gt;A partir de Março vou deixar de ter empregada doméstica. Definitivamente.&lt;br /&gt;E vou ser eu que passo a assegurar as lides domésticas. Se é que já não as assegurava quase todas.&lt;br /&gt;Quem me lê já antes travou conhecimento com a &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pensardealto.blogspot.com/2005/11/mulher-da-limpeza.html"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;mulher que manda cá em casa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; e, portanto, já sabe da sua competência e generosidade.&lt;br /&gt;Acontece que ela não quer deixar de me surpreender com novidades que introduz na gestão do meu lar e, vai daí, acaba de decidir que passa a vir cá a casa apenas duas vezes por semana, reduzindo o seu horário para quatro horas semanais e alterando os dias de comparência para as 3ªs e 6ªs feiras. A razão que a levou a tomar tal decisão é simples, segundo me informou, quando lhe perguntei porque havia estipulado novo regime de trabalho.&lt;br /&gt;Decorrido que foi mais de um ano aqui a trabalhar concluiu que não precisa de cá vir seis horas por semana, porque o trabalho é pouco, e daí que, generosamente, tenha entendido reduzir as horas e alterar os dias sem de tal me dar conhecimento.&lt;br /&gt;Óbvo é que ainda tive de agradecer a sua atitude e esquecer que me tem andado a enganar ao longo de mais de um ano, para além de que mensalmente sempre acrescentou umas horas a mais na conta, porque, no seu doutoral entender, se mostravam necessarias para assegurar a boa gestão da minha casa.&lt;br /&gt;Não, esqueci tudo isso e até agradeci, porque o burro sou eu, como já expliquei no &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pensardealto.blogspot.com/2005/11/mulher-da-limpeza.html"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;" post "&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; em que a apresentei à sociedade da blogosfera.&lt;br /&gt;Mas agora está decidido, vou ser eu a fazer tudo.&lt;br /&gt;Verdade seja dita que eu só não aspirava, encerava e passava a ferro, porque até a louça e a roupa eu lavava, que ela nunca tinha tempo e eu gostava de a poupar.&lt;br /&gt;De todas essas coisas que eu não vinha fazendo, só temo a de engomar, mas Deus me dê arte e engenho, que dela darei eu conta.&lt;br /&gt;E sei que conto sempre com o vosso apoio técnico-teórico, mas tenho cá para mim que vou ter de reforçar a quantidade de camisas e de calças. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se, por acaso, se cruzarem com alguém com bom ar - queriam que eu dissesse o contrário, não? - todo amarrotado, não reparem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sou eu.&lt;br /&gt;Esperemos que me engane.&lt;br /&gt;Maldito Mr. Ed.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113657332328593459?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113657332328593459/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113657332328593459&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113657332328593459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113657332328593459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2006/01/mulher-da-limpeza-parte-ii.html' title='A Mulher da Limpeza (Parte II)'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113647865916687644</id><published>2006-01-05T12:37:00.000Z</published><updated>2006-01-05T17:55:18.306Z</updated><title type='text'>O Ser Social</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O ser humano é um ser social, dizem os entendidos, mas eu tenho algumas dúvidas que essa verdade seja tão absoluta quanto o afirmam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Ou seja, admito que sim, mas também estou convencido que ele tudo anda a fazer para o deixar de o ser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Basta olhar para os comportamentos no dia a dia, na forma como nos relacionamos com todos aqueles com quem convivemos para se perceber que a nossa forma de socializar é procurando valorizar o nosso eu e desvalorizar o daqueles com quem lidamos. Directa ou indirectamente. E isso incomoda-me, porque não é a forma como eu acho que deveria ser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;No trabalho ou entre amigos, já para não falar entre meros conhecidos, por muito boa que seja a relação, há sempre pequenos nadas que vão minando os relacionamentos, obstaculizando ao entendimento perfeito. Muitas vezes por mera desconfiança sem sentido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;É até na vida a dois, contrariamente ao que seria imaginável, ou talvez não, que isso se nota mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Viver a dois, por maior que seja a sintonia, é, quanto a mim, dos actos mais complexos que pode haver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Tudo porque implica com a liberdade individual, impondo limitações de direitos e deveres, o que, se numa primeira fase parece fácil de aceitar em nome do amor que une as pessoas em causa, o qual, por si só, parece suficiente para derrubar todos os obstáculos, com o decorrer do tempo, muito ou pouco, tanto dá, porque apenas depende da intensidade do mesmo, o eu individual começa a querer libertar-se das amarras, a querer mais ser mais eu e menos nós. Continua a querer o nós, mas o eu sente-se pouco. Precisa de mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Não é que o amor tenha esmorecido, isso que fique claro, é tão simplesmente o facto de ter ficado diferente. Já não é o "amor paixão", mas sim o amor singelo, talvez o melhor, mas aquele com o qual é mais difícil lidar. E é o melhor, na minha óptica, na medida em que é a amizade na sua plenitude, sem a irracionalidade da paixão, mas com a comunhão de dois eus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Fazê-los comungar é que não é fácil, não só porque a intensidade do "amor-paixão" nunca é igual, o que implica que cessa em momentos diferentes, mas também porque, apesar de tudo o que há em comum, começam a notar-se aquelas pequenas coisas que , não sendo muitas vezes importantes, começam a incomodar. E o acumular delas, que um entende fazerem parte do eu próprio e o outro como violação do seu, começa a complicar o relacionamento e a sintonia começa a ser menor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Chega mesmo a esbater-se de tal forma que deixa de fazer sentido a vida a dois e cada um segue o seu caminho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E a culpa nunca é de ninguém ou é dos dois, mas isso pouco importa porque o importante é que não souberam viver em conjunto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;No meu caso até foi mais minha, admito, mas é irrelevante para este efeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Óbvio que são situações limite, já que o ideal é adequar cada um dos eus de forma a não colidirem entre si. A completarem-se no que for possível e a suprirem de outra forma naquilo em que tal não é viável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Tal como na vida em sociedade, mas numa vida a dois, ainda com mais razão de ser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Infelizmente, esta vida em sociedade, com uma competitividade feroz, nem sempre nos tem ajudado muito a perceber o caminho a seguir, levando-nos a erigir defesas, procurando viver cada vez mais o nosso eu e desprezando ou desvalorizando o do próximo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Chega mesmo a ser constrangedor verificar que quem pensa mais no nós acaba a falar sózinho, quando o contrário é que seria suposto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Eu, cá por mim, apesar de já ter errado algumas vezes, até mesmo na vida a dois, assumo claramente que prefiro continuar a pensar mais no nós do que no eu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Não só a pensar, que fique claro, mas também a agir em conformidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Mesmo que erre algumas vezes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113647865916687644?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113647865916687644/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113647865916687644&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113647865916687644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113647865916687644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2006/01/o-ser-social.html' title='O Ser Social'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113637885031650251</id><published>2006-01-04T12:51:00.000Z</published><updated>2006-01-04T14:10:16.546Z</updated><title type='text'>Aviso à Navegação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ando a ficar com a ideia que não me tenho vindo a expressar correctamente, dando uma imagem de mim que não corresponde à realidade. A ser verdade o que penso, desde já me penitencio por isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Cheguei a esta conclusão depois de ler os meus posts anteriores que, numa leitura mais distante, me permitiram admitir que fosse isso o que pensava quem me lê, na medida em que escrevo muito sobre os defeitos dos meus pares, parecendo distanciar-me deles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Ora isso não é verdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu sou igualzinho à maioria dos homens que aqui andam - não a todos, o que até é bom para mim e para os outros - e quando critico o comportamento deles, não é tanto a eles como a mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por outras palavras, eu sou mesmo pior que aqueles que critico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E sou-o porque, apesar de ter alguma lucidez que me permite saber ver o que de errado fazemos, tenho essa postura tão entranhada em mim que, mesmo assim, ouso agir de acordo com o que critico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sou um caso sem cura, indubitavelmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Assumo-o com todas as consequências que isso pode ter para a imagem&lt;/span&gt; que de mim criaram, se é que isso aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Serve isto por dizer que assumo plenamente que sou um homem que gosta de mulheres, não sou o paradigma da fidelidade, aprecio a sedução e sobretudo que as suas consequências sejam o prazer sexual de ambos. Sou ainda todas essas coisas que os homens gostam de ser e de ter.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uma coisa é certa, sou tudo isso e assumo-o, que eu não gosto de mentir por acção ou por omissão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ficam assim desfeitos eventuais equívocos que é coisa que eu detesto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Façam-me o favor de não me acharem melhor que os outros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113637885031650251?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113637885031650251/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113637885031650251&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113637885031650251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113637885031650251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2006/01/aviso-navegao.html' title='Aviso à Navegação'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113621606430258336</id><published>2006-01-02T16:02:00.000Z</published><updated>2006-01-02T16:09:55.523Z</updated><title type='text'>Com Desculpa Custa Menos (a alguns)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Estamos a 2 de Janeiro de 2006, o primeiro dia útil deste novo ano, e a primeira coisa que me ocorreu hoje, quando acordei, foi que não tinha sexo desde o ano passado. Achei tal omissão um acto quase criminoso. Como é possível alguém poder dizer que desde 2005 que não tem sexo?&lt;br /&gt;Mas é verdade. Eu, desde 2005 que não tenho sexo.&lt;br /&gt;Ainda tentei atenuar este meu comportamento omissivo pensando que muitos outros estariam como eu, mas tal não me consolou. É que o mal dos outros não me ajuda em nada, embora saiba que muitos têm prazer assim. Fraco consolo o deles, direi eu.&lt;br /&gt;Não conseguindo ter um orgasmo com recurso à desgraça alheia, optei por pensar que hoje era o primeiro dia útil do ano de 2006, o que desde logo minimizou o efeito da falta da queca.&lt;br /&gt;Na verdade, se hoje é o primeiro dia útil, significa isso que ontem foi um dia inútil, o que desde logo impediria a prática de algo tão prazenteiro - num dia inútil não se podem ter práticas úteis à estabilidade emocional, porque isso seria um desperdício.&lt;br /&gt;Aliás, o dia 31 de Dezembro de 2005, também não foi dia útil, isto é, foi inútil, o que, tendo por bom o raciocínio anterior, me leva a concluir que estou impossibilitado de ter sexo desde o ano passado.&lt;br /&gt;O que ainda mais atenua a falta do mesmo.&lt;br /&gt;No fundo, desde o ano passado que estou impedido de ter sexo porque até hoje foram sempre dias inúteis.&lt;br /&gt;É verdade que alguns tiveram sexo nesses dias, mas como já se viu, foi puro desperdício, porque eram inúteis.&lt;br /&gt;Agora sim, estou satisfeito. Não tenho sexo desde o ano passado porque os dias eram inúteis e quem fez teve a fazer para o "boneco" pela mesma razão.&lt;br /&gt;Não sei porquê, mas este raciocínio, embora à primeira vista pareça que me faz sentir melhor, deixa-me cá a ideia que quem fez nestes dias está melhor do que eu.&lt;br /&gt;Ora, mas assim como eu não me satisfaço com o mal dos outros também não sou invejoso, pelo que se estão melhor deixá-los estar.&lt;br /&gt;O que interessa é que não tenho sexo desde o ano passado, mas o impedimento é causa justificativa bastante, porque os dias eram inúteis.&lt;br /&gt;Por outras palavras, já arranjei desculpa que nem envolve os outros.&lt;br /&gt;E é certo que a alguns basta arranjar desculpa que já se sentem melhor.Seja no que for.&lt;br /&gt;O pior é que eu não me sinto melhor.&lt;br /&gt;Vou ver é se faço o que me apetece e me deixo de teorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113621606430258336?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113621606430258336/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113621606430258336&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113621606430258336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113621606430258336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2006/01/com-desculpa-custa-menos-alguns.html' title='Com Desculpa Custa Menos (a alguns)'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113594233136604151</id><published>2005-12-30T11:30:00.000Z</published><updated>2005-12-30T11:32:11.386Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; color: rgb(102, 51, 0);font-size:180%;" &gt;Sejam Felizes em 2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113594233136604151?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113594233136604151/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113594233136604151&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113594233136604151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113594233136604151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/12/sejam-felizes-em-2006.html' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113569564618622384</id><published>2005-12-28T12:57:00.000Z</published><updated>2005-12-28T15:40:54.076Z</updated><title type='text'>Mal por Mal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há uma expressão que me deixa sempre espantado, por muitas vezes que a ouça.&lt;br /&gt;"Mal por mal, fico assim."Com ponto final e tudo.&lt;br /&gt;Julgo que poucos haverão que nunca a tenham ouvido. Atrevo-me mesmo a pensar, e que me seja perdoada a ousadia, que quase todos já a terão proferido numa qualquer vez na sua vida.&lt;br /&gt;Por muito que me esforce não consigo descobrir uma fase tão derrotista, tão fatalista, tão desgraçada como esta.&lt;br /&gt;É frase própria de um "vencido da vida".&lt;br /&gt;Algo que ninguém quer ser, mas que todos assumem que o são quando a proferem.&lt;br /&gt;O curioso nisto tudo é que não só a dizem como agem em conformidade. Acho mesmo que é uma das poucas circunstâncias em que as pessoas são coerentes e consequentes. Não só falam como o fazem. Cumprem-no na íntegra.&lt;br /&gt;O que nem envolve grande trabalho, porque basta não fazer nada. Ficar quieto assegura a coerência.&lt;br /&gt;Pois eu acabo de tomar uma decisão de fim de ano - uma daquelas que todos os anos tomamos, mas que invariavelmente não cumprimos - e asseguro-vos que nunca mais vou pronunciar tal expressão.&lt;br /&gt;De hoje em diante vou passar a usar outra que também já aí ouvi, mas que, de tão raro ser o uso, já quase esqueci.&lt;br /&gt;Vou lutar por melhor, "que para pior já basta assim." &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E quer-me cá parecer que esta frase se aplica a tudo na vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tal como aquela que acabo de banir do meu vocabulário.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113569564618622384?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113569564618622384/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113569564618622384&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113569564618622384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113569564618622384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/12/mal-por-mal.html' title='Mal por Mal'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113560775456371513</id><published>2005-12-26T13:45:00.000Z</published><updated>2005-12-26T14:41:30.670Z</updated><title type='text'>O Natal é depois</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hoje hesitei no texto que iria aqui colocar.&lt;br /&gt;Comecei por ter vontade de aqui transcrever um poema de Álvaro de Campos ou de Ricardo Reis.&lt;br /&gt;Um desses que por aí vi.&lt;br /&gt;Depois, achei que isso nada tinha de pessoal e que, sem demérito para Pessoa, para que valor tivesse, o texto deveria ser meu.&lt;br /&gt;Não porque a escrita seja melhor, como é bom de ver, mas apenas porque o autor sou eu.&lt;br /&gt;A mensagem de Natal chegou e, nalguns casos, passou, mas no meu não.&lt;br /&gt;Agora é que faz sentido e, por isso, agora o escrevo.&lt;br /&gt;Enquanto se prepara o Natal, durante a sua comemoração, é tudo um acto inacabado.&lt;br /&gt;É o trabalho, o cansaço, são as correrias, as oferendas, mas depois, normalmente, vem o marasmo, o silêncio e tudo se repete.&lt;br /&gt;Eu vejo de forma diferente. Como um quadro que se pinta.&lt;br /&gt;Escolhe-se a tela, ponderam-se as tintas e as cores, os pincéis a usar. E começa-se a pintar.&lt;br /&gt;Concluída a obra, descansa-se. E depois contempla-se. Só então a obra faz sentido.&lt;br /&gt;E é então que se felicita e se diz o que nos oferece sobre o quadro acabado, a obra produzida.&lt;br /&gt;Agradecendo-se então a quem o pintou o ter-nos proporcionado tal prazer para a vista e para os sentimentos.&lt;br /&gt;O ter contribuído para se estar bem e se ser cada vez melhor.&lt;br /&gt;O fazer-nos felizes.&lt;br /&gt;E é nos momentos de marasmo ou de silêncio, quando se limpam os pincéis, que sabe bem sentir o trabalho reconhecido.&lt;br /&gt;Daí que, hoje, eu agradeça a quem me fez o Natal Feliz, tanto que, se de quadro se tratasse e pintado por mulher, a obra e a autora seriam minhas.Pelo menos hoje.&lt;br /&gt;Por isso acho importante aqui e a quem me lê prestar as minhas homenagens por terem contribuído para um Natal melhor pra os vossos.&lt;br /&gt;Sejam felizes todos os dias depois do Natal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113560775456371513?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113560775456371513/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113560775456371513&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113560775456371513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113560775456371513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/12/o-natal-depois.html' title='O Natal é depois'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113527358869075781</id><published>2005-12-22T18:10:00.000Z</published><updated>2005-12-22T18:39:08.520Z</updated><title type='text'>O Natal das Mulheres</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hoje dei por mim a pensar que o Natal, na forma como está concebido, não é para todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E o pior de tudo é que, apesar de haver unanimidade quanto à inexistência do mesmo para os mais desfavorecidos, que são cada vez mais, ainda ninguém reparou nessa classe de pessoas a quem o Natal nunca abrange.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Refiro-me às mulheres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A véspera de Natal e o próprio dia devem ser dos piores momentos do ano para as mulheres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nos quinze dias anteriores, nos dois dias de festejos e ainda nos dois seguintes, são elas que na maioria dos casos tudo têm de providenciar para que as festividades sejam um marco histórico na consagração da família. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Da compra dos presentes, à lide doméstica, dos "avios" no "super", à confecção das refeições, das limpezas antes às limpezas depois, há uma tal panóplia de tarefas que elas desempenham quase sempre em regime de exclusividade, que deixariam qualquer homem em estado de coma profundo ainda antes da véspera das comemorações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas elas resistem e, apesar do cansaço acumulado com tudo e mais alguma coisa, são elas que conseguem dar a animação aos festejos nas datas em questão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É espantoso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando tudo acaba estão extenuadas, derreadas, sem força para um mero boa noite, mas levam a nau a bom porto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Muitas vezes sem um agradecimento ou qualquer manifestação de reconhecimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sim, porque a prenda que lhe é posta no sapatinho nunca é o que merecem, apesar do sorriso de felicidade que fazem aquando da abertura do respectivo embrulho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;De facto, as mulheres não têm direito ao Natal e no período em questão limtam-se a criar condições para que outros o festejem e fazem-no com uma generosidade tão única que até parece ser um dever.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E isto parece-me injusto. Mais injusto ainda porque ninguém repara.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ora, eu que ando disponível para colaborar com as autoridades em prol da melhoria da qualidade de vida, vou propor a quem de direito que essas festividades passem a ser comemoradas pelas mulheres noutra data.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A ideia é que a elas seja concedido um período idêntico, dois dias, nos quais poderão fazer tudo o que melhor lhes aprouver, sem constrangimentos ou obrigações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Incluindo o sexo, claro. Como, com e sempre que queiram, pelo menos nesses dois dias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Livres de obrigações laborais, sociais, conjugais ou quaisquer outras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esse seria o seu Natal. O delas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os dias 27 e 28 de Dezembro parecem-me bem, mas deixo a questão dos dias para elas definirem.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113527358869075781?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113527358869075781/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113527358869075781&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113527358869075781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113527358869075781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/12/o-natal-das-mulheres.html' title='O Natal das Mulheres'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113517823277825776</id><published>2005-12-21T18:15:00.000Z</published><updated>2005-12-21T18:22:27.306Z</updated><title type='text'>A Culpa é do Sexo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hoje dei por mim a pensar que a causa de todos os males é o sexo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ou melhor, a falta dele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Este pensamento que de quando em vez me assalta, acaba de se tranformar em dogma para mim, tal foi a intensidade com que hoje se manifestou. Não o sexo, mas o pensamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O sexo é a causa de tudo e não há mais discussão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Senão vejamos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na origem do ser humano, pese embora a questão de adão e eva que, como todos sabemos, tiveram por génese outra coisa qualquer, está sempre o sexo entre um homem e uma mulher.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ora se está na origem, tem de estar em tudo, porque quem começa acaba ou como diz o povo na sua consagrada sabedoria, quem come a carne que lhe chupe os ossos. E este provérbio já é, de si mesmo, muito erótico, mas adiante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nasce a criancinha, produto do tal acto sexual entre o homem e a mulher, e a primeira coisa que se faz é dar-lhe mimos, carícias, de mamar, ajudá-lo a crescer e por aí fora. Tudo acções que podem ser consideradas como práticas sexuais, o que, estou certo, ninguém contestará.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando a criança passa a adolescente, a primeira coisa que lhe ocorre é a atracção pelo sexo oposto, o dar a mão, o primeiro beijo, o descobrir as diferenças do corpo humano, o perceber a forma de lidar com elas, tudo preliminares do sexo, ou já sexo mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Chega a adulto e, na sequência de uma educação só virada para o sexo, passa a orientar toda a sua vida em função disso mesmo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Olha para o colega de trabalho e só pensa na maneira de o entalar. Se calha a ser parceira isso ainda lhe ocorre com maior insistência. Quando o superior hierárquico lhe passa ao alcance da vista só lhe ocorre cobiçar o assento e quando da entidade patronal se trata, aí só pensa em rebentar com ela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Tudo resquícios de uma educação só virada para o sexo porque foi esse que lhe deu origem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Ora, passando as pessoas os dias numa actividade sexual tão intensa, chegam a casa cansadas, esgotadas mesmo, de tanto sexo durante o dia.Por isso só lhes apetece meter uma "bucha" - veja-se que até na alimentação o sexo existe - e vão logo para a cama retemperar forças. Aí sem sexo, claro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Ora quando assim é, as pessoas começam a sentir-se frustradas, deprimidas, porque nunca têm o gozo pleno, ficam-se sempre pelos preliminares que, apesar de bons, sabem sempre a pouco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Daí que comecem a produzir menos, com as consequências óbvias para a economia e para todos nós.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Eu tenho para mim que se o culpado é o sexo, como acabo de demonstrar, também será o sexo a solução. Com benefícios para todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Penso mesmo propor à Assembleia da República que se debruce sobre o tema, estando eu disponível para colaborar com os deputados - hummmm - da Nação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Entendo eu que bastaria uma pequena alteração dos factores para resolver tão bicudo -hummmmm- problema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Se as pessoas não passassem o dia em processos de intenções sexuais e o fizessem quando é suposto fazerem, a frustração e as consequentes depressões desapareceriam. A produtividade aumentaria, a economia melhoraria e nós ficaríamos melhor a todos os níveis. Até no sexual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;No fundo tudo se resume a falar menos e a fazer mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sexo, claro.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113517823277825776?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113517823277825776/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113517823277825776&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113517823277825776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113517823277825776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/12/culpa-do-sexo.html' title='A Culpa é do Sexo'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113510271671717517</id><published>2005-12-20T19:25:00.000Z</published><updated>2005-12-21T10:52:28.346Z</updated><title type='text'>A Noite de Consoada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Admito que quem me lê, imbuído do espírito natalício, quando passa os olhos de raspão por estes meus devaneios de mente pequena, se interrogue, por mera curiosidade, sobre a forma como eu, vivendo só, passarei a Consoada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pois bem, aqui estou eu para, em antecipação, vos dar conta do que será a essa minha noite, sendo certo que não deverão inferir daquilo que vos vou dar a conhecer, que essa é a forma como passa tal noite um homem que vive só.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não o façam por muitos e bons motivos, mas sobretudo porque uma noite minha é sempre diferente. Reparem que disse minha e não comigo, porque nessa matéria nem me pronuncio, que o pudor e a réstea de bom senso que por cá ficou a tanto me obrigam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Feito o aviso, passemos à noite de Consoada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;De há uns anos a esta parte tenho por norma comprar já tudo feito, recorrendo aos prestimosos serviços de um "pronto-a-comer" qualquer, o que se tem vindo a revelar pouco gratificante, porque, invariavelmente, acabo aborrecido por estar a comer algo requentado, por ter comprado comida a mais e porque, ainda por cima, vou ter de andar dois ou três dias a comer aquela bodega.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Para ajudar à festa, tento distrair-me em frente da televisão, que, normalmente, apresenta em todos os canais filmes sobre o Natal, que já vejo desde os anos 60, o que, como é bom de ver, estraga o resto da noite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Este ano vai haver uma inovação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Não compro nada feito e vou eu tratar da minha refeição de véspera de Natal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Vou ao hipermercado amanhã, para evitar as filas de última hora, e compro uns camarões. Aproveito e compro também duas postas de bacalhau, que batatas e azeite ainda tenho cá em casa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Compro um bom lombo de porco, que como já viram em post anterior cozinho de forma ímpar, o que me leva a dispensar o leitão e o perú, que não quero bêbadados cá em casa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;A doçaria, essa compro, embora nada de de fritos que os sonhos tenho eu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Chegado o dia, ponho mesa para dois, tantos quantos as postas de bacalhau, que noite de Consoada nunca a passo sózinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Isto é, passo e não passo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Trato de tudo como se fosse para duas pessoas e, chegada a hora da refeição, sirvo os dois pratos e vou falando de mim para mim, frente a frente na mesa e de velas acesas, num intenso diálogo que a vós parecerá um exercício de "non sense", mas que a mim me sabe muito bem, pois que é das poucas vezes que passo a noite com alguém que me acha graça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Comemos os dois, bebemos um bom vinho e vamos saborear o café para a sala, os dois, claro, que nenhum de nós vai lavar a loiça nesse dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Ponho uma boa música e ou troco mais umas palavras comigo ou faço uma pausa na conversa para meditar, não sobre alguma em especial, mas sobre nada, porque é coisa que me agrada muito. Pode ser que aí também me apeteça sonhar acordado, o que também é delicioso ao som de uma boa música.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Com o tempo que demora a cozinhar os camarões, as duas postas de bacalhau, as batatas, a cear e a tomar o café, admito que, no pressuposto que tudo se iniciará por volta das 18h30, começarei a meditar ou a sonhar acordado já perto das 2 horas da manhã, não tanto pelo tempo que passo na cozinha, que será muito, mas mais pelo tempo que passo a conversar comigo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Ora às 2 horas da manhã, começar a meditar ou a sonhar, é coisa que me puxa o sono, pelo que às 3 horas já estarei na cama, depois de um serão bem passado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Agora que sabem, peço que não contem a ninguém, porque consta que há vagas no Júlio de Matos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Mas acreditem que eu passo uma óptima noite de Consoada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113510271671717517?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113510271671717517/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113510271671717517&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113510271671717517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113510271671717517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/12/noite-de-consoada.html' title='A Noite de Consoada'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113501060920291618</id><published>2005-12-19T18:20:00.000Z</published><updated>2005-12-19T18:25:40.553Z</updated><title type='text'>O Rádio Ligado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hoje adormeci com o rádio ligado e asseguro desde já que é coisa que não volta a acontecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não que isso me perturbe o sono, que eu quando faço qualquer coisa tento fazê-la bem, pelo que se o obejctivo é dormir nada me afasta dele.Até porque gosto de sonhar e, quando durmo, não sou eu que controlo os sonhos. O que para variar é bom.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Embora goste mais de sonhar acordado. Gostos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O que me leva a garantir que não volto a adormecer com o rádio ligado, não é, pois, a perturbação do sono, mas a perturbação do acordar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Daquele que vos falei em post anterior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É que eu acordo na mesma bem disposto, porque nada me perturba o reviver do sonho, olho para o lado na mesma e, encontre ou não lá alguém, continuo bem disposto, porque o que se passou durante o sono já ninguém me tira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Agora, quando sou chamado à realidade, por um locutor de voz grave a dissertar sobre os candidatos presidenciais, isso é coisa para estragar o dia a qualquer um.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não a mim que tenho o dom de esquecer depressa o que não interessa e, definitivamente, os candidatos a presidentes são coisas de pouco interesse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aliás, são eles próprios que o dizem, que passam os debates a afirmarem que não têm poderes para nada, apenas para gerarem consensos, por isso nem me podem levar a mal que diga que tal tema não me interessa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No fundo, eles não são mais que o dono da tasca quando os bêbados não se entendem. Eu como não vou muito a tascas e evito beber em demasia não preciso do tasqueiro para nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ora, uma pessoa depois de regressar das longínquas e paradisíacas paragens a que o sonho o conduziu, ser chamado à Terra com a caracterização do perfil dos candidatos, todos eles homens, é coisa que devia ser punida com a pena de prisão perpétua. Se ainda houvesse lá uma mulher, talvez que atenuasse a pena para 25 anos de trabalhos forçados. Agora só homens? Poupem-me a tão severo castigo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas foi isso que me aconteceu esta manhã, fui chamado à realidade com tal tema radiofónico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Desliguei logo, como é óbvio, o que evitou estragos no meu bom homor matinal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas não volto a cometer tal imprudência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Dormir com o rádio ligado nunca, mas nunca mais mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113501060920291618?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113501060920291618/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113501060920291618&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113501060920291618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113501060920291618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/12/o-rdio-ligado.html' title='O Rádio Ligado'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113482225057613119</id><published>2005-12-17T16:55:00.000Z</published><updated>2005-12-17T20:09:31.813Z</updated><title type='text'>Acordar ao Sábado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ora cá estamos em mais um sábado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acordar ao sábado é diferente de acordar em qualquer outro dia da semana. Diferente mesmo do que fazê-lo ao domingo. Para a maioria das pessoas, claro, porque para alguns não é assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O sábado é o primeiro dia de descanso semanal e acordar num dia descanso é logo algo muito agradável. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Embora só o simples facto de acordar seja para muitos desagradável. O que faz com que, para estes, o sábado que é um dia agradável por ser um dia de descanso, comece por ser desagradável já que lhe interrompem o descanso. O que até faz sentido. Embora estrague logo o sábado, porque um dia que começa mal nunca é perfeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não é o meu caso que acordo todos os dias bem disposto, feliz por acordar, já que pior seria não o fazer, na medida em que não auguraria nada de bom para a minha pessoa. É a teoria do mal menor, que não sendo das melhores também não é das piores. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acordo, abro os dois olhos e situo-me, porque normalmente venho de sítios bem longínquos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Habitualmente sorrio-me, não ainda a pensar no sábado que tenho pela frente, mas a recordar-me do que se passou enquanto dormia. E nem fico triste pelo facto de tudo se ter passado enquanto dormia, porque pior seria que nada se tivesse passado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Depois de alguns momentos a desfrutar as sensações que tive enquanto dormia, olho para o lado para ver se está alguém. Não o faço logo que acordo, por uma razão bem simples e que mais não é que uma postura de auto-defesa. Eu explico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se olhasse para o lado mal abrisse os olhos, o mais provável seria constatar que ao meu lado não dormiu ninguém, o que diminuiria o prazer que a seguir teria quando pensasse no que aconteceu e, dita-me o bom senso, que não limite os prazeres que o meu imaginário me concede.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Olho, pois, para o lado, só após já ter gozado tudo e constato então que não está lá ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aí já não me incomodo porque até estou bem disposto e penso, então, no que estou a fazer na cama sózinho, depois de uma noite tão bem passada e com mais um dia pela frente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E levanto-me logo bem disposto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se acontece estar alguém ao lado, o que, confesso, é raro, agracio quem aí está com o prémio por tal noite me ter proporcionado. O que também me deixa bem disposto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pelo que ao sábado eu acordo sempre bem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E nos outros dias também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pelo que já sei que amanhã vou acordar bem disposto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Só ou acompanhado, logo vejo quando acordar, que não quero estragar o sono.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113482225057613119?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113482225057613119/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113482225057613119&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113482225057613119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113482225057613119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/12/acordar-ao-sbado.html' title='Acordar ao Sábado'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113475864898172269</id><published>2005-12-16T19:47:00.000Z</published><updated>2005-12-16T20:02:54.156Z</updated><title type='text'>O MSN</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O ser humano é um animal de vícios e é bem verdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na primeira oportunidade em que tomamos o gosto a algo que nos agrada, ficamos logo viciados, dependentes, obcecados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É assim tanto com as coisas como com as pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sabe-nos bem um cigarro e vamos por ali fora até ficar viciados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Apreciamos o sabor de um café e ele passa a fazer parte dos nossos hábitos diários, de tal forma que não passamos sem ele para acordar, para ficar bem dispostos ou mesmo para tornar perfeita uma refeição já de si agradável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No domínio dos chocolates e dos doces, para quem gosta, é o mesmo, havendo quem ponha em risco a sua saúde.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E por aí fora, no domínio do consumo das coisas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Com as pessoas é o mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Conhecemos alguém que nos agrada mais do que o normal e começamos a tentar passar o maior tempo possível com ela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Gostamos de um sorriso e andamos sempre a tentar vê-lo de novo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Cruzamos os nossos olhos com outros e tudo fazemos para que eles se voltem a cruzar muitas vezes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E enquanto isso nos sabe bem, é só nisso que pensamos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A net, nessa matéria, veio ainda potenciar mais esse estado de dependência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Depois de duas ou três conversas mais longas, em que a empatia se mostra, cria-se logo o vício.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Muitas vezes as conversas são banais, outras nem tanto, mas ao fim de uns dias de as pessoas se conhecerem, quando simpatizam, cria-se uma tal dependência que uma ausência momentânea nos provoca um invulgar sentimento de perda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O curioso é que as pessoas mal se conhecem, mas a ausência do outro torna-se dolorosa, porque o vício de o termos ao alcance do teclado se entranha rapidamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E depois imaginamos logo coisas que tenham levado à quebra da relação. Será que disse algo menos adequado? Será que existia mesmo? Será que lhe aconteceu alguma coisa?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sei lá, analisamos uma imensidão de possibilidades para uma ausência muitas vezes justificada por um mero café fora de horas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E estes sintomas só se manifestam em alguém que se vicia. Pior, vicia-se em algo que nem conhece, nem sabe se existe. Vicia-se numa imagem que criou, que muitas vezes nem corresponde à realidade. para o bem ou para o mal, que admito que muitas vezes até seja melhor do que alguma vez se concebeu. Mas deve ser raro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Eu, que ando aqui há pouco mais de um mês e que tenho uma lista de MSN com pouco mais de 6 pessoas, já sinto a falta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Não estou viciado, admito, mas quase, porque se não troco um bom dia que seja já o dia não me corre tão bem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Ora isto não é normal e eu até sei que não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Mas pensando bem, não vindo grande mal ao Mundo por isso e se é tão saboroso porque não me hei-de viciar?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E nem é um vício grande...e que fosse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Vou continuar com o MSN para já.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113475864898172269?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113475864898172269/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113475864898172269&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113475864898172269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113475864898172269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/12/o-msn.html' title='O MSN'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113457248456524070</id><published>2005-12-15T18:33:00.000Z</published><updated>2005-12-15T19:22:24.916Z</updated><title type='text'>Carta ao Pai Natal</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ex.mo Senhor&lt;br /&gt;Professor Doutor Pai Natal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Antes de mais desculpa tratar-te assim, porque acredito que tenhas muitos outros títulos de maior importância, só que eu nunca ouvi falar neles, mas como vivo em Portugal, país em que há muitos doutores e onde o mérito se mede por aí, pela cor do cartão partidário e pelo lugar que se ocupa, achei por bem chamar-te Professor Doutor, que tenho cá para mim que, pelo menos, sabes mais do que muitos que eu conheço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Até porque cá, se não te chamar qualquer coisa que soe, ninguém te dá valor e eu acho que tu és importante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pelo menos para mim és, tanto que nunca te escrevi, porque às pessoas importantes não se escreve, que elas são demasiado distintas para nos lerem. É uma das regras cá do meu país, que eu não compreendo, mas aceito porque deve ter sido feita por alguém que percebe dessas coisas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por isso desculpa estar a escrever-te directamente e não para o teu Chefe de Gabinete, como se faz cá, mas desta vez eu gostava que tu me lesses mesmo e temi que o teu serventuário não desse importância a esta minha missiva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há muitos anos que ando para te escrever e tenho vindo sempre a adiar porque acho que haverá outros que têm coisas de mais interesse para te dizer ou pedir, mas este ano achei que, apesar de continuar a pensar o mesmo, devia fazê-lo, não fosses tu achar que eu não te escrevia porque era mal educado. Não, eu até acho que sou educadinho, mas há muita gente por estas paragens que confunde o silêncio com a falta de educação. E vê lá tu que até acho que ficar em silêncio evita que, algumas vezes, se seja mal educado. Acho mesmo que um silêncio diz tanto, tanto, que às vezes até me faz doer os tímpanos. Mas também me faz doer a voz quando o silêncio é meu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O que interessa é que desta vez te escrevi para te esclarecer tudo de uma vez por todas e agora já ficaste a saber porque nunca o fiz antes, se é que não sabias já.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O importante é que saibas que acredito em ti, Pai Natal e que por isso te escrevo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Agora que nos conhecemos e que sabes que contas com a minha admiração, não levarás a mal que te faça um pequeno reparo. Desde já te peço desculpa, Pai Natal, mas eu nunca consigo calar o que me vai na alma quando aos outros diz respeito, que quanto a mim resolvo eu, mas isto é coisa que já anda há muitos anos às voltas cá dentro na expectativa que tu a resolvas. E até hoje nada. Portanto, aí vai.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não podias arranjar maneira de seres tu a definir quem recebe o quê e não andares tu a distribuir as prendas em função dos pedidos? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É que assim são sempre os mesmos a receberem as prendas que querem, porque muitos há que não têm dinheiro para o selo da carta e por isso nada recebem ou ficam com os restos, o que não me parece justo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se pudesses fazer alguma coisa por isso, agradecia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pronto, já te escrevi e não será por falta de carta minha que não passarás por Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É que neste país, à beira-mar plantado, a culpa é sempre dos outros e um dia destes ainda me acusam de ele estar neste estado por eu não te escrever.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um Feliz Natal para ti, Pai Natal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;P.S.Tenho que pedir uma prenda? É obrigatório? A sério? Engraçado, é como cá....anda sempre tudo a pedinchar...mas cá ainda não é obrigatório ou pelo menos disfarçam. Bom, mas se tem de ser... dá-me lucidez que é o que me faz mais falta. E se te sobrarem, o que eu não acredito porque há muita gente a precisar, manda-me também uns mimos, que cá em casa nunca são demais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113457248456524070?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113457248456524070/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113457248456524070&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113457248456524070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113457248456524070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/12/carta-ao-pai-natal.html' title='Carta ao Pai Natal'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113458019917851210</id><published>2005-12-14T18:55:00.000Z</published><updated>2005-12-14T18:59:59.106Z</updated><title type='text'>Mais ou Menos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tenho cá para mim que, vá-se lá saber o porquê, andamos com uma forma estranha de exprimir as nossas ideias.&lt;br /&gt;Isso nota-se, sobretudo, quando falamos e o exemplo do uso do mais e do menos, do muito e do pouco, ilustra o que digo.&lt;br /&gt;Ele é mais isto, ela é menos aquilo - o contrário também é verdadeiro -, mas o mais e o menos andam sempre na nossa boca, parecendo mesmo que tudo deve ser sujeito a comparação.&lt;br /&gt;Ele ou ela são muito ou pouco qualquer coisa, dando a ideia que tudo deve ser visto em função do peso ou quantidade. E por aí fora.&lt;br /&gt;A maleita manifesta-se de tal forma que agora até já se diz que fulano ou fulana é "poucochinho", como se isso quisesse dizer alguma. "Poucochinho o quê?&lt;br /&gt;Mais, até já chegamos a dizer que " é muito poucochinho" ou " é menos poucochinho", num verdadeiro exercício de quantificar e comparar o nada, porque o conteúdo da expressão é zero.&lt;br /&gt;Aliás, nessa matéria de falar sem rigor, a utilização do mais e do menos, do muito e do pouco contribuem de forma decisiva para evidenciar que se fala sem pensar. O que muitas vezes é grave.&lt;br /&gt;Uma das expressões muito utilizadas e que me deixa sempre a pensar se não haverão segundas intenções em quem a profere é " fulano é muito honesto".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando alguém de diz isto penso logo que está a falar com ironia e que colocou o "muito" para eu, ser de limitações pensantes reconhecidas internacionalmente, consiga apreender o verdadeiro sentido das suas palavras.&lt;br /&gt;E,como é óbvio,esboço logo um sorriso de cumplicidade, daqueles que diz "desta vez percebi a brincadeira e a minha mãe teria muito orgulho em mim se me visse a entender uma ironia à primeira".&lt;br /&gt;O pior é que a minha mãe teria mais um desgosto, porque o que recebo em troca, de quem tal expressão proferiu, é um olhar fulminante e um endurecer de voz para exprimir "Não tenhas dúvidas.Olha que falo muito a sério! Tens alguma coisa contra ele?"&lt;br /&gt;Aí fico ainda mais atrapalhado. É que pelo ar com que isto me foi dito acabo de ser repreendido, mas o "muito a sério" usado na frase, faz-me crer que de brincadeira se trata.&lt;br /&gt;Quando fico neste impasse tomo a atitude que considero inteligente, de colocar a cara de parvo que Deus me deu em estado de "stand by", cerro os lábios e espero que o meu interlocutor diga mais qualquer coisa que me faça perceber as suas palavras.&lt;br /&gt;Normalmente recebo como complemento um "és burro? Tens dúvidas?", isto porque a minha cara é dotada de grande expressividade do dom que Deus me deu, obra perfeita como ele quis que fosse.&lt;br /&gt;Certo é que prefiro ouvir isto a ser acusado de injúria ou difamação por causa de um sorriso cúmplice.&lt;br /&gt;Mas acreditem ou não tenho dificuldades em perceber como é que alguém pode ser muito honesto ou muito sério, para não dar outros exemplos.&lt;br /&gt;É que eu fiquei sempre com a ideia que uma pessoa é honesta ou não o é. É séria ou não o é.&lt;br /&gt;Em matérias destas, como em muitas outras, a questão não se vê em função da quantidade ou da graduação. É ou não e está tudo dito, que isso do mais e do menos só serve para confundir.&lt;br /&gt;Aliás, acho mesmo que pode ser grave confundir as coisas nessas matérias.&lt;br /&gt;Mas o problema deve ser meu e por isso nem me atrevo a falar na questão.&lt;br /&gt;Ocorreu-me agora que um destes dias também vou querer saber o que será isso de ser muito homem ou muito mulher...quem assim é deve ter mais que o homem e a mulher, o que nalguns casos até pode ser útil.&lt;br /&gt;Agora que penso nisso até fico com pena de ser só homem e não ter um muito a ajudar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113458019917851210?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113458019917851210/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113458019917851210&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113458019917851210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113458019917851210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/12/mais-ou-menos.html' title='Mais ou Menos'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113447620056414452</id><published>2005-12-13T11:46:00.000Z</published><updated>2005-12-13T20:46:55.603Z</updated><title type='text'>A Previsibilidade dos Homens</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há uma expressão que as mulheres pronunciam com invulgar frequência e que, homem que sou, nunca ouvi os da minha espécie comentar. Vá-se lá saber porquê, os meus "compinchas de pila", evitam debater o assunto. E não acredito que seja por desprezo do que elas pensam, nalguns casos será, admito, mas acho que que na maioria das vezes eles não meditam nessa frase porque se sentem incomodados com ela e fazem que não a ouvem ou que é coisa sem importância.&lt;br /&gt;A espressão até é bem simples e seria bem fácil de contestar se algum fundo de verdade não tivesse.&lt;br /&gt;" Os homens são tão previsíveis... ". Isso mesmo, é esta a expressão demoníaca, com reticências e tudo; que o uso destas num discurso verbal tem um efeito demolidor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E a reacção de todos nós é um simples sorriso e nunca se vislumbra um esgar de contestação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sorrimos e calamos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O pior de tudo é que nem entre amigos ou perante os nossos botões, por uma vez que seja, nos questionamos sobre as razões da nossa previsibilidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O que é grave, porque assim nunca surpreendemos. O que só nos prejudica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Agora que penso nisso, ocorre-me que a previsibilidade do homem, para o bem e para o mal, deve ter origem na sua preguiça para aperfeiçoar o seu comportamento perante o sexo oposto, dando como adquirido que sendo irresistível a mais não é obrigado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;É assim, a bem dizer, como pensar com os pés e calcorrear a calçada com a cabeça a fazer sapateado nos paralelipípedos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Isso nada teria de mal se, sempre que uma mulher verbalizasse essa expressão, ela não a dissesse com um misto de desprezo e comiseração. Mas diz. E para tornar mais dramática a situação, diz em quase todas as ocasiões em que um homem a tenta surpreender.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Se um homem a leva a jantar a um restaurante com velas e à beira-mar, ela sabe logo que ele quer ir tomar o café lá a casa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Se lhe oferece uma ramo de rosas sem ser numa ocasião especial, ela já sabe que ele quer tomar café lá em casa. Se for numa ocasião especial, ela já sabe que ele quer tomar café lá em casa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Se lhe oferece um perfume, ela já sabe que ele quer cheirar o perfume, depois do café lá em casa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E por aí fora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Realmente somos muito previsíveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Mas eu vou surpreender.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;A partir de hoje vou dispensar o jantar, as flores, o perfume e o café.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Levo-a logo para casa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113447620056414452?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113447620056414452/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113447620056414452&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113447620056414452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113447620056414452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/12/previsibilidade-dos-homens.html' title='A Previsibilidade dos Homens'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113431258389498705</id><published>2005-12-12T19:21:00.000Z</published><updated>2005-12-13T20:19:54.543Z</updated><title type='text'>A Igualdade entre os Sexos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tenho andado cá a pensar que as mulheres andam enganadas com a ideia de lutarem pela igualdade de direitos entre os sexos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E tenho cá a impressão que a ideia de as convencer a despoletarem essa luta partiu de um homem. Só pode mesmo ter sido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aliás, suspeito mesmo que terá sido das poucas vezes em que as mulheres foram enganadas por um homem. Essa, em que as convenceram que deviam estabelecer uma guerra em prol da igualdade de direitos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Certo é que, tão bem enganadas foram, ainda hoje continuam a defender tal princípio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E os homens riem-se, abanam a cabeça em sinal de concordância e até publicam leis e regulamentos, criam comissões e outras coisas do género, para demonstrarem a sua solidariedade com tal princípio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O curioso é que, as mulheres, que por norma nunca se deixam enganar, ao contrário do que afirmam à saciedade, neste caso da igualdade dos direitos, foram atrás da conversa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu tenho cá para mim que a luta, para ser correcta, devia ser em sentido inverso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de mais, começaria por lhe dar outra denominação, porque o nome desde logo evidencia o reconhecimento de uma subalternidade que, como adiante se verá, não existe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu, se mulher fosse, recusar-me-ia a lutar por outra coisa que não fosse a igualdade de deveres entre os homens e as mulheres. E toda a luta se desenvolveria em torno disso, de forma a que, imputando-lhes deveres iguais ou equiparados, os direitos viessem a ser os mesmos na medida do possível, já que isso nunca seria alcançado em pleno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É a mesma coisa, dirão vocês, sendo que dizer nunca se alcança a igualdade deveres, como lhe chamas, ou de direitos, tanto dá, é desde logo uma atitude demissionista. Uma declaração de derrota, que nos recusamos a assumir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois eu penso exactamente o contrário e, perante tal princípio, só posso concluir que quem as enganou foi genial na farsa.Um verdadeiro farsante é o que foi. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cá para mim, as mulheres já há muitos anos que têm direitos iguais e, se não os têm, é porque os não exercem. Tenho mesmo para mim que ainda que esses direitos não lhes tivessem sido reconhecidos por lei, eles já decorriam da sua dignidade como seres humanos.Daí que a questão seria sempre fácil de resolver. Bastaria um simples abrir e fechar de pernas ( que de olhos poderia ser mal interpretado) para que os homens se apressassem a reconhecer a legitimidade dos mesmos. Que se há coisa a que homem cede é à visão de um abrir e fechar daquelas sem eles.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas não, a luta não é essa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A luta das mulheres deveria ser para conseguirem que os homens tivessem os mesmos deveres. Que tivessem como obrigação chegar a casa e fazerem as refeições, passar a ferro, ajudar nos trabalhos escolares dos filhos, dar-lhes atenção, que passassem a ferro, sei lá eu, um conjunto de obrigações que, por norma, são da exclusiva responsabilidade da mulher em cada lar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sendo que, que mesmo que conseguissem essa igualdade de deveres, por partilha dessas obrigações, ainda assim elas nunca a alcançariam de forma plena e ficariam sempre prejudicadas.Daí que antes tenha dito que essa igualdade só seria alcançada na medida do possível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É que só às mulheres é possível gerar dentro de si um filho, só às mulheres é possível dar à luz uma criança, só às mulheres é possível amamentar uma criança. E, por isso mesmo, os homens nunca teriam os mesmos deveres e seriam sempre beneficiados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A não ser que a lavagem de loiça e de roupa e ainda o passar a ferro começassem a ser obrigação exclusiva dos homens.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acho que mesmo assim ficavam beneficiados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, ainda assim, defendo que a luta deve ser pela igualdade de deveres e não de direitos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113431258389498705?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113431258389498705/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113431258389498705&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113431258389498705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113431258389498705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/12/igualdade-entre-os-sexos.html' title='A Igualdade entre os Sexos'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113424418717547951</id><published>2005-12-10T18:42:00.000Z</published><updated>2005-12-10T22:39:01.000Z</updated><title type='text'>A Erva Daninha ou a Tempestade que se Adivinha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É espantosa a nossa forma de estabelecer e aprofundar as relações humanas no dia a dia.&lt;br /&gt;Oa anos passam e cada vez estamos piores, cada vez somos mais desconfiados, cada vez tememos mais o desconhecido, aquele que de nós se aproxima.&lt;br /&gt;E devia ser o contrário, porque a experiência que a vida nos dá, deveria fazer com que as ervas daninhas fossem reconhecidas através de um simples olhar.&lt;br /&gt;Mas não, afectados uma ou outra vez por essa praga, passamos a reagir sempre como se de maligno se tratasse o que nos aparece como novo, sem cuidar de conceder o benefício da dúvida.&lt;br /&gt;Assumimos como bom que quem connosco se cruza e estabelece contacto é porque de nós alguma coisa quer ou é a nós que nos quer.&lt;br /&gt;O curioso é que eu nem nisso vejo mal, porque se algo quer de mim é que tenho algo para dar e se é a mim que me quer, até me sinto lisonjeado.&lt;br /&gt;Compreendo, no entanto, quem assim não pensa, porque por aí há muita erva daninha que nos quer mal. Não por alguma razão em especial, apenas porque é daninha.&lt;br /&gt;E as pessoas de bem defendem-se. Com todas as armas que têm, o que como se sabe não é bom, porque há sempre danos colaterais e perdem-se coisas maravilhosas.&lt;br /&gt;Como o falar de tudo abertamente, sem constrangimentos, do mim e do ti, sem nada ocultar, com o à vontade da transparência de um olhar, com o desprendimento das ondas do mar.&lt;br /&gt;Perdem-se momentos de partilha, de cumplicidade, de fazer meu um segredo teu e teu o meu, ou não, porque apenas nos apetece estar mais próximos. Eu ser um pouco do ti e tu um pouco do mim. Como o mar e a areia. Ou os peixes, tanto dá.&lt;br /&gt;E tantas outras coisas que podiam ser nossas e não são. Ou sermos um do outro e não somos.&lt;br /&gt;Tudo porque tememos que a tempestade nos colha em pleno mar alto.&lt;br /&gt;O pavor do naufrágio impede-nos de navegar. De deixar o barco ser abraçado pelas ondas em todo o seu esplendor. De andar sem rumo e sem norte. Ao desnorte.&lt;br /&gt;Eu gosto de andar à deriva e vou continuar assim.&lt;br /&gt;Porque gosto e por achar que a tempestade, se vier, não terá forças para mim. E se forças tiver para me derrubar, mais força terei eu para me levantar e voltar a navegar&lt;br /&gt;Nem a erva daninha medrará no meu jardim. Pela mesma razão anterior.&lt;br /&gt;Compreensivelmente as pessoas não pensam assim, porque para não o fazerem basta um pouco de bom senso.&lt;br /&gt;O tal que eu não tenho.&lt;br /&gt;Mas tenho pena que estejamos a ficar tão tristes e tão fechados em nós próprios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Será por isso?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113424418717547951?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113424418717547951/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113424418717547951&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113424418717547951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113424418717547951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/12/erva-daninha-ou-tempestade-que-se.html' title='A Erva Daninha ou a Tempestade que se Adivinha'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113422100415661201</id><published>2005-12-10T13:11:00.000Z</published><updated>2005-12-10T16:12:00.976Z</updated><title type='text'>De Cara Lavada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Como já terão reparado, hoje apresento-me de cara lavada.&lt;br /&gt;É sábado, estamos perto do Natal, pelo que entendi que se justificava amenizar o impacto dos meus pouco ajuizados pensamentos, dando um ar mais lavadinho a este meu local de devaneios.&lt;br /&gt;Lavei, pois, a cara e limpei os ouvidos.&lt;br /&gt;Para ser franco nem fui eu que lavei e limpei, porque até para isso sou incapaz.&lt;br /&gt;Quem me deu dignidade à apresentação foi a &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.contossecretos.com"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sutra&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, a quem quero aqui deixar os meus agradecimentos e prestar público reconhecimento.&lt;br /&gt;Agora sempre tenho um ar mais limpinho.&lt;br /&gt;A todos que me lêem agradeço a condescendência que têm para comigo.&lt;br /&gt;À Sutra deixo um Beijo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;P.S. Está a decorrer um leilão para apoio a crianças necessitadas, o qual é promovido pela &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://contossecretos.com"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sutra&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt; através de um passatempo. Passem por lá e participem. As crianças merecem.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113422100415661201?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113422100415661201/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113422100415661201&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113422100415661201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113422100415661201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/12/de-cara-lavada.html' title='De Cara Lavada'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113415129846324640</id><published>2005-12-09T17:15:00.000Z</published><updated>2005-12-10T13:05:57.803Z</updated><title type='text'>O Sabor do Divino</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há algo de divinal no acto de saborear. Seja o que for.&lt;br /&gt;De todos os cinco sentidos talvez seja o que menos é falado, o que algum significado terá.&lt;br /&gt;E, no entanto, com ele lidamos com a mesma frequência com que olhamos, com que cheiramos, com que tocamos e com que ouvimos.&lt;br /&gt;Mas do paladar pouco falamos a não ser quando à mesa nos sentamos. Talvez também ao balcão, mas pouco mais do que isso.&lt;br /&gt;Eu, não sendo pessoa de grandes comezainas, nunca desenvolvi tal sentido à mesa ou ao balcão. Gosto de saborear um bom prato ou um bom vinho, é óbvio, e aprecio o sabor de um bom bacalhau, de um bom pedaço de cabrito, de um tinto soberbo (ou branco, mas mais tinto). Mas, se fosse só aí que desse uso dele, estou certo que estaria com o mesmo muito subdesenvolvido. E não é o caso, até porque lhe dou importância fundamental.&lt;br /&gt;Aliás, estou em crer que, quando ao homem foram atribuídos os 5 sentidos (porque como é sabido a mulher foi presenteada com 6 - e bem, digo eu ), não foi intenção de quem nos concedeu tal dádiva, que ele apenas fosse utilizado à mesa. Até porque na altura nem havia mesas.&lt;br /&gt;Não, ele foi concedido para ser usado em tudo, tal como os outros 4 sentidos (ou 5 nas pessoas sobredotadas antes referidas).&lt;br /&gt;O que acontece é que o ser humano, insatisfeito por natureza, tudo faz para mudar o que é perfeito. E faz isso com todos os sentidos.&lt;br /&gt;Quer ver mais e acaba a não ver nada, ou a não ver o que deve.&lt;br /&gt;Para se poupar ao tacto, arranja outros ou cria mecanismos que lhe evitem o ter de tocar nas coisas e acaba por perder a sensibilidade nas mãos e no corpo.&lt;br /&gt;Incomoda-se com os cheiros e cria ambientes inodoros, o que chega a ter consequências desastrosas, porque acaba a cheirar uma bosta de boi na convicção que de uma fragância de amor se trata.&lt;br /&gt;Por tanto querer evitar o ruído acaba por não ouvir o que deve e mesmo por ouvir o que não deve.&lt;br /&gt;E com o paladar faz o mesmo. Na mira de aperfeiçoar, tanto faz que qualquer dia nem o tem. Aliás, até já começa a ter substitutivos das refeições, que é ainda onde hoje ele se mantém, pelo que a curto prazo até aí irá desaparecer.&lt;br /&gt;Eu, cá por mim, vou evitando todas essas modernices. Tentando sempre tirar o maior proveito de todos os sentido que me foram concedidos, ciente que deles tenho de aproveitar o máximo, já que só tenho cinco.&lt;br /&gt;Sendo que do paladar tento extrair o maior sabor, para o compensar de tão desprezado ser no meio dos outros sentidos.&lt;br /&gt;Ele, agradecido, retribui-me.&lt;br /&gt;Sim, porque sentido que é, sabe sentir o meu gosto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Daí que em tudo o que faça ele me conceda o dom de a ele o apreciar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O que me dá grande prazer, confesso, já que fiquei a saber que tudo o que existe tem sabor e que ele é sempre diferente. Mais doce ou menos doce, mesmo agridoce, amargo ou picante,sei lá, uma infinidade de paladares, de sabores que, com maior ou menor intensidade, me deliciam a cada momento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas há um sabor que é único. É mesmo indescritível. Tal como o amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É certo que nem todos o apreciam, uns porque não têm sabor e outros porque o que têm, não é aí que reside. Mais infelizes os primeiros que os segundos, embora nestes seja mais uma questão de gosto, pelo que, para eles, de infelicidade não se trata.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu, aceito sem reservas que é o meu prazer sublime. Aquele que mais aprecio, aquele sem o qual não passo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Adoro saboreá-la. Não sei descrever o sabor e para o caso pouco importa. Até porque sendo único não há termo de comparação, o que dificulta a sua apreensão. A vossa, porque eu sei que gosto e quando gosto não preciso de perceber porquê.Gosto e pronto. E gosto muito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Apenas vos posso dizer que saborear uma mulher é divino. Tão divino quanto diferente é saborear cada uma, porque todas o são.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sabe a tudo o que é bom com intensidade infinita. E de ponta a ponta tem uma imensidão de sabores todos diferentes e todos de intensidade incomensurável. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;É inexplicável de tão bom que é.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Pensem em algo divinal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Conhecem o sabor do divino?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É mesmo esse. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113415129846324640?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113415129846324640/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113415129846324640&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113415129846324640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113415129846324640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/12/o-sabor-do-divino.html' title='O Sabor do Divino'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113388258066039514</id><published>2005-12-06T15:17:00.000Z</published><updated>2005-12-07T00:08:31.963Z</updated><title type='text'>As Extra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Com inusitada frequência sou confrontado com a questão das relações extraconjugais.&lt;br /&gt;Seja em conversas de café com amigas e amigos que, por mera benevolência para com o meu fraco pensar, se mostram interessadas em ouvir a minha opinião, quer por notícias que me chegam aos ouvidos pela comunicação social e, também, por via de acesas discussões com outros da minha espécie.&lt;br /&gt;A primeira coisa que me ocorre quando tal pergunta me fazem, mesmo que de homem provenha a questão sacramental, é que alguém lhe anda na ideia.&lt;br /&gt;E isso faz-me sorrir, não de desdém, atenção, mas porque acho que é alguém que mais feliz procura ser. Ou é o feliz que busca, o que também me parece bem, por maioria de razão.&lt;br /&gt;Logo a seguir e quando no tema começo a pensar, aquilo que logo me ocorre dizer é que se de “extra” se tratam, não tenho nada a obstar, pelo contrário, até sou todo a favor, pois que a expressão em si, desde logo induz a que a resposta seja afirmativa. Prefiro sempre o que tem extra.&lt;br /&gt;Entre ter algo ordinário e algo “extra”ordinário, é óbvio que prefiro o do “extra”.&lt;br /&gt;Entre comer o fiambre normal ou comer um fiambre extra, claro que prefiro o segundo.&lt;br /&gt;Até aqui a resposta parece óbvia para quem quer que seja.&lt;br /&gt;O pior vem depois, quando começo a aprofundar o raciocínio. Aí é que a coisa se complica. Não só por limitações próprias do pensador, mas também por força da complexidade da questão.&lt;br /&gt;Por isso desde já alerto que aquilo que eu penso sai da cabeça de alguém pouco avisado e só deve ser seguido por pessoas que chegarem às mesmas conclusões por suas próprias cabeças.&lt;br /&gt;Não vá alguém ainda dizer que teve as ditas relações “extra” por minha causa. Ainda se fosse comigo...agora com terceiros, poupem-me a isso.&lt;br /&gt;Eu tenho como bom para mim que sempre que alguém disso se lembra e tem interesse na resposta, é porque se trata de alguém a quem já alguma vez lhe apeteceu fazê-lo. E fez ou não fez, que a mim já pouco interessa enquanto coisa de terceiros for, mas ficou com qualquer coisa a roer a consciência. Por fazer ou não fazer.&lt;br /&gt;Ou por ambas o que é bem pior.&lt;br /&gt;Assim sendo e porque privilegio o bem estar individual, entendendo mesmo que o bem estar social, enquanto soma de todas as individualidades, será sempre potencializado em função do bem estar de cada um, sou de opinião que, se em consciência alguém as deseja, as deve ter. Sem mais .&lt;br /&gt;Sem quaisquer tipos de constrangimentos. Apenas porque o desejou.&lt;br /&gt;Sei que argumentarão que há a questão da fidelidade, dos remorsos, do meu (minha) mais que tudo, das regras sociais, sei lá, uma imensidão de contras.&lt;br /&gt;A todos poderia rebater aqui, mas nem o vou fazer, porque o meu objectivo não é convencer ninguém.&lt;br /&gt;Digo apenas o que penso.&lt;br /&gt;E penso que os argumentos contra não fazem sentido algum, porque todos eles partem de uma concepção de posse entre seres humanos que eu abomino.&lt;br /&gt;Não deixando de ser curioso que só são, realmente, condenadas pela sociedade as “extra” das mulheres. As dos homens não, essas, antes pelo contrário, são merecedoras de elogios, na melhor das hipóteses, velados.&lt;br /&gt;Para mim, a questão é tão simples quanto isto. Se lhes ocorre ter e desejam ter que as tenham e não compliquem.&lt;br /&gt;Que essa coisa da consciência em tal matéria é um pau de dois bicos que nos foi metida na cabeça na primeira lavagem ao cérebro que nos fizeram. Sim, na Escola e na Igreja.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ao que acresce que tenho sérias dúvidas que um desejo frustrado não seja pior para todos os envolvidos. Pelo menos para quem o vê frustrado é, porque do acumular de frustrações dizem que vem mal para a sanidade mental.&lt;br /&gt;Vivam, pois, bem com isso, que pior é viver sem isso e com o desejo na cabeça.&lt;br /&gt;Até porque já temos tantas coisas más com que viver e conseguimos tão poucas das que desejamos...&lt;br /&gt;Agora se não querem “extra” nem as desejam, então não percam tempo com o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;P.S. Presumo que este post só vá ser comentado por quem já pensou no assunto face ao que eu digo no final. De forma a não limitar a capacidade de comentar de cada uma das leitoras às quais nunca tal pensamento ocorreu, sugiro que pensem e desejem ter uma extra comigo. Assim sempre ficam habilitadas a comentar e eu não sou acusado de discriminação. Quanto aos meus leitores que também nunca pensaram no assunto, sugiro que pensem e desejem a.....sim essa. Agora também já podem comentar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113388258066039514?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113388258066039514/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113388258066039514&amp;isPopup=true' title='32 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113388258066039514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113388258066039514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/12/as-extra.html' title='As Extra'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>32</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113381645914797732</id><published>2005-12-05T22:05:00.000Z</published><updated>2005-12-05T22:36:44.730Z</updated><title type='text'>O Poder da Imaginação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hoje apetecem-me estrelas.&lt;br /&gt;E não será o facto de o céu estar encoberto que me impedirá de as ver.&lt;br /&gt;Porque essa coisa do céu encoberto é só para alguns. Para mim não. E não é só para mim, o que é óptimo.&lt;br /&gt;Quando quero vejo as estrelas. E quando quero vejo o mar, que combina muito bem com as estrelas. E o rio também.Talvez mais ainda. Aliás, hoje é o rio que combina com as estrelas.&lt;br /&gt;E que bem que a sua contemplação em conjunto me fará sentir.&lt;br /&gt;Eu sei que não é coisa de homem, isso de contemplar as estrelas, de as ver para além das nuvens.&lt;br /&gt;Já o rio sim, é de homem contemplar as suas margens, as suas águas.O mar nem tanto.&lt;br /&gt;Mas o que hei-de fazer? Não deixo de ser homem por gostar das estrelas e por as conseguir ver para além das nuvens.&lt;br /&gt;Deixo? Não acredito e com o que os outros pensam posso eu bem.&lt;br /&gt;E há dias em que me apetece mesmo ver as estrelas e contra isso não há nada a fazer.&lt;br /&gt;Quero as estrelas e o rio e vou ter.Sim, o céu estrelado e o rio. Um e outro. Ambos. Juntos.&lt;br /&gt;E nem vou sair de casa.Vou vê-los aqui da minha janela, apesar de um e outro não serem daqui visíveis.&lt;br /&gt;Aliás, já vejo.&lt;br /&gt;O céu está lindo assim!&lt;br /&gt;E o rio também, com os reflexos das estrelas e com aquelas luzinhas ao longo das margens.&lt;br /&gt;Gosto especialmente daqueles banquinhos colados ao muro que o protegem das pessoas e da ruela.&lt;br /&gt;Aqueles que ali vão, saídos do restaurante à beira-rio, estão animados. Antes assim.&lt;br /&gt;Que bem que me está a saber. Deve estar frio, mas nem o sinto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Vou ficar aqui mais um bocado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113381645914797732?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113381645914797732/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113381645914797732&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113381645914797732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113381645914797732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/12/o-poder-da-imaginao.html' title='O Poder da Imaginação'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113371510985828373</id><published>2005-12-04T20:19:00.000Z</published><updated>2005-12-04T20:52:10.226Z</updated><title type='text'>A Charada dos Sentidos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há coisas que fazem sentido.&lt;br /&gt;E outras que não o fazem.Pelo menos para nós.&lt;br /&gt;Há coisas que são sentidas.&lt;br /&gt;E outras que nem por isso.&lt;br /&gt;Sendo que não raro é que o sentido não o faça.&lt;br /&gt;Daí que já pouco me interrogue, no âmbito do meu dia a dia, se faz sentido o que digo ou se é sentido o que penso.&lt;br /&gt;Hoje foi um desses dias.&lt;br /&gt;Acordei pela manhã, seguro do meu sentido, mas logo pensei no de ontem e sem sentido fiquei.&lt;br /&gt;Imagino que por esta hora, alguém que perde o seu tempo passeando os seus olhos por estas linhas, já estará a dizer que o que escrevo não faz sentido algum, o que serve por dizer que, finalmente, fica demonstrado que eu perdi o sentido.&lt;br /&gt;E confesso que nem eu sei, mas posso assegurar que hoje sinto e ontem não sentia tanto.&lt;br /&gt;O que a mim me faz sentido, por um lado, sendo que, por outro, nem tanto.&lt;br /&gt;Há dias em que o mar me faz um sentido imenso e, quando páro para pensar no acto de o contemplar, acabe por concluir que não faz sentido algum.&lt;br /&gt;Dificuldade acrescida tenho quando necessário se torna escolher o sentido.&lt;br /&gt;O sentido do sentido ou o sentido cá sentido?&lt;br /&gt;Confesso que, quase sempre, confrontado com tal dilema, me ocorrem uns versos de Miguel Torga:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"A vida é feita de nadas,&lt;br /&gt;De grandes serras paradas&lt;br /&gt;à espera de movimento&lt;br /&gt;De searas onduladas pelo vento..."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E admito que sigo o vento.&lt;br /&gt;O que não faz sentido algum.Mas é sentido.&lt;br /&gt;Daí que nunca tenha percebido esta confusão entre o sentido racional, o da lógica, e o sentido do coração, o da emoção.&lt;br /&gt;Provavelmente por isso, ao fim destes anos todos, ainda privilegio o segundo.&lt;br /&gt;Porque o primeiro não me faz sentido ou apenas porque confundo o meu sentido.&lt;br /&gt;Daí, também, que sempre me fez sentido que se diga muitas vezes que ela não faz sentido.&lt;br /&gt;Ela, a mulher.&lt;br /&gt;E se sentido não faz, o que reconheço, a mim faz-me sentido.&lt;br /&gt;Assumo mesmo que gosto de ter o seu sentido.E que quero ser sentido por ela.&lt;br /&gt;Aceito que digam que nada do que eu disse faz sentido,mas o que digo não deixa de ser sentido.&lt;br /&gt;Basta-me isso.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113371510985828373?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113371510985828373/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113371510985828373&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113371510985828373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113371510985828373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/12/charada-dos-sentidos.html' title='A Charada dos Sentidos'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113344675913635933</id><published>2005-12-01T13:20:00.000Z</published><updated>2005-12-01T19:55:25.990Z</updated><title type='text'>O Mau Feitio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não deve haver, hoje em dia, expressão mais utilizada sempre que alguém diz qualquer coisa menos agradável aos ouvidos de quem a profere que "tens mau feitio".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E o "mau feitio" do outro serve para tudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Serve para desculpar algo que se fez de errado ou não se fez, serve para justificar-se a si mesmo pelo erro de que se é acusado, serve até para desvalorizar o autor da crítica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por outras palavras, dizer que quem nos critica tem "mau feitio" é uma forma de afastar as culpas, excomungar os fantasmas e colocar o ónus nos outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E, dizer que alguém tem "mau feitio", tem até algo de carinhoso, sendo mesmo normalmente acompanhada de um sorriso, pelo que a expressão pode ser utilizada a cada momento e em qualquer circunstância, o que até facilita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aquilo que mais me espanta é que a expressão, que inicialmente se destinava a ser utilizada numa roda de amigos, como é bom de ver, se alastrou como uma praga e é hoje utilizada nos mais diversos contextos, incluindos os profissionais, sendo que neste últimos a sua utilização me chega a provocar urticária ou algo parecido, porque me "coço" e "torço" todo para manter a calma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É que se há contexto onde a mesma nunca deveria ser utilizada é mesmo o profissional, onde as relações humanas são primordialmente de competência, exigência e rigor, pelo que a introdução de tal expressão que não tem qualquer razão técnica ou científica que a sustente, num discurso justificativo é, por si só, manifestação de uma confusão mental que, na minha opinião, seria o bastante para ser motivo irrefutável para o despedimento sem justa causa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas isso digo eu que também devo ter mau feitio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não sei com que frequência esta expressão é utilizada nos países mais desenvolvidos, se é que neles existe, mas tenho para mim que a taxa de utilização em Portugal nos deve colocar entre os maiores consumidores da mesma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O curioso é que a utilização da expressão, que a bem dizer nada diz, pois que se trata de um mero juizo de valor sem qualquer validação científica, porque de consideração subjectiva se trata, consegue desencadear, por si só, mecanismos de solidariedade extraordinários.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Basta alguém dizer directamente a outrém que tem "mau feitio" para que uma chusma de cabeças concordantes a apoie, de sorriso nos lábios, claro, que convém não afrontar, não se vá dar o caso de o possuidor de tal defeito acabar por ter razão. O que normalmente acontece.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sendo que aquele que é acusado de mau feitio, por mais razão que tenha, fica com um estigma que o acompanha para a vida, não pelo bom senso que revelou ou pela decisão acertada, mas porque o "mau feitio" que lhe foi aplicado sempre servirá de desculpa para outros, com a vantagem de nem terem sido eles os primeiros a dizê-lo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu ainda não percebi porquê, mas sempre que ouço alguém dizer que fulano ou fulana tem mau feitio fica logo com boa impressão do visado(a) e com má impressão de quem o diz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E uma primeira impressão conta muito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ocorrem-me agora duas questões que nunca me tinham surgido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Já repararam que a expressão é na maioria das vezes dirigida às mulheres?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Porque será? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113344675913635933?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113344675913635933/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113344675913635933&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113344675913635933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113344675913635933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/12/o-mau-feitio.html' title='O Mau Feitio'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113320683709280001</id><published>2005-11-28T19:38:00.000Z</published><updated>2005-11-28T22:12:00.843Z</updated><title type='text'>Mais uma que eu não percebo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há coisas que me fazem confusão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Desde que se começou a falar no referendo à lei do aborto e independentemente de ser a favor ou contra, o que para aqui não é chamado, como adiante se verá, tenho vindo a constatar que são os homens quem mais comenta o tema.A favor ou contra, eles pronunciam-se a toda a hora, do dia ou da noite, na televisão, na rádio e nos jornais.E as mulheres lá falam sobre isso quando eles as deixam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A confusão aumenta na minha cabeça quando verifico que os homens que são defensores da lei do aborto sustentam a defesa das suas ideias em princípios de solidariedade com as mulheres, de compreensão do problema, de reforçar as suas vozes, na liberdade de escolha da mulher e por aí fora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Já os que são contra a legalização, também em nome das mulheres e em sua defesa, invocam a dor delas, o direito ao nascimento dos seus filhos, a pressão que sobre elas fica quanto à opção a tomar e muitas outras razões que não vou aqui elencar que a questão não é essa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O que me baralha e confunde é porque raio se pronunciam eles se o que está em causa tem, antes de mais a ver com elas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sei o que já estão a pensar e até consigo imaginar a panóplia de argumentos (legais ou outros) a que poderão recorrer para justificarem que não tenho razão no que penso e que o homem também tem o direito de se pronunciar sobre o tema, em nome da igualdade de direitos e até porque, tendo participado no acto, sobre as suas consequências também deve ser ouvido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Admito que possa estar a ver mal, mas tenho cá para mim que a questão do aborto, sendo a todos comum, é especialmente da mulher.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ela é a principal interessada, é sobre ela que recaiem as consequências, boas ou más, da legalização de tal prática, ela é aquela que melhor pode aferir o que está em causa, até porque tem a ver com a sua consciência de mulher.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Daí que entenda que a intervenção dos homens em tal tema deveria reduzir-se a um gesto tão simples quanto o de dar um beijo na mulher com quem têm relações no momento em que esta saísse de casa para ir votar.E bastaria isso para demonstrarem que confiavam nela e que nela depositavam a responsabilidade na decisão de algo que, antes de mais, a ela diz respeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Até poderiam discutir a questão com ela, caso a opinião lhes fosse pedida. Mais do que isso parece-me ser um atestado de menoridade às mulheres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E se a preocupação é tanta com a saúde e consciência delas e com elas querem colaborar na decisão, então que perguntem à que lhes é mais querida o seu sentido do voto antes de o depositarem.E votem em conformidade com o voto dela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É que, mal comparado, tanta preocupação com a mulher, por amor e solidariedade, leva-me a crer que todos os homens sabem a marca e tipo do produto que a sua mulher usa quando se encontra na altura do mês em que o seu corpo manifesta mais uma diferença. E a opção por A ou B foi, certamente objecto de discussão em casa...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quantos deles, a favor ou contra, saberão a marca do que a mulher usa ou&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; quando ocorre normalmente?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Faz-me confusão, mas não liguem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Deve ser problema meu e estou a ver mal a questão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113320683709280001?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113320683709280001/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113320683709280001&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113320683709280001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113320683709280001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/11/mais-uma-que-eu-no-percebo.html' title='Mais uma que eu não percebo'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113301153202865374</id><published>2005-11-26T12:02:00.000Z</published><updated>2005-11-26T13:35:59.300Z</updated><title type='text'>Complicar é Vocação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tenho como bom para mim que o ser humano tem como principal vocação complicar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não há nada que diga, pense ou faça, onde a complicação não apareça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Parece que tem um complicómetro ligado e que o faz para ganhar uma viagem às Caraíbas logo que atinja o número necessário de complicações.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E esta mania de complicar já não é de agora, pois já vem dos tempos de Adão e Eva.Esses, que tão bem que estavam no Paraíso, segundo dizem, tinham logo que complicar e ir comer o fruto proibido...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Dizem, embora eu tenha muitas dúvidas quanto à história que contam.Para mim, não foi a Eva a causa de tantos males que advieram para a Humanidade por causa de uma maçã.Não, certamente que não foi ela e a história está mal contada.Sei de fonte segura que foi bem diferente o sucedido.Adão, homem de autoridade, garboso da sua masculinidade,à falta de outra mulher encantou-se por uma serpente e mandou a mulher à fruta.Eva, mulher discreta e submissa, delicada na postura, fez-se desentendida e de costas voltadas, pôs-se a comer uma maçã. Ora, Adão, logo que se apercebeu das consequências do seu acto, apressou-se a colocar as culpas todas em Eva.Esta, de costas voltadas, que até nem eram largas, arcou com as culpas todas, crente que a justiça um dia lhe daria razão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Enganou-se,coitada, porque todos acreditaram que o mal era da maçã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E desde então que, por mais fácil que as coisas sejam, o ser humano tende a complicar.Das coisas simples faz difíceis e as menos fáceis torna insolúveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O espantoso é que até se esforça por complicar, apelando a insondáveis capacidades imaginativas para o linear tornar tortuoso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Confesso que cheguei a admitir que isso acontecia porque o masoquismo estava na essência do ser humano e, por isso mesmo, entendia que precisava de sofrer antes de alcançar o prazer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Hoje já não penso assim. É que na maioria dos casos nunca alcançam o prazer, ficando-se pela dor de, por tanta complicarem, se ficarem pela frustração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E este esforço inglório acontece em tudo, verificando-se tanto na utilização de um simples ferro de engomar como ao nível das relações humanas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O primeiro, mesmo que traga instruções claras e concisas, é um verdadeiro quebra-cabeças para que comece a funcionar.Para tanto, bastaria que antes se lessem as instruções, o que tornaria simples a utilização do dito.Ora, simples é que não pode ser, pelo que não lendo as instruções o caso se complica.E se o ferro for a vapor, muito provável se torna que se tenha de comprar outro por avaria do primeiro antes de iniciar funções.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Se assim é, quando existem instruções, imagine-se o que será quando essas não acompanham o produto.Como nas relações humanas, por exemplo.Aí, à falta delas, o ser humano dá mostras de invulgar brio e trata logo de as criar. As tais, as que não usaria se estivessem à disposição.Só que desta vez até cria regras para de algum modo punir quem não as cumpre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E cria com profusão.Ele são regras sociais, normas legais, ditames culturais e, não se dando por satisfeito, cria condutas morais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O resultado é óbvio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;De tanto que tem para ler, de tanto que tem para cumprir, num simples encantamento nunca se alcança o prazer com tanta complicação.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113301153202865374?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113301153202865374/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113301153202865374&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113301153202865374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113301153202865374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/11/complicar-vocao.html' title='Complicar é Vocação'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113285820752630038</id><published>2005-11-24T16:37:00.000Z</published><updated>2005-11-25T12:18:17.066Z</updated><title type='text'>A  Letra e a Palavra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Desde miúdo que sinto uma intensa atracção pelas letras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Primeiro por elas, mais tarde pelas palavras e, depois, por umas e outras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não foi muito mais tarde, garanto, porque o meu entusiasmo pelas primeiras foi tanto, que bem cedo as aprendi a explorar, dando-lhes sentido, som, imagem, tudo o que lhes é possível dar, de forma a delas receber as maiores sensações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E elas, umas e outras, sempre foram muitas generosas comigo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Talvez porque se aperceberam da intensidade com que eu as amava, as letras, sempre se juntaram entre si de forma a que eu as sentisse o mais perto possível, que as entendesse enquanto palavra, sensibilizando-me para as potencialidades de cada uma delas, sós ou agrupadas, fazendo-me sentir a sua sonoridade, as suas nuances, os seus diversos significados, os seus nins - e também os sins e também os nãos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Talvez porque em mim vissem tão intensa paixão por elas, acharam por bem que as compreendesse uma a uma, na sua verdadeira dimensão, no seu sentido real e no outro, aquele que não significam, mas podem querer dizer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Ainda num gesto de ternura, talvez por que também vissem o quanto me esforçava por as acompanhar,por ser feliz com elas, e talvez também por sempre ter assumido que não o fazia por generosidade, mas sim pelo prazer que me davam, deram-se a conhecer ainda melhor e ensinaram-me o valor dos pontos, das vírgulas, juntos ou separados, e de toda a outra sinalética com quem têm um parentesco que se diz afastado, mas que acabei por perceber que, de tão próximos, até se confundem. E curioso foi que, como me ensinaram de forma diferente daquela que havia aprendido nos bancos da escola, fiquei a achar que estes supostos parentes pobres não deviam sempre obedecer a regras gramaticais, mas que deviam ajudar a exprimir o sentir dos seus parentes ricos, as palavras.Valorizando-as ainda mais, dando-lhes voz, pausas, curtas ou longas, cortando frases ou alargando horizontes, eu sei lá, potencialidades infindáveis como as têm os sentimentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Nunca aprendi a escrever, porque nunca quiseram isso, p&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;elo menos como é suposto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Mas aprendi a ler. O que dizem e o que não dizem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E um dia fui palavra e a palavra foi minha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sendo que o mais curioso é que letra e palavra são do género feminino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Talvez seja isso que me faz gostar tanto de cada uma ou de uma tanto faz, que tudo à letra se resume.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113285820752630038?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113285820752630038/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113285820752630038&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113285820752630038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113285820752630038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/11/letra-e-palavra.html' title='A  Letra e a Palavra'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113268108815668755</id><published>2005-11-22T12:15:00.000Z</published><updated>2005-11-23T12:07:03.066Z</updated><title type='text'>A Dúvida</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Desde já aviso que hoje não me apetece escrever.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por isso lembrei-me de aproveitar o espaço para esclarecer uma dúvida que há muito me atormenta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E esperar que, através dos vossos comentários, consiga ver o mistério esclarecido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Até que a razão pode ser simples, mas eu não a consigo vislumbrar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Fico, pois, agradecido, a quem quiser colaborar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A dúvida:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Porque razão uma mulher nunca sorri sózinha quando anda na rua?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;P.S. Não vale dizerem que são a excepção....e mentir é feio.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113268108815668755?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113268108815668755/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113268108815668755&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113268108815668755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113268108815668755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/11/dvida.html' title='A Dúvida'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113259891667821477</id><published>2005-11-21T18:30:00.000Z</published><updated>2005-11-21T21:43:59.326Z</updated><title type='text'>Olha ali mais uma Besta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu devo ter um feitio esquisito.Pelo menos os parafusos não os tenho todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Então não é que sempre que vejo uma mulher carregada de sacos, acompanhada por um homem de mãos vazias, me apetece chamar besta ao tipo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E não é que às vezes lhe lanço um olhar fulminante?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sendo que nem importa que ela seja nova ou velha, bonita ou feia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ora estas minhas atitude devem provocar graves danos à minha imagem.Por um lado, o tipo fica a pensar que eu estou interessado nele, o que não é verdade, antes pelo contrário e, por outro, a dama que o acompanha cria falsas ideias a meu respeito que nem para ela olhei, trocando-a pelo acompanhante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E sabem que nem mesmo o facto de saber os prejuízos que daí poderão advir para a minha pessoa consegue fazer com que eu altere este comportamento doentio?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É verdade.Vou ter que recorrer a acompanhamento médico, porque isto indicia falta de sanidade mental.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sei que algumas mentes, dotadas de generosidade para comigo, já estarão a julgar que digo isto por cavalheirismo e se preparam para me mimarem com um qualquer escrito simpático.Não o façam, porque a razão de ser para a minha atitude não é de cavalheiro, mas antes do mais puro marialvismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;(Não me levem muito a sério e, se vos apetecer, façam lá o miminho que eu gosto).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na verdade, um homem que não se substitui a uma mulher no carregamento dos sacos, dela fazendo a sua besta de carga, é um homem que não gosta de mulheres.Não vejo qualquer outra explicação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu gosto e por isso carrego sempre.E só não carrego mais, porque nem todas me confiam os sacos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Carrego com muito prazer e mesmo que ela recuse que o faça.É porque mulher que em tais cuircunstâncias recusa a ajuda do companheiro, o faz por mera cortesia, mas o seu não é um nim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há é que saber interpretar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tal como nós elas gostam de andar sem pesos que lhes perturbe a frescura e ligeireza do andar.Que lhes deixe transparecer a sedução que colocam em cada passo que dão, sempre que de mãos livres caminham.Vá lá que levem a carteira e a sombrinha que isso não as perturba, antes lhes dá mais encanto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E homem que não as ajuda ou não aprecia as mulheres ou pretende ser ele a andar com a elegância de uma.O que não me parece nada bem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se das duas uma não é, estamos perante uma besta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113259891667821477?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113259891667821477/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113259891667821477&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113259891667821477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113259891667821477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/11/olha-ali-mais-uma-besta.html' title='Olha ali mais uma Besta'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113234435618036209</id><published>2005-11-18T21:15:00.000Z</published><updated>2005-11-19T22:10:58.036Z</updated><title type='text'>Aventurei-me</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Homem que é homem não resiste a uma aventura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Vá-se lá saber porquê, mas isso é coisa que lhe está na massa do sangue.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E eu, como é óbvio, não sou diferente.Tenho para mim que até sou pior que a maioria deles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Mal me cheira que dali pode vir uma aventura, taruz, parto para ela de olhos fechados e de mãos esticadas à procura do desconhecido.É das poucas coisas a que não consigo resistir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O pior de tudo é que os resultados são invariavelmente maus, mas nem isso me faz ter mais tento na vez seguinte.Nada disso.Na primeira oportunidade que se segue, lá estou eu, sedento do que não conheço e sabedor que dali nada de bom virá, mas pronto para contrariar a desdita que me persegue quando sigo esse caminho. E a triste sina volta a repetir-se sem que isso me demova de voltar a tentar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Mais uma vez assim foi.O que tem a vantagem de já nem me desiludir, pois já estou habituado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Só que desta vez o apelo era demasiado irresistível e, mesmo que houvesse vontade de a ele fugir, o que, confesso, nem por um momento me ocorreu e nem prevejo a hipótese que alguma vez assim seja, de tão original que para mim era, nem por um segundo hesitei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Uma aventura na cozinha é algo a que um homem, por mais retrógado que seja, não consegue dizer não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Pensa-se no balcão da dita, nos tachos, nas panelas, nas frigideiras, nos fornos, nos pratos que são possíveis, nas inúmeras hipóteses de condimentos a aplicar e, por muito que se queira o contrário, não há como dizer não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E lá fui eu parar à cozinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Como companhia levei comigo um belo lombo de porco, acabadinho de comprar no hiper mais próximo.Desembalado que ficou e depois de bem lavado, que o asseio fica bem em qualquer coisa, coloquei o avental - azul que homem só usa cor assim - e ponderei a melhor forma de preparar o manjar que se seguiria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Diz-me a experiência que, nestas coisas de aventuras, nada melhor que seguir as regras que já dos livros constam (by de the book como dizem os entendidos), pelo que tratei de abrir o Pantagruel na página dos lombos assados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Primeiro obstáculo: Que raio de medida é esta do "q.b"? Hummmm....modernice literária, certamente, mas ultrapassa-se já, que isto da net para alguma coisa deve servir.Google,"q.b.",enter,olha....quanto baste!Afinal era simples.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Voltemos,pois,à cozinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Ora bem, "q.b," de sal, pimenta, colorau....mas isso é quanto?Esta agora...Bom, homem que é homem não se atrapalha com coisa tão "comezinha".Utilizemos a nossa vasta experiência de outras lides (o vasta fica sempre bem e a experiência nem se conta) e apliquemos ao lombo do suino aquilo que nos parece bem.Meio frasco de cada, que sem paladar não fica e assunto arrumado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Segundo obstáculo:Deixar a temperar durante o mínimo de 6 horas.Então e quando é que eu como o lombo?Ainda vou ter de o meter no forno....Usa a cabeça e a imaginação, Carlos!Ora se é para estar a temperar esse tempo, é para que os condimentos se entranhem, se misturem, para que a carne ganhe outro sabor.Se é isso, resolvo já, que sou homem de muitos recursos e a cabeça fez-se para pensar.Ponho o dobro do "q.b." e o porco fica logo apaladado.Só mesmo as mulheres é que esperavam 6 horas....cabecinhas pensadoras...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Terceiro obstáculo:Ligar o forno e esperar o tempo necessário para que aqueça por inteiro.Onde é que isto liga? O botão do gás é aqui,boa.E onde acendo a chama?Simples,acendo o isqueiro e percorro com ele o interior do forno que alguma coisa há-de dar de si.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Aiii!!!Acendeu....mas lá se foram os pelos da mão.Quero lá saber, uma mão sem pelos até incomoda menos.E como é que eu sei que o forno aqueceu por inteiro?Ora, aquece a bem ou a mal, que eu ponho a temperatura no máximo e enfio lá o lombo.A ver se ele não assa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Quarto obstáculo:Deixar cozinhar até que o lombo esteja assado, o que pode ir confirmando picando-o, de quando em vez, com um palito, mas evitando abrir a porta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;A tipa que escreveu isto é mesmo parva.Mas que grande estúpida!Para que raio é que vou eu abrir a porta da rua?O porco e eu já cá estamos dentro...o jantar é só para mim...queres ver que ela se está a convidar?Que parvoíce.Não, deve ser erro de tradução, mais vale não ligar.O melhor é esperar uma hora e voltar cá ao fim desse tempo. E sempre evito aquela coisa do palito, que a mão ainda me dói.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Já passou uma hora.Vamos lá buscar o lombo que hoje tenho jantar de lorde.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Desliga o gás primeiro que desta vez não corres riscos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Eh pá, vem calor cá de dentro...lá assado deve ele estar.Isto fica é com muito fumo cá dentro.Ora vamos lá pegar no "pirex" com a mão esquerda que a direita ainda está dorida....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Aiiiii porra que me queimei!Esta porcaria está quente, devia ter arranjado um pano.Agora já está.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Vamos lá a ver o lombo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Mas onde se enfiou ele? Eu meti-o cá dentro e ele daqui não saíu.Eu nem a porta da rua abri...Fugir não fugiu.E se o tivesse feito não deixava no seu lugar uma fatia carbonizada.Ele até era grandinho...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Bom, correu mal, está visto. É melhor esquecer isto e não contar a ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Homem que é homem não morre por causa disto e um falhanço todos têm.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Primeiro há que tratar das mãos e, depois, de ir jantar fora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nem mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;P.S.E tenham um bom fim de semana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113234435618036209?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113234435618036209/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113234435618036209&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113234435618036209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113234435618036209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/11/aventurei-me.html' title='Aventurei-me'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113224875064933797</id><published>2005-11-17T20:28:00.000Z</published><updated>2005-11-17T23:06:36.736Z</updated><title type='text'>Na Cama com....</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Desde que me conheço que esta é a altura do ano que menos me agrada.&lt;br /&gt;Os dias são mais curtos, o Sol desaparece mais cedo ou nem se mostra, o frio começa a invadir-nos o corpo e a provocar-nos arrepios, tudo coisas desagradáveis.&lt;br /&gt;Nem por isso, dirão vocês, porque um tempo assim convida à cama e esta é um dos lugares onde melhor se está.E na companhia de alguém então....&lt;br /&gt;Pois, visto nessa perspectiva até dou razão a quem assim pensa.&lt;br /&gt;Tudo o que convide à cama é bom.Melhor, digamos que quase tudo.Que eu também não vou para a cama sempre que me convidam.Melhor dizendo, porque ser homem a tanto me obriga, se o convite vier de mulher é rara a que vê tal pedido insatisfeito, mas se for homem ou outra coisa qualquer não vou mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Coisas de homem, o que querem?Nós temos esta conversa sempre que os convites femininos não aparecem.Julgo que é uma forma delicada de chamar a atenção para o facto, mas pondo ênfase no contrário, de forma a não colocar em crise o nosso sentimento de masculinidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Coisas de homem mesmo.&lt;br /&gt;Dizia eu que não gosto desta época do ano, apesar do mérito de quem o contrário pensa, desde que o argumento seja aquele que antes referi, e não gosto porque, pese embora essa inquestionável virtude, esta altura do ano tem como principal defeito o de nos levar para a cama por motivos de uma gripe.E se há coisa desagradável é ir para a cama com uma gripe.&lt;br /&gt;É tão desagradável que não recomendo a ninguém. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E isto dito por mim, que passo a vida a sugerir a cama como destino obrigatório em qualquer altura do ano, tem ainda mais valor.(Ocorre-me agora que este destino obrigatório não tem vindo a ser explorado convenientemente nas rotas turísticas.Ora aí está uma coisa a que me posso dedicar no futuro).&lt;br /&gt;Ir para a cama com uma gripe é mesmo das piores coisa que consigo imaginar.&lt;br /&gt;A pessoa está na cama, frágil, carente, quente, necessitada de aconchego e nada.Não passa disso mesmo.Tem tudo para ser feliz, mas fica-se com a boca seca de tanto esperar sem poder.&lt;br /&gt;E depois dizem que a boca seca é da febre....mentiras....&lt;br /&gt;Ir para a cama com uma gripe é ainda pior que o sexo virtual.Esse lá se vai fazendo, sem cama nem corpos, mas com aplicação e, às vezes, até dá um certo gozo quando a imaginação é fértil. A mim não, que essas modernices só me causam constrangimentos por falta da dita.Mas a outros até admito que sim.&lt;br /&gt;E podem não acreditar, mas ando cá desconfiado que agora até inventaram essa coisa da gripe das aves, para verem se convencem o pessoal a ir para a cama com ela, a gripe.Deve ter sido um fã disso do virtual, que se lembrou que a malta indo para a cama com uma gripe, que até é das aves, se sente mais confortável.&lt;br /&gt;A ser verdade isso que eu desconfio, desde já aviso que comigo não funciona e digo-o antes mesmo de ir com uma para a cama.Até porque não a tenho.&lt;br /&gt;Não, comigo não dá, porque a saber que vou para a cama com uma gripe dessas, só me ocorre que vou para a cama com uma galinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Até admito que a outros ocorra que vão para a cama com uma passarinha.&lt;br /&gt;A mim não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E na cama com uma galinha não me apanham.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;P.S.Um beijo para aquelas que estão na cama com uma gripe e um abraço solidário para aqueles que, nas mesmas circunstâncias, lá se encontram com uma galinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113224875064933797?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113224875064933797/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113224875064933797&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113224875064933797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113224875064933797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/11/na-cama-com.html' title='Na Cama com....'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113217235807271767</id><published>2005-11-16T21:40:00.000Z</published><updated>2005-11-16T23:09:36.623Z</updated><title type='text'>Que Chatice de Pergunta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há coisas que não se entendem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Por muito que me esforce não consigo compreender porque raio uma mulher tem a mania de massacrar o homem que lhe é mais próximo com uma pergunta que, ou muito me engano, lhes foi ensinada logo no berço.E fazem-na sempre e desde tenra idade àqueles que lhes são mais queridos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Invariavelmente com o mesmo resultado, o que, se de pessoas inteligentes se tratassem, as levaria a concluir rapidamente que de uma pergunta parva se tratava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Mas não.Insistem. E nunca se ficam pela vez única, insistem na pergunta até à exaustão, o que, como é bom de ver, deixa qualquer homem que se preze possesso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O que bem se compreende, porque ninguém gosta de estar sempre a ouvir perguntar-lhe algo para que nenhum tem resposta&lt;/span&gt; . &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E homem não é de ferro, a mulher é que é teimosa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sei que, por esta altura, estarão a pensar que não há pergunta que não tenha resposta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nada mais enganador. Essa é uma daquelas afirmações que se faz, invocando, para tanto e como fundamento, a proverbial sabedoria popular.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ora, todos sabemos que se há coisa que o povo não tem é rigor científico, pelo que a expressão em causa carece de fundamentação digna desse nome.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há perguntas que não têm resposta e pronto,está demonstrado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Mas, dizia eu, que por muito que me esforce, não consigo perceber porque continuam a fazer aquela pergunta, tanto mais que, concedo, até sabem que o homem que lhes é querido não tem resposta alguma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Suspeito mesmo que até sabem que eles não a têm e que só a fazem com uma insistência quase doentia, por razões de mero sadismo.Mera suspeita, reafirmo, pois quero crer que mulher alguma seria capaz de o ser. Mas lá que parece...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E, o pior, é que não há homem que não se esforce para a fazer perceber que a pergunta não tem resposta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E tenta tudo, mesmo tudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Ele diz que não sabe, ele cala-se, ele berra, ele ameaça, ele às vezes excede-se, ele às vezes é uma besta, mas elas não percebem ou não querem perceber.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Insistem em ignorar a impossiblidade já científicamente demonstrada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Aqui, no entanto, vejo-me obrigado a criticar os do meu sexo, o que faço com enorme dificuldade, embora esteja certo que esta excepção me será relevada, face aos meus antecedentes de solidariedade para com eles, tão sobejamente demonstrados ao longo dos meus últimos textos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Desculpem lá então, camaradas, prometo não repetir, mas tenho cá para mim que a mulher, apesar de tudo, quando essa pergunta faz, não quer saber a resposta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Acho mesmo que é o que menos lhe interessa.Só quer que da vossa imaginação brote qualquer palavra que a leve a sentir merecedora de uma qualquer justificação. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E mulher que se basta com isso não é a resposta que procura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Digo isto, que também não está comprovado cientificamente, porque entendo que pior que fazer a pergunta em questão, é nada lhe perguntar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E isso também acontece muito.Sobretudo quando muitas são as vezes que sem resposta fica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Aí a mulher não pergunta.Olha.E olha fixamente nos olhos.De uma forma que só uma mulher sabe olhar e que deixa um homem reduzido a uma estranha insignificância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;É talvez das poucas vezes que um simples olhar nos faz sentir pequeninos e arrependidos, mas acontece muito ou, pelo menos, mais vezes do que uma mulher merece.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Daí que, tendo ponderado os prós e os contras, sou de opinião que mais vale responder à pergunta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Tantas e tantas vezes quantas as que for feita&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Até porque qualquer resposta é boa, em princípio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O fim é que não me parece bom quando sem resposta fica uma mulher que nos pergunta: Porquê?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113217235807271767?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113217235807271767/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113217235807271767&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113217235807271767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113217235807271767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/11/que-chatice-de-pergunta.html' title='Que Chatice de Pergunta'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113208082628498948</id><published>2005-11-15T20:26:00.000Z</published><updated>2005-11-16T02:30:11.460Z</updated><title type='text'>O Sexo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Pouco tenho falado sobre sexo e temo que comecem a suspeitar que tenho alguma coisa contra tão sublime acto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Julgo mesmo que as mentes mais perversas já dirão, em surdina, que eu não tenho sexo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Pura mentira.Tenho e sou homem, com tudo o que isso implica quanto à sua definição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E, no que me diz respeito, ter sexo é tão importante como almoçar ou jantar.Digo mesmo mais.Dispenso um almoço ou um jantar (e até os dois em conjunto) em troca de um bom momento de sexo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sinto que, por esta altura, já haverá quem pense que sou uma mente depravada que, como diria a mãe do Amigo Minete Real quando a ele se referia, não pode ver uma burra de saias (vidé o seu comment ao post A Confissão).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Desde já confesso que isso não é verdade. Qualquer burra de saias passa por mim impunemente e outrotanto digo das burras que saias não usam.Podem passar até bem junto a mim que isso, por si só, não me faz pensar no assunto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Claro que, perante a visão de uma burra mais atraente, sou capaz de olhar e apreciar a sua beleza e mesmo a atracção que de si emana, mas daí a querer ter sexo com ela vai uma grande distância.Olho apenas porque a visão do belo é sempre apelativa.Olho da mesma forma que o o faço quando aprecio um quadro ou uma paisagem....gosto do quadro, gosto da paisagem, mas não me ocorre ter sexo com um ou outra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Admito, no entanto, que no que à burra diz respeito, um visual agradável é sempre um bom cartão de visita, mas isso, por si só, não me leva a com ela querer ter sexo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Para mim ter sexo com alguém é muito mais do que isso e não se resume à junção de dois corpos, que entre si trocam carícias e se entregam um ao outro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Não, ter sexo, na forma como eu concebo como ideal é muito mais do que isso.É um acto de desejo não apenas de corpos mas também resultante de uma comunhão de pensamentos, ideias e cumplicidades. O corpo é importante, concedo, mas não o vejo como o elemento determinante.Ajuda muito, mas se não houver mais do que isso, até que se faz sexo, mas não é a mesma coisa.E eu, podendo comer o lombo, não me fico pelo chupar de ossos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Falo, claro, do sexo que prefiro e não do que sempre pratico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sei que, por esta altura, estarão a pensar que eu penso que o sexo ideal só é bom entre pessoas que têm um qualquer vínculo ou relacionamento mais ou menos duradouro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Puro engano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Acho mesmo que o sexo tende a acontecer e a ser cada vez mais frequente entre pessoas que não têm qualquer vínculo, acontecendo mesmo para além de um qualquer outro relacionamento existente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Isto porque acho que o conceito de fidelidade no relacionamento sexual está em decadência e não durará mais do que uma geração a esbater-se e mesmo a desaparecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Por muito que custe admitir, trata-se um um conceito que sempre visou o comportamento sexual da mulher e nunca do homem.E, pior do que tudo isso, sempre foi uma manifestação de posse do homem, para além de redutor no que ao sexo diz respeito, para as mulheres, sobretudo, embora esse seu aspecto não fosse tão evidente em sociedades arcaicas e fechadas onde o conhecimento do mundo e de terceiros dificilmente chegava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Hoje é fácil conhecer pessoas que connosco se identificam e que nos apetecem.Há uns anos atrás só se conhecia melhor um homem (no caso da mulher) num universo de 10 ou 20 na aldeia em que vivia.As opções eram limitadas e encontrar um com que se identificasse minimamente já era bom.E anos antes mulher que namorasse com um homem e não casasse com ele já não casava com outro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E tudo isto a coberto da moral vigente que, forçosamente, se adapta aos tempos modernos, mas sempre a um ritmo mais lento que eles, infelizmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Por tudo isso entendo que o universo das relações sexuais entre as pessoas tende a alargar-se e a que cada vez seja mais frequente procurar mais do que o corpo que nos apetece...seremos cada vez mais selectivos porque queremos sempre que aconteça o melhor, isto é, ter o melhor sexo possível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Será que tenho razão? Esperemos, então,10 ou 15 anos e depois se verá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E até lá, enquanto esperam, os que quiserem esperar, tenham muito sexo e o melhor possível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E comam o lombo ou chupem os ossos que é tudo bom.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113208082628498948?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113208082628498948/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113208082628498948&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113208082628498948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113208082628498948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/11/o-sexo.html' title='O Sexo'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113200158152405419</id><published>2005-11-14T19:44:00.000Z</published><updated>2005-11-14T22:36:20.920Z</updated><title type='text'>Há que eu sei que sim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;De há uns dias para cá, tenho vindo a tornar pública a minha admiração pelas mulheres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Admiração sincera, diga-se, não só por tudo o que aparentam, mas também por tudo o que escondem dentro das suas cabecinhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Até aqui nada de novo ou, pelo menos, nada que não seja encarado com alguma vulgaridade, já que ainda vai sendo frequente os homens gostarem das mulheres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Admito, no entanto, que quem me lê, ache que tenho vindo a generalizar com excesso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;-Afinal de contas, nem todas as mulheres são tão perfeitas como as julgas, dirão alguns.Ou defines melhor aquelas que tanto respeitas e admiras ou o que escreves peca por falta de rigor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Aceito a crítica, até porque se há coisa que muito prezo é o rigor de análise.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vou,pois, deixar de generalizar e a melhor forma que eu encontro para o fazer, sem correr o risco de ser injusto para alguma mulher, é o de dizer o tipo daquelas que aprecio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Melhor dizendo, o tipo de mulher que eu gosto, porque só de quem se gosta se fala bem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Não se fala bem de quem nos é indiferente ou de quem não se gosta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sim, eu sei que há quem fale, mas eu não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A agir desta forma, estou ciente que me estou a expor, mas isso é o menos importante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Comecemos então.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Primeiro que tudo o que me atrai numa mulher é o ser natural e agir em conformidade.Reparem que disse natural e não normal, o que desde logo afasta todas aquelas que pretendem imitar a vizinha do 3º direito e ainda aquelas que não têm gosto próprio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por outras palavras, gosto de uma mulher que sabe o que quer e por onde vai, que toma as decisões em função do que pensa; que o diz quando deve dizer e que não o diz, muitas vezes, até porque não vale a pena.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E uma mulher natural tem um encanto único.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Depois, o que mais me atrai é a sua segurança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Segura é a mulher que se conhece e que conhece os outros, encarando o mundo nos olhos, sem falsas modéstias ou humildades, vaidosa mas não petulante ou arrogante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E a uma mulher segura apetece sempre dar a mão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Gosto ainda de uma mulher com humor. Aliás, se há tipo de humor que aprecio é o de uma mulher.Entendo mesmo que só há dois tipos de humor, o das mulheres e o outro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Admito que o seu humor chega a ser, muitas vezes, cáustico e carregado de uma ironia extrema, mas é um humor fino e autêntico, porque expressa, com uma mestria única, tudo o que lhe vai na alma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E eu &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;gosto de poder rir com uma mulher.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Finalmente, os olhos de uma mulher. E esta característica que tanto me atrai está no fim como poderia estar no princípio, já que é questão essencial para mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Gosto de ler neles, de os ver sorrir, de os ver saltitar, gosto, em suma, de uns olhos vivos, que de gente amorfa anda o mundo cheio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E eu gosto muito de olhar nos olhos de uma mulher.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mais? Não me ocorre mais, mas acho que reduzi substancialmente o número das mulheres a que me refiro &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;agora já não me podem acusar de estar sempre a generalizar em demasia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Suspeito mesmo que fui demasiado óbvio, mas a verdade é esta e eu nunca minto, acreditem ou não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E se acham que fui demasiado abrangente, tanto melhor; é porque há muitas mulheres assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113200158152405419?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113200158152405419/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113200158152405419&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113200158152405419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113200158152405419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/11/h-que-eu-sei-que-sim.html' title='Há que eu sei que sim'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113174405301751130</id><published>2005-11-11T20:20:00.000Z</published><updated>2005-11-12T16:13:58.740Z</updated><title type='text'>Confissão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Confesso que sei que nada sei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O que em bom rigor até devia funcionar a meu favor, que a ignorância assumida é o primeiro passo para a aquisição de conhecimentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas, vá-se lá saber porquê, isso comigo não funciona.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Porque és homem, dirão aquelas que acham que o facto de se ser do sexo masculino nos limita a capacidade de aprendizagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Verdade seja dita que alguma razão terão, sobretudo se invocarem como fundamento o nosso defeito congénito para nunca fazer perguntas a estranhos.Podemos não fazer ideia de onde fica a rua que procuramos numa cidade desconhecida, mas preferimos passar o dia às voltas a dar a conhecer a terceiros o nosso desnorte. Homem que é homem não se perde, anda é a conhecer novos mundos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E, nesse aspecto (como em muitos outros), as mulheres são muito mais pragmáticas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em situação idêntica, sacam do sorriso mais cativante, que de tão cativante até nos chama parvos, e pergunta logo a um de nós onde fica a rua que procura. E, pior ainda, até pergunta sem precisar porque sabe onde fica.Pergunta, muitas vezes, apenas pelo prazer que lhe dá ver o papalvo que somos, desfazer-se em simpatia perante aquele sorriso, a esfalfar-se a correr à frente do carro que ela conduz até a levar ao porto desejado. E, deitando os bofes pela boca, lá vamos abrindo caminho à frente do dito, olhando de esguelha para a condutora que nos segue, com um sorriso triunfante, para gáudio dela e da amiga (sim, porque nestas ocasiões elas têm sempre uma amiga ao lado ; não é só quando vão à casa de banho).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas, dizia eu, o facto de me saber um verdadeiro ignorante pouco tem contribuído para que &lt;em&gt;eu abra os olhos&lt;/em&gt;. E isso tem-me tirado muitas horas de sono.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Chego a passar noites em branco a pensar no assunto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não, não estou bem, sei que é isso que pensam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Direi mesmo que não só não estou bem, como também não estou aqui bem ou, como agora se diz, não &lt;em&gt;toukibem.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ando neste Mundo enganado, disso não tenho dúvidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Melhor dizendo, eu sou um produto de um erro de classificação. Quando nasci fui considerado como pertencendo à classe dos mamíferos (a que pertenço com muito orgulho assumindo-me como sendo um e dos grandes), mas por qualquer razão que a ciência desconhece, entre muitas outras classificações que me foram atribuídas e que me dispenso, por ora, de enumerar, fui considerado no grupo dos animais racionais, o que, como agora é bom de ver, aconteceu por mero engano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ora, se eu não tenho capacidade de adquirir conhecimentos, mesmo sabendo que sou ignorante, não era essa a classificação que me deveria ter sido atribuída.Não, de forma alguma. Foi manifestamente um erro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas uma vez que andei tantos anos enganado, que algum benefício possa tirar do erro que não foi meu, sendo-me, para tanto, concedido o privilégio de escolher o animal (irracional) que, de ora em diante, passo a ser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E qual, Carlos, qual é o animal que queres ser? Perguntarão todos os que se preocupam com a minha futura condição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pois, muito bem, vou aqui revelar em primeira mão a minha opção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu quero ser Burro, um Burro por convicção e não porque alguém assim me chama.Não.A partir de hoje serei um Burro convicto e que ninguém ouse pensar o contrário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Chamem-me, pois Burro, que não me ofendem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estão é a chamar por mim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;P.S.Já agora que me seja concedido mais um privilégio.Que possa continuar a adorar as mulheres, por serem como são. E a apreciar os seus olhos também (Pedi dois privilégios?Pois, sou burro e não sei contar).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113174405301751130?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113174405301751130/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113174405301751130&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113174405301751130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113174405301751130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/11/confisso.html' title='Confissão'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113158500331135019</id><published>2005-11-10T01:05:00.000Z</published><updated>2005-11-10T01:39:06.596Z</updated><title type='text'>A Mulher da Limpeza</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Homem que vive só tem sempre de ter mulher em casa.&lt;br /&gt;E, pior ainda, homem que vive só tem sempre de ser mandado por uma mulher.&lt;br /&gt;Eu, para ser franco, sempre pensei que aquela coisa das mães nada ensinarem aos filhos sobre as lides domésticas, era coisa de reconhecimento do macho que há em cada um de nós. Filho meu é marialva, não é dona de casa; era isto que eu via reconhecido quando a minha irmã era chamada para ajudar a minha mãe nas limpezas ou na cozinha, enquanto eu ficava refastelado no sofá da sala a assistir ao último episódio do Mr.Ed e o cavalo falante.&lt;br /&gt;Agora já percebi que o objectivo não era esse e que, propositadamente, eu era deixado na sala na companhia dos meus, isto é, o cavalo e o Mr. Ed que com ele dialogava. A bem dizer, a minha santa mãezinha, nessa ocasião, numa suprema ironia, já me deixava a admirar os meus (o Mr.Ed e o seu cavalo), como que me dizendo em surdina “se queres ser marialva, cavalgadura, então fala com esse, que eu vou ensinar a minha filhinha a fazer frente a animais como aquele que vais ser".&lt;br /&gt;E eu, verdadeiro cavalo com sela posta, lá ficava na sala, muitas vezes gozando a superioridade que me advinha do facto de ser macho e que me permitia ficar na companhia do Mr.Ed e seu cavalo, enquanto a minha irmã a ia ajudar.&lt;br /&gt;Vejo agora que cavalgadura não fui. Não, eu era (suspeito que ainda sou, mas isso é segredo) uma verdadeira besta e pior ainda, uma besta de carga..&lt;br /&gt;E de carga porque andei a vida toda convencido que o facto de ser homem me concedia privilégios e, vejo agora, que andei foi a vida inteira a carregar lenha para a fogueira que me ia queimar.&lt;br /&gt;Vem isto a propósito do facto de, por força da ineptidão para as lides domésticas dos machos, ineptidão que não é natural, mas sim provocada, um homem, quando só, tem sempre de arranjar uma mulher que lhe faça as lides do lar . E isto por muito que queira mostrar a sua auto-suficiência.&lt;br /&gt;É assim a modos como o gato que foi capado à nascença e, apesar disso e por força da ignorância de nem saber o que lhe falta, anda a miar pelas ruas espalhando o seu fulgor pelos telhados da vizinhança, desconhecendo que a arrogância já não lhe mora entre as patas...e depois quando precisa e ela não aparece enfia-se no seu cantinho, de rabinho entre as pernas, e nunca mais alguém o ouve.&lt;br /&gt;Esta coisa do gato deu-me um arrepio na espinha e fez-me confirmar algo que por momentos me ocorreu....esta coisa da analogia tem de ser usada com cuidado.&lt;br /&gt;Mas adiante.&lt;br /&gt;Quando constatei a minha incapacidade para gerir a casa onde vivo, contratei uma senhora de idade respeitável, com sólidas referências, a qual, com algum displicência e muita generosidade, se prontificou a fazê-lo para mim, mediante uma remuneração que entendeu fixar e não admitiu discutir.&lt;br /&gt;Até aqui, fora a surpresa da displicência, tudo bem, porque até podia ser indicador de competência. Bom profissional não discute preço. É pegar ou largar. E eu peguei. E pago...para ser mandado.&lt;br /&gt;Logo no primeiro dia ficou claro que não cumpria horário. Claro também ficou que vinha às horas que queria e que as duas horas diárias, três vezes por semana, teriam o seu início no respectivo dia à hora que a ela fosse conveniente.&lt;br /&gt;É certo que nada me falou sobre o fim das tais duas horas, pelo que também não me queixo que elas acabem antes do que era suposto, nem que quando por algum motivo as cumpre, me cobre 3horas em vez das duas que fez.&lt;br /&gt;Não reclamo porque realmente ela nunca me falou na duração das duas horas. E as dela são mais curtas.&lt;br /&gt;Agora custa-me que ela me dê ordens quanto a manter as janelas fechadas, porque os pombos sujam os vidros e entra pó, quanto ao local onde devo guardar o jornal que acabei de comprar ou onde devo deixar os livros ou arrumar os cigarros. E custa-me porque ela não me perdoa uma falha e se arrumo mal o jornal nem tempo tenho de o ler que só o volto encontrar no lixo, manchado do óleo de cedro que por engano ela despejou por cima. Isso custa-me, admito.&lt;br /&gt;Mas enfim, estou a pagar pelo convívio com o Mr. Ed e seu cavalo.&lt;br /&gt;E de nunca ter aprendido que mulher se prepara desde pequenina para mandar. E manda sempre . É coisa que lhe fica no sangue e passa de geração em geração, sem qualquer conflito interclassista e numa surdina que se revela ensurdecedora mais tarde.&lt;br /&gt;E homem que é homem e não aprende isso fica como o gato da história.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113158500331135019?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113158500331135019/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113158500331135019&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113158500331135019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113158500331135019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/11/mulher-da-limpeza.html' title='A Mulher da Limpeza'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113140358256816222</id><published>2005-11-07T21:32:00.000Z</published><updated>2005-11-07T23:30:02.550Z</updated><title type='text'>O Desejo é coisa de Homem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ando cá convencido que o desejo é coisa de homens. Mulher que é mulher, isto é, que não tem arremedos de emancipação, coisa que as faz agir como homens, muitas vezes com eles concorrendo na arte da caça do sexo fraco - sim, porque isto do sexo fraco todos sabemos que existe e que são elas - mas dizia eu, mulher que é mulher não tem desejo.Tem quando muito vontade de estar com aquele que lhe calhou em "sortes" e que se livre de a vontade lhe chegar quando ele para aí não está virado - também não convém quando o clube favorito perde, que normalmente eles aí perdem o desejo -...não, tem vontade quando ele tem e nunca em momentos diferentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É assim a modos que uma serviçal do sexo.Só que não é paga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E, para ser franco, acho até a expressão&lt;/span&gt; "ter desejo" &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;uma mariquice, assim como que uma cedência às tipas que, por força da lamechice que lhes está no sangue, julgam que despertam alguns sentimentos no seu macho de estimação...ora, até cai bem dar-lhes a ideia de se sentirem desejadas, mas na verdade o que o homem quer é "comê-las" quando está para aí virado... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sei que muitos, e sobretudo muitas, dirão que não é bem assim que mulher também tem desejo, que isso eram coisas do antigamente, que as mulheres adquiriram um estatuto de igualdade e que agora disputam com os homens os mesmos espaços e disfrutam das mesmas liberdades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;A todos respondo que sim, mantendo nos olhos as ironias e cansaços de que falava o poeta, mas, aqui para nós que ninguém nos ouve, eu continuo a achar que mulher não tem desejo.Nunca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Só o homem tem a capacidade de despir uma mulher com os olhos quando ela bebe um café tranquilamente levando-a ao ponto de se sentir incomodada com os esgares que ele arremessa na sua direcção ( e o incómodo é só porque não o pode servir naquele momento); só um homem consegue dirigir-se para uma desconhecida e dizer com tranquilidade e de forma ufana "comia-te toda filha" - e não digam que não são até paternalistas, benza-os Deus ; assim como só um homem consegue dizer, até acompanhado por outros, "oh filha chega aqui que eu faço-te um filho....".Tudo expressões que demonstram de forma inequívoca que o homem tem desejo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Ora mulher que é mulher não diz estas coisas em público - ou pelo menos com tanta soberba e convicção - pelo que se não o dizem é porque não têm desejo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Que essa coisa de uma mulher dizer tudo com um olhar ou com um sorriso é coisa de filmes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Mulher não tem desejo e pronto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E homem que não pensa assim é porque não é uma besta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;P.S: A propósito de uma cena que assisti num café e que me incomodou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113140358256816222?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113140358256816222/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113140358256816222&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113140358256816222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113140358256816222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/11/o-desejo-coisa-de-homem.html' title='O Desejo é coisa de Homem'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113111597958825602</id><published>2005-11-04T14:06:00.000Z</published><updated>2005-11-05T22:34:14.903Z</updated><title type='text'>Subir na Horizontal ou a Queca na Carreira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Bastas vezes se ouve por aí dizer que a ascensão na carreira de fulana ou sicrana se ficou a dever a umas quecas bem (ou mal) dadas com alguém que detinha o poder de condicionar o seu futuro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E rararamente, as mesmas línguas que tal causa apontam para a súbita progressão de uma mulher, reconhecem que o mérito profissional possa dar origem à ascensão daquelas a lugares de topo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Ouvir disparates desta natureza é coisa que me irrita profundamente e, para mal dos meus pecados, dificilmente não reajo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;É que até sou capaz de admitir que isso acontece algumas vezes, permitindo-se, por tal via, que a progressão seja mais rápida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Só que o número de vezes em que tal se verifica é infinitamente menor, como todos sabemos, do que aquelas em que um homem alcança lugares de topo por via de compadrios, sejam eles políticos ou de qualquer outra natureza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E, pior ainda, muitas dessas vezes através de vias menos lícitas, prejudicando-se mesmo com tais nomeações o futuro de todos nós.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E sobre estas situações o comentário é tão singelo quanto, "é afilhado de...", "é protegido de..." ou mesmo "é do partido....".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nunca em alguma circunstância em que se refira a súbita promoção de um homem se diz, por exemplo, "anda a dar o cu a..." ou " anda a comer o/a....".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não deixa, pois, de ser estranha esta ligação, que tantas vezes é feita, da evolução na carreira de uma mulher ao sexo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Demonstra, no mínimo, que impera um certo chauvinismo na análise do tema.Para não dizer pior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Para mim, mesmo a ser verdade, porque todos sabemos que isso às vezes acontece, não vejo que o erro esteja no comportamento da mulher que a horizontal posição procurou para intermediar a sua progressão na carreira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Parece-me, isso sim, que o homem que detinha tal poder para, por tal via, permitir que tal acontecesse, é que estaria na posição errada, sendo incompetente para o exercer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Dele é que se deveria dizer que subiu na horizontal.Nunca dela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Até porque, se a ascensão dela a tal se deveu, isso só demonstra a sua inteligência ao tirar proveito da incompetência profissional do fulano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Juntou o útil ao agradável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Bom, agradável, no caso de ele não ser também incompetente na queca, mas se também o era, como normalmente acontece - porque isto de se ser parcialmente incompetente é coisa em que não acredito - foi um pequeno sacrifício em prol de um futuro provavelmente mais frutuoso para todos nós e seguramente para ela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;É que a inteligência que revela para subir por via da posição horizontal, ainda que com sacrifício pessoal, pode vir a ser utilizada, quando o topo atingir, na defesa de todos nós.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Agora a falta de inteligência, que também aquele que do poder se aproveitou desde logo revela, é que nunca será útil a ninguém.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sempre é um mal menor.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E a queca um bem maior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;P.S.Mas que fique claro que a todas estas situações, se verdadeiras, considero injustas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113111597958825602?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113111597958825602/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113111597958825602&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113111597958825602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113111597958825602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/11/subir-na-horizontal-ou-queca-na.html' title='Subir na Horizontal ou a Queca na Carreira'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113093424795794489</id><published>2005-11-02T11:45:00.000Z</published><updated>2005-11-02T15:25:57.980Z</updated><title type='text'>O Sexo na cabeça ou a Cabeça no sexo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A propósito da expulsão do blog Fantasias a 4 do Sapo, dei por mim a pensar sobre a questão da livre expressão sobre assuntos de sexo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na verdade, falar sobre sexo é, ainda hoje, um assunto tabu e muito gente opta por apenas abordar o tema em tertúlias de amigos ou na intimidade da cama.E muitas vezes nem isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Daí que se alguém se atreve a falar sobre tal tema sem inibições, por palavras ou imagens, corra o sério risco de ser considerado uma mente perversa, doentia ou até mesmo de divulgar conteúdos pornográficos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Que o blog do Fantasias a 4 nada tinha de conteúdos pornográficos isso era bom de ver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Comprendo, no entanto, que quem não aborda o tema do sexo de forma livre e sem tabus no seu dia a dia, tenha dificuldade em distinguir entre liberdade de expressão sobre o tema - de forma erótica, admito - e pornografia, pois que provavelmente confundirá um clitóris com um testículo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sim, porque mente que confunde liberdade de expressão sobre o sexo com pornografia, por força dos poucos conhecimentos que tem sobre a matéria, não utiliza expressões mais rebuscadas ou de cariz técnico.Ele é cona para ali, colhão, para acolá, cu para aqui e mama para acoli.Estas e muitas outras são as expressões mais sensuais que conhecem e que lhes saiem da boca nos convívios mais libertinos que nas suas vidas ocorrem, normalmente sentados à mesa de uma qualquer tasca com um baralho de cartas e uns copos de 3 à frente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas será que aqueles que sobre o tema devaneiam, sem quaisquer preconceitos, apesar de muitas vezes o fazerem sobre a forma de anonimato - que a sociedade sabe ser dura com quem se exprime livremente e a Inquisição ou a Censura são exemplos disso - são pessoas que só têm o sexo na cabeça? Não me parece.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O que acontece é muito simples.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há pessoas que abordam todos e quaisquer temas sem constrangimentos e sobre eles tanto falam a sério como a brincar e há outras que, por limitações diversas, entre as quais o conhecimento - o que, no caso do tema sexo, lhes deve dar uma vida sexual um bocado limitada, digo eu que não sou perito -, preferem manter o tema como tabu mesmo dentro da própria casa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu cá por mim, tanto se me dá que digam que tenho o Sexo na cabeça ou a Cabeça no sexo... esteja onde estiver está muito bem e estou até disposto a usar cabeça, sexo e ambos cada vez mais e sempre que me souber bem... é bem melhor do que não ter sexo, cabeça ou ambos .&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;P.S: E para que não restem dúvidas vou já tratar de arranjar aconchego para as orelhas... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113093424795794489?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113093424795794489/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113093424795794489&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113093424795794489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113093424795794489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/11/o-sexo-na-cabea-ou-cabea-no-sexo.html' title='O Sexo na cabeça ou a Cabeça no sexo'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113077690262971229</id><published>2005-10-31T16:03:00.000Z</published><updated>2005-10-31T16:55:41.486Z</updated><title type='text'>O Dilema</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acabo de descobrir que amanhã é feriado, o que não abona nada a favor da minha sanidade mental.Ao que acresce que torna bem evidente que, no mínimo, ando neste mundo a ver passar os comboios...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E o que é mais grave é que fiz tal descoberta por mero acidente, se é que se pode chamar acidente ao facto de se receber um telefonema de uma amiga dando-nos conta de que hoje, segunda-feira, é véspera de feriado e insinuando a possibilidade de cá dormir esta noite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Noutra ocasião acolheria tal hipótese com a maior das euforias e até admito que no futuro próximo seja eu a sugerir que tal aconteça, mas hoje não me apeteceu formular o convite que o telefonema pressupunha que fizesse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;É que hoje, ainda não sei bem porquê, acordei de mal com o mundo que me rodeia e não me apetece mesmo nada estar com as pessoas habituais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O pior de tudo é que a ideia de desperdiçar uma noite de véspera de feriado me parece muito má.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Mas também me parece má a ideia de a passar com alguém conhecido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Detesto as rotinas e as coisas feitas porque são o mal menor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Será que só a mim é que dão estas "pancadas"?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O que é certo é que se não resolvo este meu dilema acabo a noite sózinho....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;P.S. Devo ter apanhado chuva e os fusíveis deram de si...pois, a culpa é da chuva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113077690262971229?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113077690262971229/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113077690262971229&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113077690262971229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113077690262971229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/10/o-dilema.html' title='O Dilema'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113054582144877883</id><published>2005-10-30T14:23:00.000Z</published><updated>2005-10-30T17:45:28.343Z</updated><title type='text'>A Aposta (Cont.)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Seguiu-a com os olhos enquanto ela se dirigia aos amigos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Estes continuavam encostados à coluna, trocando sorrisos e carícias, sem olhar para o local onde me encontrava, embora estivessem atentos ao que se estava a passar.Faziam-no com a discrição de quem se quer fazer sentir presente e ao mesmo tempo ausente.Era óbvio que eram amigos dela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Olhou então para ela enquanto caminhava em direccção àqueles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Era mulher para mais de 30 anos, talvez mesmo mais de 35.Estava naquela idade que só as mulheres têm e em que são suficientemente novas&lt;/span&gt; para serem consideradas velhas e, ao mesmo tempo, exibem&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; uma segurança e maturidade que as distingue das adolescentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Estava certo que ela sabia que a estava a observar, mas nenhum movimento dela deixava transparecer essa intuição que ela certamente tinha.Os seus passos eram firmes e seguros de quem sabe para onde vai, mas com passadas calmas e suaves de quem sabe que não precisa de correr.Suportava os olhares de soslaio ou mesmo insinuantes daqueles com quem se cruzava no seu trajecto com a indiferença e o desdém de quem nem os vê e, pior até, nem os quer ver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Era uma mulher alta e elegante e, embora fosse notório que sabia o efeito que provocava, o seu caminhar não o ostentava com uma exuberância ofensiva, antes o fazia deixando claro que sabia o que valia, mas não fazia questão que os outros o soubessem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Deixou de olhar para ela quando viu que já estava junto dos amigos e voltou-se, de novo, para a parede que até ali lhe tinha feito companhia.Seria bom que voltasse, mas assim seria mais fácil esquecer se nem a visse sair.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;-Estou de volta- ouviu ele, sentindo-se aliviado quando reconheceu a voz. Afinal tinha voltado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Olhou-a nos olhos e ela, sem quaisquer hesitações, continuou:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Já me despedi deles, disse apontando com um trejeito de olhos, para os amigos que já não se encontravam no sitio onde os havia visto da última vez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;-Estavam fartos disto e queriam ir descansar.Chegámos hoje do Porto e vamos cá estar até domingo numa acção da nossa empresa, mas eles gostam de aproveitar os momentos de folga para ficarem sózinhos....nada a opor, só que a mim não me apetecia voltar já para o hotel...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;-E não queres tomar nada?Perguntou ele, não só por razões de boa educação, mas também porque nada mais lhe ocorria no momento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;-Bebo um gin tonic, obrigado. Antes de mais quero deixar claro que o facto de ter apostado em ti foi porque me inspiraste confiança.Nada mais.Apetece-me ficar mais um bocado e sózinha aqui não deve ser agradável.Portanto, não cries ilusões....o que não quer dizer que te devas desiludir já...ah, e o meu nome é Ana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sorriu para ela quando a ouviu dizer esta última parte e viu nela também o sorriso de quem tinha achado graça a si própria. Fê-lo ao mesmo tempo que lhe estendia a bebida que, entretanto, lhe havia pedido, o que proporcionou que o sorriso de remate do discurso de apresentação se transformasse num sorriso de agradecimento de circunstância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;-Obrigado, disse ela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;-Se bem entendi, pretendes que fique claro que eu sou a tua aposta para aio-de-companhia, sendo que as hipóteses de ambicionar progredir na minha carreira são poucas ou nenhumas.Pois muito bem...se o meu destino é servir aqui estou ao teu dispor, respondeu-lhe por entre sorrisos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;-E o teu nome é....?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;-Aquele que quiseres que criado não tem nome,tem é ordens para cumprir-continuou ele no mesmo tom jocoso, mas cordial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Ela, soltou uma pequena gargalhada enquanto fixava os olhos nele, parecendo que assim se assegurava que quem lhe dizia aquilo o fazia de boa fé.Ainda sorrindo deixou que o líquido do seu copo aflorasse os seus lábios, bebendo um trago de gin de uma forma que, apesar da naturalidade com que o fez, lhe pareceu a ele extremamente sensual.Teve até a sensação que ela o fazia parecer propositadamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;-Comigo criado tem sempre nome....nem que seja Jarbas...portanto ou escolhes tu ou escolho eu, mas preferia que fosses tu para que desde já reconheças que sou uma patroa democrática e que, apesar da serventia que me vais dar, manténs o direito ao nome.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;-Carlos, senhora, o nome é Carlos, um criado ao seu dispor, respondeu-lhe ele, por entre sorrisos dos dois, estranhando a cumplicidade que se estava a manifestar no diálogo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E sentiu que ela pensava o mesmo, pelo menos foi essa mesmo estranheza que lhe pareceu ver num dos momentos em que os olhos de ambos se cruzaram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Continuaram a conversar no mesmo tom e acabaram rapidamente aquilo que estavam a beber, estranhamente depressa e antes que houvesse tempo para que, em nome da delicadeza, ele lhe perguntasse se queria tomar mais alguma coisa, ela propôs que saíssem dali e fossem dar uma volta à beira-rio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E foram...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E na manhã seguinte, quando saíram da casa dele a caminho do hotel onde a foi deixar, ambos sabiam que o sabor do outro tinha ficado entranhado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Despediram-se com um beijo e sem quaisquer compromissos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Já a tarde ia a meio quando ele recebeu uma sms..."Aposto que hoje vais estar à mesma hora no mesmo local...".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Não respondeu....sabia que ambos iam ganhar a aposta numa noite mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113054582144877883?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113054582144877883/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113054582144877883&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113054582144877883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113054582144877883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/10/aposta-cont.html' title='A Aposta (Cont.)'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113051221202731573</id><published>2005-10-28T15:03:00.000+01:00</published><updated>2005-10-30T12:22:36.890Z</updated><title type='text'>A Aposta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estava a ser uma noite perfeitamente normal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ao jantar tinha-se seguido uma lenta ida para casa, percorrendo os cem metros que o distanciavam desta com um passo suficientemente pausado para consumir por inteiro um cigarro e, depois de aí chegado, fez uma fugaz passagem pelo televisor que transmitia, como sempre, telenovelas, notícias e debates sem qualquer interesse a não ser para os que neles participam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ligou o pc e percorreu alguns dos blogs que sempre visitava e, para não contrariar o hábito, fez uma visita ao chat do Minete Real onde se deteve o tempo bastante para soltar umas gargalhadas francas e libertadoras que o convívio por essa via tanto facilita quando os intervenientes são gente de bem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Saíu do chat disposto a ir para a cama, mas mudou de ideias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Era 1h30, uma boa hora para ir beber um copo a qualquer lado e sempre podia ser que o sono que teimava em não aparecer se apresentasse depois.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Entrou no carro e só depois pensou onde ir, ma o carro foi-o levando até uma zona ribeirinha onde acabou por estacionar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Percorreu a zona sem saber bem onde entrar, acabando por o fazer num dos muitos locais onde nunca o havia feito, embora soubesse tratar-se de um local muito "in".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não lhe agradou o ambiente quando entrou, não porque a freguesia não fosse muito agradável, já que por ali se viam mulheres lindíssimas, mas porque os homens sós como ele se amontoavam ao balcão e ao redor da pista, de copo na mão e com uns olhares estupidamente lânguidos para tudo o que aparentasse ser do sexo feminino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E ser confundido como mais um daqueles sujeitos não lhe agradava mesmo nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Propositadamente encostou-se num canto do balcão de costas voltadas para o mundo e seguro que naquele recôndito local, para além de nada ver do que se passava ao seu redor também estava invisível para a fauna que o circundava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Enquanto bebia calmamente o seu whisky ia revivendo mentalmente o dia que acabava de passar e preparando o dia de trabalho que se seguiria, ao mesmo tempo que fitava o infinito que havia para além da parede que lhe fazia frente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;-Apostei em ti, não me desiludas - ouviu subitamente uma voz decidida e feminina pronunciar perto dele e sentiu que a frase era-lhe dirigida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Olhou de rompante para a dona daquela voz e deparou-se com uns olhos negros e profundos que possuíam uma cara e um corpo que, assim de repente, lhe pareceu formar um conjunto mais do que perfeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;-Estou com um casal amigo - disse ela, apontando com os olhos para uma coluna que só com esforço se vislumbrava do local onde me encontrava - e tu recolheste dois dos três votos possíveis para me acompanhares esta noite.Uma vez que o voto dele não me interessa e o dela apenas serviu para avalizar o que já havia decidido, a questão que fica é a de saber se és homem para mim ou se vou ter de procurar outro...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se a princípio se havia esforçado para se manter impávido e sereno sem deixar transparecer o seu ar de estupefacto, perante aquele discurso decidido e seguro, não conseguiu conter um sorriso de imediato retribuído e que foi ao mesmo tempo um momento de alívio para ambos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Foi ainda a sorrir que lhe respondeu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Não sei se sou homem para ti, mas acho que o devemos descobrir juntos.....e parece-me que ambos seremos prejudicados se não o fizermos e seguires a via de procurar outro antes de o saberes...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sorriu de novo, agora com os olhos também e, pousando, de passagem, a sua mão nas costas da minha, disse num tom suave:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;-Espera um minuto...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;(Continua)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113051221202731573?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113051221202731573/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113051221202731573&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113051221202731573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113051221202731573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/10/aposta.html' title='A Aposta'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-113033544619922295</id><published>2005-10-26T14:33:00.000+01:00</published><updated>2005-10-26T15:04:24.760+01:00</updated><title type='text'>Eu assim não brinco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pediu-me a Boneca Insuflável que escrevesse o que pensava sobre as virtudes económicas, sociais e sexuais daquela que lhe dá o nick, isto é, de uma que não seja humana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Confesso que muito tive de reflectir sobre o tema já que, invariavelmente, os meus raciocínios tendiam a fugir para o imaginário das potencialidades que a de carne e osso faz adivinhar no seu blog no que a si mesmo diz respeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Disciplinado o dito, que é como quem diz, algemados os devaneios, lá consegui raciocinar sobre o tema em questão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;As vantagens económicas da utilização de uma Boneca, daquelas que por aí se vendem em qualquer sex-shop, são muitas...ela não exige jantares, prendinhas, viagens, roupas, sapatos, eu sei lá...aquela imensidão de coisas que mulher que se preze gosta de assegurar nos preliminares dos preliminares propriamente ditos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Aliás, faz por garantir que lhe sejam ofertados não só antes, mas mesmo durante e até depois.Consideram-se assim a modos que uma ilha e entendem todo o esbanjamento a que vinculam o macho como "custos de insularidade".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E bem, digo eu, porque aquilo que têm para partilhar merece todos os géneros de benesses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;As vantagens sociais também me parecem óbvias do ponto de vista de um homem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Não fica aquele com qualquer tipo de limitações quando ao convívio que tanto preza com amigos e, sobretudo, amigas.Pode fazer as noitadas que quer sem que corra o risco de chegar a casa e encontrar a cama ocupada por outro que, generosamente, foi cumprir as suas obrigações sociais para com a sua mulher.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Em caso algum haverá cenas de ciúmes porque uma Boneca não fala nem amua.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E, sobretudo, nunca de uma ouviremos qualquer crítica, muito menos sobre o desempenho, o que sempre nos faz crescer o ego.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Quanto ao domínio sexual também aqui se conseguem ver algumas vantagens.Ela não dá negas, nunca lhe dói a cabeça, está sempre pronta para tudo e até mantém um silêncio muito adequado, porque induz o utilizador na convicção que entre ambos existe uma cumplicidade que os leva a de comum acordo ultrapassarem todos os limites do imaginável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Pois, parece que são só vantagens.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Mas para mim, desculpem-me, são tudo defeitos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;É que eu gosto de Mulheres com todas as suas virtudes e defeitos e é o conjunto de tudo isso que me desperta o interesse sexual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Brincar com Bonecas não faz o meu género. Nunca fez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Prefiro brincar sózinho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-113033544619922295?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/113033544619922295/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=113033544619922295&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113033544619922295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/113033544619922295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/10/eu-assim-no-brinco.html' title='Eu assim não brinco'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-112928517973801369</id><published>2005-10-24T10:06:00.000+01:00</published><updated>2005-10-24T18:25:47.900+01:00</updated><title type='text'>Fiel, o cão de guarda</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A coisa já se vinha a adivinhar.&lt;br /&gt;Ambos sabiam que, mais dia menos dia, ia acontecer.&lt;br /&gt;Ela aproveitava todos os momentos livres das suas obrigações para correr para ele.&lt;br /&gt;Era com ele que gostava de conversar, de desabafar, de estar.&lt;br /&gt;Era com ele que se ria livremente.&lt;br /&gt;E ele sentia o mesmo.&lt;br /&gt;Quando entraram em casa dele souberam que era o dia.&lt;br /&gt;Por entre sorrisos deram um beijo.&lt;br /&gt;E depois outro....e outro ainda...&lt;br /&gt;Os corpos colados e o desejo evidente.&lt;br /&gt;Uma pausa súbita e inexplicável.&lt;br /&gt;Uma frase.&lt;br /&gt;- Não é o que quero, mas é o que tem de ser...&lt;br /&gt;Um andar apressado para a porta e uma saída sem palavras. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um silêncio profundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um sorriso de compreensão.&lt;br /&gt;É que apesar de tudo essa coisa dos valores ético-sociais ainda manda mais que os sentimentos....&lt;br /&gt;P.S.Isto é mera ficção e não representa qualquer experiência minha...é apenas um texto para ajudar a meditar sobre a questão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-112928517973801369?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/112928517973801369/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=112928517973801369&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112928517973801369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112928517973801369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/10/fiel-o-co-de-guarda.html' title='Fiel, o cão de guarda'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-112998972097061914</id><published>2005-10-22T14:25:00.000+01:00</published><updated>2005-10-22T17:15:43.183+01:00</updated><title type='text'>Picotado por picotado abdico do da Carica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A minha amiga Manefta, em comentário a um post anterior em que eu pedia ideias, sugeriu-me que abordasse um conjunto de problemas que andavam a perturbar-lhe o sono, usando e abusando da sua linda cabecinha, que é como quem diz, a fecundar-lhe o juízo, o que, presumo eu e natural é que assim seja, lhe perturba a sua capacidade de fecundação noutras áreas bem mais prazenteiras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sim, porque nisto da arte da fecundação (a que em tempos idos houve quem chamasse a arte de bem cavalgar em toda a sela) não é só o homem que usa a cabeça...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A busca para a solução do primeiro problema desta minha querida amiga - como fazer o picotado de uma carica - ocupou os meus pensamentos durante várias horas, o que me impediu que durante esse período de tempo não usasse a cabeça (a de cima) para mais nada, já que a debaixo, nesse entretanto, aproveitou para se mostrar solidária e manteve-se inerte e de olhos fixos no fundo da minha perna, o que me levou a concluir que uma carica não a leva a devaneios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Antes assim, haja alguma coisa que a deixe inamovível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E tal descoberta à Manefta o devo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quanto à solução para a realização da fantasia da Manefta - como fazer o picotado de uma carica - ainda não a descobri, mas atrevo-me a sugerir-lhe que faça como eu e desista de pensar em tal assunto e ocupe a sua linda cabecinha com coisas mais proveitosas e prazenteiras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se quiser uma carica, com picotado e tudo, arranje uma das muitas que por aí se encontram e depois dê-lhe o uso que lhe aprouver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Até porque estou certo que pensar no picotado da Manefta de carica na mão é muito mais interessante do que pensar no da dita carica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E, porque também tenho deveres para com a minha cabeça debaixo, prefiro usar a de cima para pensar no picotada mais excitante...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;P.S.Quanto às outras dúvidas sobre elas debitarei o que penso em posts futuros, porque cada uma delas merece o seu, assim como a Manefta merece o beijo que aqui lhe deixo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-112998972097061914?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/112998972097061914/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=112998972097061914&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112998972097061914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112998972097061914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/10/picotado-por-picotado-abdico-do-da.html' title='Picotado por picotado abdico do da Carica'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-112972027397889377</id><published>2005-10-19T11:09:00.000+01:00</published><updated>2005-10-19T14:31:38.666+01:00</updated><title type='text'>Para que quero eu um Blog</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Como tem sido bem visível tenho andado sem ideias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Coisa que, sendo frequente em mim, já não me causa qualquer estranheza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O pior é que criei um blog e por força disso contraí a responsabilidade de aqui escrever com alguma regularidade, daí que tenha recorrido àqueles que, dispondo de algum tempo para desperdiçarem com a leitura dos meus fracos pensamentos, por aqui fazem o favor de passarem de quando em vez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Desde já ficam os meus agradecimentos a quem me sugeriu temas para reflectir e escrever sobre eles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Vou começar pela proposta da Miss Perfect, apenas porque é a visita mais recente do meu blog, certo que as outras pessos que o fizerem concordam que a ela dê a primazia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O tema de hoje é, pois, as razões que levam uma pessoa a escrever um blog.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Para responder a tal desafio achei por bem fazer a pergunta a mim mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Antes de mais não escrevo por achar que sou um potencial escritor, apto a publicar um livro e a ganhar um qualquer prémio, a quem o seu mérito nunca foi reconhecido e que assim vê vedadas as portas de qualquer editora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Vedem e selem que eu estou seguro que não tenho vocação, aptidão, em suma, mérito para tal efeito e assim sempre nos poupamos todos a desgastes desnecessários.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Não sendo esse o motivo, outro sobre o qual me interroguei foi o de saber se escrevo para desabafar aquilo que me vai na alma ou que me ocorre no dia a dia e que só aqui posso partilhar, já que todos vivemos numa sociedade que promove o individualismo e cria muralhas ao redor de cada um.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Em nome da verdade vos digo que também não é o meu caso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sendo certo que muitos dos "desabafos" que aqui tenho não os partilho com mais ninguém, o que desde logo faria crer que a protecção do anonimato me permitia que o fizesse, certo é também que não digo nada que não pense e diga sempre que questionado por quem quer que seja, conhecedor ou não da minha pessoa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Admito que esta minha postura revela uma certa arrogância, que isto de sempre se dizer o que se pensa não cai nada bem a muitos, por muito que digam o contrário, levando-os a pensar que só o faço por ter "manias".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E tem-me causado alguns dissabores, mas com estes posso eu bem (cá está de novo a arrogância...).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Não será, pois, por razões de necessidade de desabafar sob a protecção do anonimato que resolvi escrever num blog.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Mas admito e compreendo que muitos o façam já que a censura hoje é feita pelos outros, que connosco convivem, com base em princípios éticos e comportamentais que são considerados dogmas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Tenho mesmo grandes dúvidas sobre o mérito dos mesmos como também questiono o direito de outros a definirem as minhas regras de conduta, para além daquilo que lhes possa afectar a sua liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Para ser franco, não vejo grande diferença entre quem nos pretende obrigar a pensar como eles e a Inquisição ou a Censura do "lápis azul".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Então, se nada disto serve como fundamento, porque escrevo eu num blog?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Escrevo porque, ao ritmo a que hoje se vive, sobretudo nos grandes centros urbanos, não é possível as pessoas sentarem-se num café ou numa sala e conviverem naturaralmente, partilhando ideias e pensamentos sem quaisquer constrangimentos,sobretudo de tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Ele é o correr para o trabalho, o almoço trocado por uma passagem pelas montras para desanuviar a vista, a ida e volta para casa no meio de filas intermináveis, o jantar em silêncio a pensar no dia que se segue, o descansar a correr que está quase na hora de repetir a dose...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E com tudo isto falta-nos o tempo para os outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Falta tempo para conhecer melhor os "conhecidos", para com eles discutir e conversar sobre tudo o que nos ocorre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Falta-nos tempo para "ter tempo" para pensar quando estamos com eles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E o blog é uma forma de trocar ideias e melhor conhecer algumas pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Com a vantagem de se adequar aos tempos modernos pois que a protecção do anonimato, num primeiro momento, permite maior liberdade e maior celeridade na aproximação de terceiros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Facilita que comunguemos mais rapidamente de uma gargalhada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E só os amigos se riem em conjunto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Quanto às razões que levam os outros a terem o seu blog, isso é coisa que não me diz respeito porque prezo muito a liberdade de cada um, mas estou certo que seja a razão qual for ela será seguramente legítima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E por aqui me fico que o texto já vai longo e ainda pouco ou nada disse sobre o tema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-112972027397889377?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/112972027397889377/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=112972027397889377&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112972027397889377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112972027397889377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/10/para-que-quero-eu-um-blog.html' title='Para que quero eu um Blog'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-112956855181280901</id><published>2005-10-17T17:50:00.000+01:00</published><updated>2005-10-17T18:03:12.570+01:00</updated><title type='text'>O que eu penso sobre...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não saber sobre o que escrever é, num blog como o meu, sinónimo de incapacidade para pensar, o que não abona muito a meu favor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas a realidade é essa mesmo.Não ando a pensar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Daí que tenha de recorrer à ajuda daqueles que me lêem para ver se este meu neurónio, único e preguiçoso, desenvolve alguma actividade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É, pois, encarecidamente que a todos recorro no sentido de darem alguns contributos sobre os quais possa desenvolver alguma actividade mental e, em consequência, sobre os quais possa escrever.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E peço isso encarecidamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Façam-me lá o favor de me darem alguns temas sobre os quais eu me possa pronunciar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não que tenha interesse para vocês saberem o que eu penso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É antes para minimizar os efeitos da minha falta de actividade mental.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Bem hajam todos os que contribuirem para tal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-112956855181280901?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/112956855181280901/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=112956855181280901&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112956855181280901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112956855181280901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/10/o-que-eu-penso-sobre.html' title='O que eu penso sobre...'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-112939450707724405</id><published>2005-10-15T17:07:00.000+01:00</published><updated>2005-10-15T17:44:48.546+01:00</updated><title type='text'>Abençoado Treçolho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hoje acordei com um treçolho....o que é coisa deveras irritante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Irrita porque incomoda, porque nos tolda a vista, porque nos perturba a concentração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Outros dirão que a maior causa de irritação é o facto de nos desfigurar, de nos tornar as feições faciais menos perfeitas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Dirão outros e certamente com razões para o dizer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No meu caso e nessa matéria o treçolho é uma benção. A bem dizer é como uma mais valia que, por generosidade divina, foi introduzida temporariamente no meu rosto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E foi junto ao olho como podia ser em qualquer parte do meu rosto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Seria sempre uma mais valia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aliás, devo ser poucos seres humanos a quem um treçolho fica bem, diria mesmo que assenta que nem uma luva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tanto assim é que, sempre que tenho a sorte de ter um nem corro para a farmácia mais perto para comprar uma qualquer pomada milagrosa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não, isso nunca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ele que por cá permaneça o tempo que achar justo que a gerência até agradece.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É até nestes momentos que aproveito para mais sair de casa, de forma a poder exibir esta benfeitoria que, repito, no meu caso, me pode tornar apelativo junto do sexo feminino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E é ver esta alma penada, dotado de um treçolho, percorrer as ruas e os bares da cidade, as discotecas mais "in", os locais mais na "moda", de forma a que todos apreciem este meu momento de beleza ou de menor fealdade, para ser mais correcto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Efémero, é certo, mas, apesar disso, é um momento de glória para mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Admito que, apesar do treçolho e das melhorias que me introduz, os resultados da sua exibição pública não me foram até agora favoráveis, isto é, nem uma mulher houve que se dignasse olhar para mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Mas vejo isso como mera consequência do facto de nem por sombras admitirem que nesta cara de parvo possa em momento algum vislumbrar-se um laivo de beleza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;É difícil, concedo, mas pode, ainda que só esporadicamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sendo que, ao contrário do que possam pensar, para que tal aconteça nem é preciso mudar muito. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Um simples treçolho é o quanto basta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Fico logo com melhor aspecto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Até pareço inteligente ou menos parvo, como preferirem...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E menos feio, claro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Desculpem ( ou agradeçam), pois, por hoje não escrever mais, mas tenho que aproveitar este momento de glória efémera para me exibir pelas ruas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;É que um treçolho não dura muito tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;P.S. E lá se me foi a irritação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-112939450707724405?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/112939450707724405/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=112939450707724405&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112939450707724405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112939450707724405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/10/abenoado-treolho.html' title='Abençoado Treçolho'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-112931521910170340</id><published>2005-10-14T19:23:00.000+01:00</published><updated>2005-10-14T19:54:05.606+01:00</updated><title type='text'>Hoje vou de visita</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O tempo para visitar outros blogs não tem sido muito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E o pior é que raramente consigo visitar mais do que um por dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Isto é, passo por vários, mas em visita de médico, lendo apenas o último post e saltando logo para outro blog, porque já há uma dúzia deles que muito aprecio e que, sempre que por aqui ando, tento ler.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Até para perceber o estado de alma de quem escreve.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Porque é bom saber como estão as pessoas de quem gostamos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mesmo que as não conheçamos pessoalmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aliás, isso é o menos importante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas visita mesmo é entrar, sentar e calmamente ouvir (ler) e disfrutar do prazer da companhia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Portanto, se não se importam, hoje vou visitar algumas das pessoas que me visitam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não se incomodem a arrumar a casa que nem vão dar por mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E deixo tudo como encontrei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-112931521910170340?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/112931521910170340/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=112931521910170340&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112931521910170340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112931521910170340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/10/hoje-vou-de-visita.html' title='Hoje vou de visita'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-112920428949826495</id><published>2005-10-13T11:29:00.000+01:00</published><updated>2005-10-14T09:36:59.403+01:00</updated><title type='text'>Cá em casa tenho um Homem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Bloguista que se preze não deixa de, aqui e ali, abordar a questão do sexo oposto, pondo a nu os seus defeitos, na maioria das vezes com humor, cáustico, numas delas, conformista noutras, mas na generalidade acabam por confessar a necessidade da sua existência enquanto complemento de si próprio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E isto aplica-se tanto a homens como a mulheres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os homens têm como tema favorito a inteligência das mulheres, loiras ou não, e ainda as potencialidades dos seus corpos e as diversas formas de os usufruir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;São um bocado primários, admito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por seu lado, as mulheres dissertam, na maioria das vezes, sobre a congénita vocação do macho para a caça do sexo oposto, sobre a sua estupidez também natural e, ainda, bastas vezes, sobre a dificuldade em encontrar um que venha sem defeito de fabrico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mais elaboradas, como é bom de ver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Que desde já fique claro que eu sou homem, o que desde logo, como é óbvio, dadas as minhas limitações intelectuais, decorrentes do facto de o ser, faz que considere toda esta discussão despropositada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Apesar de tudo, ou talvez não, concedo que os homens têm todos os defeitos que as mulheres neles encontram e acho mesmo que elas se deviam unir para os aperfeiçoar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sim, porque terão de ser elas a tomar a iniciativa de os moldar de acordo com o seu ideal, já que o contrário não será possível por incapacidade dos machos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Aperfeiçoem, pois, todos os homens; mas os outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Deixem-me a mim fora dessa revolução.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É que eu estou bem assim e sempre fico com mais margem de manobra, que é como quem diz, um mais vasto campo de actuação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A bem dizer, um monopólio, concentrando em mim, em exclusivo, todos os defeitos que as mulheres encontram no sexo oposto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Elas ficarão felizes porque todos os outros serão o ser ideal, razão pela qual bem podem prescindir de mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Eles, por seu lado, homens ideais que são, só verão nelas as virtudes que elas os deixam ver e não andarão a pastar em prado alheio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Com sinceridade vos digo que nem percebo porque razão elas ainda o não fizeram, pois que, pensando os homens com a cabeça debaixo, como habitualmente consideram, nem me parece difícil que, limitando-lhes o uso desta, não os fizessem ceder às suas reinvindicações, que considero mais do que justas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;É que um homem não se aguenta muito tempo sem pensar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Pelo lado que me diz respeito, estou cá em crer que não fico a perder, pois algumas das que não vão alinhar na reeducação, vão concentrar em mim toda a sua atenção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sim, porque eu acredito na igualdade entre homens e mulheres, pelo que, havendo algumas que pensem como eu, também terão raciocínios com origem idêntica aos meus. Não será a cabeça de baixo, mas algo com semelhante funcionalidade que a Natureza lhes concedeu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Deus me dê capacidade e energia para corresponder às solicitações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sou, pois, um acérrimo defensor da reeducação dos homens, propondo mesmo, como se viu, o meio adequado a que a mesma se concretize rapidamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Avancem mulheres unidas e cortem a raiz ao pensamento (dos outros, repito).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Têm aqui um apoiante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;P.S. E assim sempre se redimem de, enquanto mães ou em nome delas, terem tido o descuido de não os formatarem correctamente à nascença, já que dos pais tal não seria expectável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-112920428949826495?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/112920428949826495/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=112920428949826495&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112920428949826495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112920428949826495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/10/c-em-casa-tenho-um-homem.html' title='Cá em casa tenho um Homem'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-112914150651201847</id><published>2005-10-12T18:39:00.000+01:00</published><updated>2005-10-12T19:28:15.766+01:00</updated><title type='text'>Não ligues que é o Outono....</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Decididamente chegou o Outono e o primeiro impacto que nos faz sentir que tal aconteceu é o sentimento de nostalgia que nos invade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ficamos meio tristes, quase amorfos, sem causa justificativa na maioria das vezes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Apenas nos apetece contemplar e meditar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E começamos a procurar justificações para tudo o que fazemos, fizemos ou iremos fazer um dia, embora nem saibamos o quê.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E o curioso é que isto se manifesta em tudo o que nos rodeia.Com maior ou menor intensidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ele é nos blogs, onde inexplicavelmente alguns anunciam o encerramento e outros a suspensão dos seus escritos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ele é nos chats, onde muitas vezes as pessoas mais expressivas e expansivas deixam de aparecer ou, quando aparecem, se limitam a palavras de circunstância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ele é nos rostos fechados e nos braços caídos com que nos cruzamos na rua diariamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E este ritual repete-se anualmente pelo Outono, embora tenha o seu oposto quando a Primavera anuncia a sua chegada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É por isso que eu há muito que deixei de ligar às estações do ano e nem as sinto a passar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por isso ou porque há muito que deixei de pensar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas ontem vi uma Nina triste. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E muitas outras e outros deveriam estar assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E não gostei do que vi nem do que pressenti.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por isso, do alto da minha sapiência aconselho (se conselhos posso dar) que abram a janela e gritem bem alto:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;-Eu também não gosto do Outono.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vão ver que se sentem melhores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;P.S.E desistam dessa coisa de encerrar ou suspender os blogs e voltem alegres para os chats. E andem sorridentes na rua com se da chegada da Primavera se tratasse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sejamos o que queremos ser e não o que o tempo quer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-112914150651201847?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/112914150651201847/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=112914150651201847&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112914150651201847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112914150651201847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/10/no-ligues-que-o-outono.html' title='Não ligues que é o Outono....'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-112905421600306103</id><published>2005-10-11T19:03:00.000+01:00</published><updated>2005-10-11T19:10:33.110+01:00</updated><title type='text'>Uma Semana de Bloguices</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Faz precisamente hoje uma semana que comecei este blog.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tal evento não mereceria referência especial, não fosse o facto de, confrontado com o mesmo, ter parado para reflectir se faz sentido continuar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É sobre isso que vou pensar hoje.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Depois digo o que decidi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E desculpem lá qualquer coisinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-112905421600306103?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/112905421600306103/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=112905421600306103&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112905421600306103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112905421600306103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/10/uma-semana-de-bloguices.html' title='Uma Semana de Bloguices'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-112897401352572906</id><published>2005-10-10T20:39:00.000+01:00</published><updated>2005-10-13T15:30:03.953+01:00</updated><title type='text'>Em Cima da Hora (ou ainda a língua traiçoeira)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acaba de ser anunciado nos canais de TV que o presidente do INE apresentou hoje a sua demissão e que a mesma foi aceite pelo Sr.Primeiro-Ministro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ora, isto só pode significar que tanto o presidente do INE como o mais alto responsável do nosso Governo me lêem e que o fizeram hoje, logo após ter colocado o meu post diário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Isso deixa-me, no mínimo, embevecido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Perante tal constatação, que me parece irrefutável, aproveito para informar Sua Excelência o nosso Primeiro (já que o outro pouco interessa para agora) que comigo não se aprende nada, pelo que pode gastar o seu tempo, que também é pago com o dinheiro dos nossos impostos, lendo coisas mais interessantes para a governação do País .&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;No entanto, caso assim não entenda e ache úteis estes meus pensamentos, informo desde já que estou disponível para aceitar um lugar de Assessor (que Ministro não ambiciono ser), propondo-me colocar ao dispor de Vossa Excelência as minhas ideias e pensamentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Podendo mesmo fazer seu tudo o que sair da minha iluminada cabeça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;A bem da Nação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-112897401352572906?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/112897401352572906/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=112897401352572906&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112897401352572906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112897401352572906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/10/em-cima-da-hora-ou-ainda-lngua.html' title='Em Cima da Hora (ou ainda a língua traiçoeira)'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-112896109637054525</id><published>2005-10-10T17:02:00.000+01:00</published><updated>2005-10-13T21:23:44.536+01:00</updated><title type='text'>Questão Estatística ? (ou a língua portuguesa é muito traiçoeira)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"2004 foi o melhor ano de sempre para a fruta e tomate.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O ano passado caracterizou-se pela abundância e qualidade dos frutos e tomate, tornando-se no melhor ano de sempre para estes produtos, anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta segunda-feira." (in Diário Digital)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E era preciso vir o Instituto Nacional de Estatística dizer-nos que o ano foi bom para a fruta e para o tomate? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Isso não entrou pelos olhos dentro?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E não é óbvio que quando a fruta de qualidade abunda, o tomate também abunda e se desenvolve?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E porque razão se esqueceram de referir que o pepino também apresentou sinais de extraordinária abundância, qualidade e desenvolvimento?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Porque razão não fazem tudo bem até ao fim?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E assim se gasta o dinheiro dos nossos impostos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-112896109637054525?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/112896109637054525/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=112896109637054525&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112896109637054525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112896109637054525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/10/questo-estatstica-ou-lngua-portuguesa.html' title='Questão Estatística ? (ou a língua portuguesa é muito traiçoeira)'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-112886414356993215</id><published>2005-10-09T13:30:00.000+01:00</published><updated>2005-10-09T17:42:17.600+01:00</updated><title type='text'>Dever Cívico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hoje é dia de eleições.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Ciente das minhas responsabilidades cívicas lá me dirigi eu à mesa de voto, que é como quem diz ao blog fantasias A4 ( &lt;a href="http://fa4.blogs.sapo.pt"&gt;http://fa4.blogs.sapo.pt&lt;/a&gt;) . &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Aproveitei o trajecto para o período de reflexão, já que por razões de força maior, havia desrespeitado o período legal fixado na lei para tal efeito, ocupado que estive na tentativa frustrada de resolver um problema informático de outrém.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Todas as sondagens apontavam para que a vitória final se decidisse entre o Casal Insane ( &lt;a href="http://www.casal-insane.blogspot.com/"&gt;http://www.casal-insane.blogspot.com/&lt;/a&gt;) e o TiagoeSofia(&lt;a href="http://noseosexo.blogspot.com"&gt;http://noseosexo.blogspot.com&lt;/a&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;De fora da corrida para a vitória final, à primeira vista, já que isto das sondagens tem o valor que tem, estariam a Boneca Insuflável (&lt;a href="http://insuflavelboneca.blogspot.com/"&gt;http://insuflavelboneca.blogspot.com/&lt;/a&gt;), Na boca do Lobo Mau (&lt;a href="http://nabocadolobomau.weblogger.terra.com.br/"&gt;http://nabocadolobomau.weblogger.terra.com.br/&lt;/a&gt;) e Loucuras do Anjo Negro (&lt;a href="http://anjonegro00.blogspot.com/"&gt;http://anjonegro00.blogspot.com/&lt;/a&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;A decisão quanto àquele no qual iria depositar a minha confiança, ou melhor dizendo, naquele em que iria apostar, que isto de eleições cada vez é mais um jogo de fortuna e de azar (mais de azar até), teria de ser tomada no curto trajecto até à urna.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Apressei então o meu raciocínio de forma a lá chegar com a opção tomada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;A Insanidade e eu sempre tivemos uma relação muito próxima e de grande cumplicidade, pelo que o voto no casal que de tal estatuto se arroga não me parece má ideia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Mas esta coisa de confiar o nosso futuro em alguém que desde logo se considera inimputável causa-me alguns engulhos, até porque, estando eu no mesmo estado, sei do que falo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O TiagoeSofia parecem-me uma boa opção.Não são pessoas de promessas eleitorais que deixam cair logo que são eleitos.Não, isso posso assegurar porque já vi, com estes olhos que a terra há-de comer, o pundonor, a garra e a energia que colocam na concretização dos seus projectos. É certo que, o Tiago desculpar-me-à, com a dedicação da Sofia e as infinitas qualidades que possui, as missões que têm vindo a concretizar não me parecem tarefas difíceis, ficando sempre a dúvida sobre do que serão capazes no futuro e se estarão aptos para liderarem projectos mais arrojados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Por norma uma Boneca não me cria grandes expectativas e, a ideia de ser Insuflável, desde logo lhe associa um recheio de ar e vento, que a afastaria da possibilidade de guiar os nossos destinos. Pura ilusão. Esta Boneca parece-me muito diferente e, ar e vento, se o tem, é na medida certa e, pelo que me tem sido dado ler (e não ver) não seria despropositado votar nela. Mas nestas coisas de tão elevadas responsabilidades não há nada como ver para crer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Na Boca do Lobo Mau é sempre um voto possível quanto mais não seja porque não engana ninguém.Diz logo o que é, sem falinhas mansas ou falsos pruridos. E a sinceridade à cabeça não deixa de ser meritória e deve ser premiada. Há no entanto que ponderar se depositar o voto nela não significa uma atitude demissionista e de assumpção da derrota prévia. Assumir logo no momento do voto que nos vamos meter lá, apesar de a ideia me parecer muito tentadora, é algo que me deixa dúvidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Votar num Anjo, apesar de negro, é algo que não deixa de ser interessante pelas expectativas que cria...é um infinito de possibilidades pela frente. É confiar o nosso destino a algo de divino, solução que não me parece de todo de afastar. Fica-me, no entanto, a dúvida que sempre me assola quando oiço falar em semelhantes criaturas....e o sexo, qual o sexo? E por defeito meu, certamente, a indefinição do sexo cria-me algumas reticências. Ainda se não houvesse o Castelo Branco....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Só tenho uma pessoa à minha frente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Tenho de me decidir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Não, não vou decidir já.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Preciso de mais tempo de reflexão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Vou tomar mais um café e volto mais tarde.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-112886414356993215?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/112886414356993215/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=112886414356993215&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112886414356993215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112886414356993215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/10/dever-cvico.html' title='Dever Cívico'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-112880348828926157</id><published>2005-10-08T20:41:00.000+01:00</published><updated>2005-10-09T03:42:58.363+01:00</updated><title type='text'>Café Amargo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hoje levantei-me com a alegria natural de quem tem um sábado de ócio pela frente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Cumprimentei-me efusivamente ao espelho e, feitos os preparos habituais, saí de casa com destino à esplanada mais próxima onde iria beber o café que me despertaria definitivamente para este abençoado dia de lazer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Asseguro que, não sendo eu pessoa de acordar eufórico, também não sou daqueles que invariavelmente acorda de mau humor, razão pela qual, mesmo sem a necessária "bica", percorri o trajecto com um ar sorridente, próprio de uma manhã de sábado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Aí chegado, a primeira contrariedade. A pastelaria estava fechada, o que implicava que não seria ali que tomaria o saboroso líquido despertador dos sentidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Nada de importante e não seria isso que me tiraria o sorriso com que iniciara este dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Até porque me bastava atravessar a rua e sentar-me noutra esplanada, para efeitos do dito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Dirigi-me, pois, à passadeira mais próxima e aguardei pelo sinal verde.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;- Ontem li-te.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Ouvi eu alguém dizer nas minhas costas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Com a curiosidade própria de alguém que tem um sábado pela frente e nada para fazer, olhei para ver quem dizia aquelas palavras e quem seria o destinatário das mesmas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Olhei e vi aqueles olhos cravados em mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sorridentes, apesar de tudo, mas não com aquele sorriso que ontem me haviam dirigido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;-Não sabias que estava fechada; (c&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;ontinuou ela sem me dar tempo a balbuciar qualquer palavra, o que, para ser franco até me ajudou, pois não sabia o que responder).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;- Pena.....perdeu-se a magia....( e aquele gia....que não parava de me soar nos ouvidos, acho mesmo que ainda o ouço ao longe)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;- Agora já não posso estender-te a mão em silêncio...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;- Pode ser que noutro dia, noutra hora, noutro local...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E parava as frases a meio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;-Os homens e os pormenores....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Outra vez aquela coisa de não completar as frases.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E eu com aquele ar aparvalhado que qualquer homem tem numa circunstância destas.Eu pelo menos tenho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E continuou sem me dar tempo para dizer o que quer que fosse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;-Nem sabes como lamento....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;-E fica sabendo que gostei de te ler.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Dito isto e sem que eu tivesse recuperado do choque roçou os lábios pelos meus, num beijo suave de despedida, que percebi ser para sempre, tão suave e tão doce que secou os meus, colando-os e impedindo-me de verbalizar qualquer desculpa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Um beijo tão especial que ainda agora o sinto, apesar da sua suavidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Como só uma mulher sabe dar quando se despede com a segurança de ter o fazer, mas com a certeza que até teria sido muito bom.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Fiquei ali especado a vê-la a afastar-se, sem por uma única vez olhar para mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Aquela frase não me saía da cabeça e martelava-me os sentidos...os homens e os pormenores...que quereria ela dizer? Porque não acabou a frase?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Vi-a virar a esquina mais próxima e só então me lembrei que nem tinha reparado se era loura ou morena, alta ou baixa, gorda ou magra, bonita ou feia....nada, não tinha apreendido qualquer uma das suas características físicas, fixado que estava nos seus olhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Mas isso ela não podia saber&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E aquela frase....os homens e os pormenores....que não me saía da cabeça....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E a propósito, de que cor eram os olhos dela?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Isto bastou-me para perceber os efeitos que aqueles olhos, cuja cor eu não sabia, haviam provocado em mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Mas estas coisas ela não podia saber.&lt;/span&gt; Não era a nada disto que ela se referia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Os homens e os pormenores....ainda um dia vou descobrir o que ela queria dizer....ou não queria...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;P.S. E não me expliquem que eu chego lá.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-112880348828926157?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/112880348828926157/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=112880348828926157&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112880348828926157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112880348828926157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/10/caf-amargo.html' title='Café Amargo'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-112870494648305529</id><published>2005-10-07T17:01:00.000+01:00</published><updated>2005-10-07T18:15:01.553+01:00</updated><title type='text'>O Império dos Sentidos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Que o Mundo não anda bem todos o sabemos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Que a culpa é de foro económico, é coisa que diariamente vimos apregoar em todos os jornais e canais de tv.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Que na base de tudo isso está a falta de produtividade das pessoas, é o que dizem os supostamente entendidos na matéria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ocorreu-me tudo isto, hoje, durante o meu café matinal, sentado numa singela esplanada, numa das Avenidas Novas de Lisboa, enquanto via passar pessoas estranhamente tristes e macabúnzias a caminho do trabalho ou fossse lá do que fosse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E, por muito estranho que pareça, dei comigo a discordar de todas as teorias existentes para a solução da crise mundial, tendo eu próprio concluído que a solução está à frente dos nossos olhos e só não a vê quem não quer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E digo isto convicto que sou o detentor da solução, apesar de não ser especialista na matéria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E ela até é bem simples e não envolve quaisquer custos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;As pessoas deviam amar mais, amar com a frequência do desejo, amar sempre que sentem que é momento de amar .&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E a coisa devia ser tão natural que ninguém repararia ou teceria considerações mesmo quando sucedia entre estranhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acontecia porque, naquele momento e naquela hora, aqueles dois seres que cruzaram entre si um olhar, de forma fugaz, mas cúmplice e intenso, assim o decidiam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sim, porque não há nada mais bonito, apelativo e demonstrador do desejo mútuo entre duas pessoas, do que um ligeiro sorriso nos olhos quando se fixa alguém por breves fracções de segundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Devia mesmo ser obrigatório que, sempre que essa sublime troca de olhos ocorresse, os sujeitos em questão, num silêncio absoluto para não perturbarem o momento, dariam as mãos e seguiriam para o local mais perto onde pudessem consubstanciar tudo o que aquele efémero olhar deixou sentir. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Aí chegados, deveriam, ainda em silêncio, vedar os olhos um ao outro e, finalmente soltos, lentamente e sem ansiedades, começariam o ritual livre e absoluto de entrega recíproca, sem pensarem com quem estavam ou porque estavam, deixando fluir os sentidos através dos corpos de ambos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E acabados e desvendados, regressados ao Mundo, trocariam, em silêncio, um sorriso com os olhos, seguindo cada um o seu caminho, sem preocupações ou vínculos de novos encontros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Voltaria a acontecer se o acaso assim o determinasse e se sorriso idêntico aflorasse os olhos de ambos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E, por muito estranho que pareça, seria desta forma tão simples que todos os problemas se solucionariam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;As pessoas andariam pelas ruas felizes e animadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sem preocupações, seguras que a qualquer momento lhes apareceria o tal sorriso nos olhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Trabalhariam sem preocupações ou quaisquer tipos de constrangimentos, aumentando a produtividade, os salários, o bem-estar de cada um.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Sim, porque a força dos sentidos é infinita e basta um sorriso em dois pares de olhos que se cruzam para se saber isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;P.S: Se por mero acaso do destino a dona dos olhos que com os meus se cruzaram enquanto eu pedia o café matinal vier a ler isto, fica a saber que amanhã à mesma hora estarei no mesmo sítio e que basta estender a mão.....e o Mundo ficará melhor certamente.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-112870494648305529?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/112870494648305529/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=112870494648305529&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112870494648305529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112870494648305529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/10/o-imprio-dos-sentidos.html' title='O Império dos Sentidos'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-112860157406795958</id><published>2005-10-06T12:13:00.000+01:00</published><updated>2005-10-14T12:24:02.166+01:00</updated><title type='text'>Leviano ou Leviana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Detesto expressões dúbias e ambíguas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E as palavras que mudam de sentido consoante quem as pronuncia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobretudo quando essa mudança se fica a dever ao sexo de quem as diz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E ainda mais quando a expressão ou palavra até é melodiosa e agradável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É como encontrar uma mulher bonita, ter tudo para se estar bem e depois vir a descobrir que ela é "burra que nem uma porta"...tínhamos tudo para ser felizes e fica tudo arrasado irreparavelmente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Embora às vezes, para não dizer quase sempre, eu até feche os olhos, ou melhor dizendo, os ouvidos, que o meu sentido estético tem alguma predominância nas decisões que tomo e homem não é de ferro....e mulher também não, porque o inverso do que disse também é verdadeiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A palavra leviandade é uma delas...é melodiosa, soa-nos bem....e se for utilizada como leviano ou leviana, sem que se pense no seu significado, ainda mais agradável se torna pela sua sonoridade doce e quente....envolvente....são palavras que, pelas suas características e despojadas de significado, até convidam a um acto de amor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o pior vem depois...(por acaso ou não, no amor isso também acontece muito).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comecemos pela palavra leviandade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Logo aqui as mulheres começam a ser discriminadas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando se diz que um homem agiu com leviandade, normalmente está a dizer-se que agiu sem responsabilidade, não pensou nas consequências.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o curioso é que rararmente se diz que uma mulher agiu com leviandade. Abrevia-se. Diz-se qualquer coisa como "é mulher e está tudo dito"....como se o facto de ser mulher implicasse isso mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o mais grave é que a expressão é utilizada por homens e mulheres.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Definitivamente, a palavra leviandade está banida do meu vocabulário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É que eu gosto muito de mulheres...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passemos então aos levianos e às levianas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De um homem diz-se leviano quando é irresponsável ou inimputável. Se a palavra for usada por uma mulher, poderá significar, quando muito, que é mulherengo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E isto é dito em tom de graçola e nada mais do que isso...."fulano é um bocado leviano".... A infinita delicadeza feminina introduz sempre o "bocado" para amenizar a dor que pode provocar....&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chega até a ser delicioso para um homem ouvir isto, porque entende a palavra, quando dita por uma mulher, como uma manifestação de reconhecimento público da sua virilidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E reage fazendo saltar aos lábios aquele sorriso pateta de "macho em exibição"... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já de uma mulher não é bem assim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dela diz-se leviana com outro sentido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um homem quando diz que uma mulher é leviana está a chamar-lhe "puta"...assim, sem mais nem menos...esta é a realidade nua e crua.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E quando é uma mulher a chamar leviana a outra, o caso não muda de figura, direi mesmo que até piora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque isto de uma mulher chamar puta a outra é muito mais intenso, porque é suposto ela saber do que fala.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pelo que é entendido como vindo de uma autoridade na matéria. O que, a final, não deixa nenhuma bem no filme.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E mesmo quando é de uma amiga que outra ouve a palavra em discussão, embora o intuito não seja tão ofensivo, também não é elogioso...é mais querer dizer "és uma putéfia"....tem algo de irónico, de cumplicidade, mas a puta está lá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E, assim sendo, lá se vai mais uma palavra do meu vocabulário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O leviano, por ora, ainda fica.É que ele há muitos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já leviana nunca vi nenhuma a quem se aplicasse o sentido perjorativo do termo, pelo que a palavra a abolir também não me fará grande falta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E que fique claro perante todos os que me lerem, que cada mulher a quem alguma vez chamaram, por voz ou pensamento, leviana, tem em mim um amigo para a vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Atesto e certifico a falsidade de tal imputação, com selo branco se necessário for.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;P.S: E lá fiquei eu sem mais duas palavras no meu vocabulário a partir deste momento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-112860157406795958?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/112860157406795958/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=112860157406795958&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112860157406795958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112860157406795958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/10/leviano-ou-leviana.html' title='Leviano ou Leviana'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-112848205070783756</id><published>2005-10-05T03:54:00.000+01:00</published><updated>2005-10-06T15:01:36.020+01:00</updated><title type='text'>A.N. e D.N.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Para quem como eu só agora dá os primeiros passos pela net, nas suas vertentes de chats e blogosfera, não deixa de ser estranho o ambiente que se lhe depara. Que não se pense que essa estranheza resulta do facto de se deparar com factos insólitos ou extraterrenos, com malucos ou tarados; nada disso, aliás, é precisamente o contrário. O que mais surpreende é a empatia que se cria com algumas pessoas que nunca estiveram frente a frente ou mesmo se viram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E isto sem que haja uma troca de olhos, de um sorriso cúmplice que se vislumbrou de fugida nuns lábios, sem que exista um momento de partilha de silêncio ou mesmo de um silêncio constrangedor porque não se solta a próxima palavra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não, nada disso é possível e nos chats, tal até é contraproducente, pois que um silêncio entre quem não se vê, mesmo que seja só para pensar no que se acabou de ler, adensa a suspeita que estamos a ser preteridos....suspeita fundada na maioria das vezes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;A empatia de que falo e que parece tão estranha resulta do facto hoje em dia, por causa da net (e dos blogs e dos chats), as pessoas começarem por conhecerem as ideias de cada um, partilharem sentimentos, libertarem-se de constrangimentos (para o que a capa do anonimato muito contribui na fase inicial) e terem horizontes mais amplos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Antes do advento da net, as relações estabeleciam-se dentro da nossa aldeia, da nossa cidade, do nosso grupo de amigos, dos nossos colegas de trabalho, etc.O nosso mundo era muto limitado e, consequentemente, as opções também o eram.Muitas vezes escolhia-se alguém por ser o menos mau e não por "ser aquele porque sim".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Hoje, com a net e todas as suas potencialidades, tudo isso acabou.E até a forma de estabelecer o contacto é agora diferente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Antes era o corpo, na sua forma e na sua linguagem,que desempenhava o papel de catalizador do relacionamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Agora, com a net, são os pensamentos comuns e as visões idênticas que promovem a atracção, passando o corpo a desempenhar papel secundário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Chega-se mesmo a desejar alguém sem que nunca se tenha visto a cara nem mesmo em imagem. E o desejo é sentido, profundo, sério....deseja-se mesmo, deseja-se tanto que apenas se pretende que o corpo que àquela pessoa que assim pensa pertence tenha os requisitos mínimos de compatibilidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Muitos dirão que estamos perante a subversão dos valores e dos princípios, eu acho precisamente o contrário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Em tudo na vida, e quando chegados a adultos, privilegiamos sempre o conteúdo em vez da forma.Tal só não acontecia no campo das relações humanas mais íntimas, porque nas outras também já era assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Com o advento da net chegou-se finalmente aí e ainda bem.Já não é só o alargar dos horizontes e das opções, é também uma nova forma de estar, mais consentânea com a sociedade actual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E até é mais rápido a acontecer o que poupa no desperdício de tempo e de energias que podem ser canalizadas para o que de melhor nessas relações existe, sem prejuízo de se potencializarem as hipóteses de sucesso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Que me perdoem a heresia aqueles que tal acharem, mas acho que não vem longe o tempo em que as siglas "a.c" e "d.c." serão substituídas pelas de "a.n" e "d.n" (n=net). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Cá por mim ontem já era tarde.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;P.S. Para aqueles que acharem que estou a puxar a brasa à minha sardinha fiquem sabendo que até sou um "rapaz" bem apessoado (e não sou só eu que digo...assim até são capazes de acreditar).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Desculpem, mas foi a minha segunda vez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-112848205070783756?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/112848205070783756/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=112848205070783756&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112848205070783756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112848205070783756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/10/e-dn.html' title='A.N. e D.N.'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17438737.post-112842986648509311</id><published>2005-10-04T04:33:00.000+01:00</published><updated>2005-10-06T15:00:16.463+01:00</updated><title type='text'>A Primeira vez</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ele há momentos assim....de tanto ler os outros achamos chegado o momento de criar o nosso blog.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pura ilusão, porque se há coisa para que nunca estamos preparados é para a primeira vez, seja ela do que for.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aliás, não me considerando eu um frustrado, o que vindo de mim torna a opinião insuspeita, a verdade é que todas as minhas primeiras vezes foram momentos dos quais não reza a história....e o pior de tudo é que ainda hoje não são nada de especial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;É certo que a primeira vez é sempre única e inesquecível, o que só aparentemente é contraditório com o que antes se disse, mas, por muito boa que ela seja, fica sempre a sensação de ser um produto inacabado...ele é a vírgula mal metida, o ponto e vírgula que ficou por colocar, a inversão do sujeito ou do verbo que poderia ter sido feita, aqui e ali uma metáfora mal conseguida, sei lá, um sem número de coisas que na primeira vez não são perfeitas ou que ficam por fazer...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E será que tal acontece apenas porque o escriba não domina a pena, a língua ou ambas? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Não me parece.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Numa primeira vez a emoção sobrepõe-se ao domínio de todas as técnicas, sendo que a ignorância quanto às que são preferidas e do modo de obter melhores resultados na sua aplicação, impedem sempre que se alcance a perfeição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;No fundo, numa primeira vez, fica-se sempre com a mesma sensação de quem acaba de comer um delicioso chocolate.....fica o sabor na boca, o desejo de mais, mas acabou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O que, em boa verdade se diga, até é bom que aconteça sempre, porque assim se justifica que haja uma segunda vez....e uma terceira, se arte e engenho houver para criar tal desejo...e para as muitas mais que possíveis forem de acontecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Apesar de tudo, admito, a primeira vez é algo que nunca deixamos de desejar, o que, por si só, já representa muito quando se alcança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Entendo mesmo que a primeira vez é essencial e que sem ela nada será perfeito, até porque sem haver uma primeira vez nunca haverá uma segunda ou outra qualquer vez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Agora que haja algum bom senso no fim de uma primeira vez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Se não me parece bem em circunstância alguma que se pergunte se foi bom o que se acabou de fazer - quando muito cada um que comente o que sentiu perante o produto final - numa primeira vez só é admissível que, se algo for dito, que seja um pedido de desculpas, por muito bom que tenha sido o resultado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Defendo mesmo que o pedido de desculpas deve sempre ser apresentado independentemente da vez, porque, a ser assim, se criam expectativas para a vez seguinte, que é suposto ser melhor ainda.....convém é não defraudar as expectativas, claro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O deixar crescer água na boca, seja em que vez for, parece-me o ideal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Desculpem, mas foi a minha primeira vez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17438737-112842986648509311?l=pensardealto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensardealto.blogspot.com/feeds/112842986648509311/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17438737&amp;postID=112842986648509311&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112842986648509311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17438737/posts/default/112842986648509311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensardealto.blogspot.com/2005/10/primeira-vez.html' title='A Primeira vez'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01772140824381397868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
